Sociedade

Primeiro aterro sanitário em 50 anos da independência

Numa altura em que o turismo dá sinais de crescimento, as autoridades pretendem eliminar os múltiplos focos de lixeiras a céu aberto que se proliferam em São Tomé, com a construção do primeiro aterro sanitário do país. A infraestrutura será erguida no distrito de Lobata, numa área de 12 hectares, marcando um avanço estratégico na gestão ambiental e no saneamento básico nacional.

Segundo Nilda da Mata, Ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável: “Brevemente, contaremos com a assistência técnica da União Europeia para a realização do estudo de viabilidade. Embora já se tenha confirmado que o espaço cumpre todos os critérios exigidos, é fundamental salvaguardar as dimensões ambiental e social.”

A construção da infraestrutura está orçada em aproximadamente 10 milhões de euros.

Através do memorando assinado com Portugal para a criação do Fundo Climático Ambiental — um processo já em curso e em estado avançado — dispomos de uma garantia de financiamento, pelo menos para uma parte do montante. O referido memorando, que prevê a conversão da dívida por natureza, assegura já cerca de 3,5 milhões de euros.”

A governante avançou ainda que caso o cronograma se mantenha, conforme o previsto, as obras poderão iniciar-se já no próximo ano.

Já no final deste mês, a equipa de consultoria contratada deverá deslocar-se a São Tomé para a realização do estudo de viabilidade e dos demais procedimentos exigidos. Acredito que, caso tudo decorra conforme o planeado, as ações no terreno poderão iniciar-se no início de 2026.”

O anúncio da construção do primeiro aterro sanitário do país ocorre num momento em que São Tomé e Príncipe assinala os 50 anos da conquista da independência nacional.

José Bouças

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