Política

Ministra da Justiça rejeita as denúncias dos Juízes

Na última semana, após reunião com o Presidente da República a Associação Sindical dos Magistrados Judiciais denunciou o corte pelo governo, do acesso aos juízes à formação no Centro dos Estudos Judiciários em Portugal.

Mais grave ainda, a Presidente da Associação Sindical dos Magistrados Judiciais, a Juíza Kótia de Menezes disse que através da Ministra da Justiça, há pessoas que estão a beneficiar de formação no Centro de Estudos Judiciários em Portugal, sem serem magistrados em funções nos tribunais.

Ivete Lima, Ministra da Justiça e dos Direitos Humanos desmentiu.

«Actualmente o Centro de Estudos Judiciários de Portugal proporciona apenas vagas. Para este ano tivemos 10 vagas. As pessoas que frequentam actualmente o centro de estudos judiciários em Portugal pagaram os seus bilhetes de passagem e suportam os custos da formação. As pessoas que não tiveram meios não puderam ir para a formação», afirmou a ministra.

Segundo Ivete Lima, já não há bolsas para frequência nos Centro de Estudos Judiciários em Portugal. Por isso a ministra da Justiça desvaloriza a acusação feita pela juíza Kótia de Menezes, segundo a qual ela teria facilitado formação para algumas pessoas no referido centro de formação judicial portuguesa.

«Não corresponde a verdade porque no quadro do projecto de apoio a consolidação do Estado de direito democrático(PACED), houve várias formações e capacitação dos magistrados. Os juízes que falaram já passaram pelo Centro de Estudos Judiciários», acrescentou a ministra da justiça.

Porque a Associação Sindical dos Magistrados Judiciais contestou o corte dos subsídios de férias e de natal, Ivete Lima, lavou às mãos como Pilatos.

«O governo mensalmente deposita uma certa quantia nos cofres dos Tribunais para realização das suas actividades internas e caberá a própria instituição regularizar e organizar. O governo não está em falta porque mensalmente tem cumprido com as suas obrigações», pontou a ministra da justiça.

Na última semana a Associação Sindical dos Magistrados Judiciais reuniu-se com o Presidente da República Carlos Vila Nova, e queixou-se do corte dos subsídios de férias e de natal, que foram instituídos por lei, mais concretamente no capítulo de direitos e regalias dos magistrados judiciais.

O governo já veio esclarecer que põe dinheiro na conta dos tribunais todos os meses. Por sinal cabem aos administradores dos cofres dos Tribunais cumprirem com a responsabilidade de pagar os subsídios e proteger assim os direitos e regalias dos juízes.

Abel Veiga

    12 comentários

12 comentários

  1. João+Pedro

    29 de Novembro de 2021 as 17:07

    Essa senhora é o cúmulo da incompetência ! …. só mesmo o Jorge Bom Jesus para te-la como Ministra. E assim vai S.T.P.

  2. WXYZ

    29 de Novembro de 2021 as 17:40

    Por outro lado os juizes deviam aproveitar essa onda de falta de respeito e trafulhice para partirem ao ataque de forma a dar inicio, continuidade ou rotura convista a uma grande reforma ou mesmo uma revolucao no sistema. Os juizes nao podem se sentir amendrotados perante os seus pares, que se fazem de dinossauros nos tribunais

  3. Josina deus

    30 de Novembro de 2021 as 7:20

    Num país sério está senhora nem técnica conseguia ser quanto mais ministra da justiça. Infelizmente o seu cunhado da rosema obrigou Jorge Jesus a nomea lá e assim temos que aturar esta incompetente.
    O que eu percebi da entrevista dos juízes é que os dirigentes não mandam os que foram nomeados ao Cej e isso quer dizer manda los com bolsa de estudos que é óbvio que outros países fazem e não dize los que não há condições e depois mandar boquitas directores de gabinete amigos que como sabemos têm reprovado aí fora fazendo vergonha ao país porque não percebem nada de direito senão torto.
    País de bandalheira

    • Guiducha

      30 de Novembro de 2021 as 16:24

      Muito bem dito, Josina. Acontece que esta situação já dura, desde o após a independência. Quem não se lembra do ex 1o ministro Gabriel Costa que arranjou um posto a sua mulher (exboquita), Laurinha PT que é mais BURRA e sem modos de ser que uma porta…assim vão continuando a dar cargos por afinidade, cunha, rebolar as ancas etc. Não há nenhum individuo que dê exemplo, ou que seja honesto e sério quando tem posição social de destaque. Vamos continuar a denunciá-los.

  4. Beto vinga

    30 de Novembro de 2021 as 10:21

    Enfim so com Cristo. Lá porque uma pessoa fez uma licenciatura em direito numa escola de esquina não quer dizer que pode ser ministra da justiça.
    Com este tipo de pessoas que não percebe patavina do que sai da sua boca, por isso esse governo vai de mal a pior.
    Mesmo assim peço a “Deus lhes perdoem porque não sabem o que fazem nem o que dizem.”

  5. Beto vinga

    30 de Novembro de 2021 as 10:26

    Claro sra ministrazinha. Quem falou em nome de sindicato pode ter feito o Cej mas tenho conhecimento de muitos juízes novos que não fizeram Cej e o estado não lhes dá condições para fazer, mandando outras pessoas que têm reprovado naquela escola. Pensam que somos burros.
    Praga de trombose para vocês dirigentes de meia tigela.

  6. Cupertino Silva

    30 de Novembro de 2021 as 10:29

    João+Pedro

    Não é tanto assim, há coisas piores. Embora como qualquer um, tem as suas limitações. Mas está a fazer alguma coisa. Se são correctas. Caberá os beneficiários/as finais dos serviços a que ela tem o prazer de dinamizar julgar.

    E você? Os outros não diriam igual ,pior ou mesmo melhor do que fizestes, fazes ou farás?
    Seja honesto e responsavel consigo mesmo

  7. Nina ceita

    30 de Novembro de 2021 as 10:30

    Toda gente sabe que o dinheiro dos tribunais tem sido mal gerido e só serve para viagens de uma ou duas pessoas, apenas essa ministra e o boboioco de Jorge Jesus é que não sabem disso.

  8. Guilherme

    30 de Novembro de 2021 as 11:27

    Interessa-nos apenas a verdade

    Enquanto membro da sociedade civil atento, apartidário e isento de qualquer pressão ou interesse, apelo aos comentadores que reajam de acordo com os factos, e com o necessario equilibrio, escutando sempre as partes envolvidas. Tendo lido e escutado a mensagem dos Juizes indignados e também lido a resposta da Srª. Ministra da Justiça, fico com a sensão que os Juizes prepositadamente omitiram nas suas reivindicaçlões factos muito importantes; Exª. os juízes nunca mencionaran que o Centro de Estudos Judiciáirios tem oferecido vagas e não bolsas; sendo assim, logo os interessados devem cobrir as despesas envolvidas por meios próprios. É assim que fazemos, nós os pais que temos filhos que foram estudar lá fora, através de vagas disponiveis e não bolsas de estudos. Suportamos as despesas com os estudos deles nestas condições de vagas. A porta voz dos juízes também omitiu o facto de terem ja passado pelo referido Centro de Estudos. A omissão de factos reais descredibiliza as reivindicações feitas e aumenta o desinteresse do públíco para estes assuntos. Ao exercer o direito de resposta, a senhora Ministra apresentou-nos informações importantes que os Juizes em questão, deveriam, logo na primeira hora dar-nos a conhecer. Se assim tivesse procedido, retiraria da Ministra os “trunfos” que ela muito bem usou, para no meu entender, aplicar uma “solfa” aos juízes. Quanto a má gestão dos fundos pelos gestores dos cofres do Tribunal, aguardo que os referidos gestores também exerçam o direito de resposta com provas e factos convincentes. Mantendo o silêncio, é mesmo que dizer, não temos argumentos, e assim procedendo, os gestores em causa estão dando motivos suficentes para a desconfiança que neles recaí. Termino dizendo que sobre os Juizes não deve reacair nenhuma especie de dúvida, enquanto oficiais da Justiça, pelo menos, enquanto ostentam a batina da profissão e o martelo da voz da justiça.

  9. Cupertino Silva

    30 de Novembro de 2021 as 14:34

    Aliás meus senhores. Juizes não entendem de gestão. Colocar dinheiro na mão deles, é claro comem tudo.~

    Perguntem ao Bandeira, ao Silva e mesmo ao Leite e Alice que te dirão como as coisas se processam.
    Não há dúvidas.

  10. Dino sousa

    30 de Novembro de 2021 as 15:31

    So sei que os que gerem tribunais comem muito dinheiro e não deixa nada a ninguém. Depois inventam viagens fantasma, compra de edifícios e umas obras superfaturadas para comerem mais dinheiro ainda.
    Essas trafulhices têm que acabar.
    Que Deus no acuda. Com essa geração de velha guarda estamos tramados.
    Nao haverá dinheiro que chegue.

  11. Onório Almeida

    1 de Dezembro de 2021 as 11:34

    Tendo lido o comentário do Guilherme não tenho mais nada a dizer, só me resta subscrever em baixo por completo

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo