Política

China solicita ao Governo terrenos para construir mais apartamentos

No quadro da cooperação bilateral, o actual governo de Jorge Bom Jesus, assinou acordo com a República Popular da China no domínio das infra-estruturas, para construção de 200 casas sociais no país.
60 apartamentos já foram construídos, em dois distritos da ilha de São Tomé, nomeadamente Cantagalo e Lobata.

O processo de distribuição dos 60 apartamentos, está a gerar enorme polémica no país. A procura é grande. Para 60 casas sociais, o Ministério das Infraestruturas registou mais de 2 mil candidaturas, ou manifestação ou manifestação de interesse. A estrutura arquitectónica das casas sociais, atraiu a atenção dos santomenses tanto no país como na diáspora.

Em entrevista aos órgãos de comunicação social nacionais, Xu Yingzhen embaixadora da China, disse que tem acompanhado a polémica em torno do processo de distribuição dos 60 apartamentos.

A embaixadora da China reconheceu que a demanda pelas casas sociais é enorme, principalmente no seio da juventude, e manifestou a vontade da China de ajudar São Tomé e Príncipe a dar resposta ao problema.
No entanto, para iniciar a segunda fase de construção das casas sociais, a parte chinesa, propõe que seja feito um estudo de viabilidade.

Casas sociais construídas pela China

Mais importante ainda, segundo Xu Yingzhen, é que o governo de São Tomé e Príncipe, resolva o problema de falta de terrenos para realização de obras públicas.

«A parte são-tomense tem que identificar terrenos para a construção das vivendas», afirmou a embaixadora da China.

Para construir mais 140 apartamentos sociais, e assim completar o pacote de 200 casas, a China solicita terrenos ao Governo são-tomense. «Queremos que a parte são-tomense nos garanta as informações geográficas, para evoluir no processo de construção», frisou.

Note-se que o ministério das infra-estruturas de São Tomé e Príncipe, prometeu que as 200 casas sociais seriam construídas por todos os distritos da ilha de São Tomé, e também na região autónoma do Príncipe.

Casas sociais contruídas pela China

É também notório em todo o território nacional, que o Governo central, assim como as câmaras distritais se confrontam com a falta de terrenos, para realizar obras de interesse público.

A maior parte, ou todo o terreno do Estado foi distribuído para usufruto privado, principalmente a favor de figuras que militam nos partidos políticos dominantes no país.

Abel Veiga

11 Comments

11 Comments

  1. Andorinha

    1 de Julho de 2022 at 22:16

    Como disse aqui a embaixadora da China “iniciar a segunda fase da construção das casas sociais ” por tanto pode-se constatar que isso é um projeto do Patrice Trovoada foi o ADI do Patrice Trovoada que assinou com China este projeto.
    O projeto do atual governo de Jorge bom Jesus do Osvaldo Abreu é 20mil casa social que ainda estamos a espera mas é claramente uma mentira.

    • Carlos Alberto do Espirito Santo

      3 de Julho de 2022 at 17:50

      Qual è o projecto de Patrice TROVOADA?

      Ò rapaz, voçê è burro ou faz-se de burro?
      O Patrice TROVOADA, têm alguma coisa em Sao Tome e Principe?

      Tudo è pertence de Sao Tome e Principe.
      Ele ñ foi para o governo de Sao Tome e Principe, para service-se do bom nome do pais.

    • EX

      4 de Julho de 2022 at 10:39

      Estão a preocupar com quem assinou ou deixou de assinar. A China vê como sendo Sao Tome e Principe não interessa quem assim, mas sim que seja feita uma distribuição justa e de acordo as necessidades reais.
      Vocês ou alguns de vocês Zé Povinho, nem sabem o que querem, só estão la para bajular esse ou aquele. e nem pensam em problemas reais.
      Discute a eficácia a Programas e deixam de discutir pessoas

  2. Fuba cu bixo

    1 de Julho de 2022 at 22:31

    Os terrenos do estado foi todo entregue aos políticos estado Santomense não tem mais terrenos.
    Agora se não tem terreno para concluir 200 apartamentos do projeto do anterior executivo do ADI como vai ter terreno para construção de 20mil casas do Osvaldo Abreu? Ainda bem que 20mil casas é mentira.

  3. Admirado

    1 de Julho de 2022 at 23:04

    Estimados governantes de STP

    Venho por este meio pedir aos Senhores que parem de pensar pequeno e pensem no que tem sido feito nestas terras. Quando a vida nos dá limões, podemos fazer limonada. Por que não aproveitar a ajuda da China de construir casas e criar uma mini cidade? Deixando espaços para futuros edifícios governamentais e assim por diante. Nao seria uma boa opção para descentralizar a capital e fazer o que o país não consegue com fundo próprio? Por que não criar um plano como foi feito em Ruanda? Que vantagens nos traz em construir casas/edifícios no meio do nada, ou melhor, junto a “vamplegas” templos? Senhores, por mais que me custe dizer isso, mas alguem precisa dizer: O problema da habitação não se resolverá primeiro ajudando os mais pobres (dando casas, etc.), mas sim criando oportunidades para que possam adquirir no futuro. O país não pode se dar ao luxo de fazer isso nesta fase em que estamos. Quem vai pagar para manter os predios limpos, e se a porta partir, o custo da luz dos corredores? Já agora, aproveitem para sensibilizar as pessoas sobre as normas e as regras para a boa convivência entre os moradores. Será um inferno se o vizinho quer ouvir a musica ao máximo fora de horas e etc, NINGUEM MERECE. Abram uma linha de credito para jovens medicos, engenheiros e etc. Esses têm muitos anos para discontar.

    Outra coisa, porque não aproveitar toda aquela zona junta ao antigo banco central ate o antigo mercado e transforma-la em zona para pedestres (Fechada aos automóveis) , para que possamos finalmente ter uma zona de referencia nacional aonde as marcas possam se instalar, os turistas e os jovens possam caminhar, relaxar e fazer compras?

    Teraaaaaaaaaaa. Não é hora de rever a lei da terra? Não é hora de limitar a aquisição de terras por parte dos estrangeiros que queiram criar residências ou cobrar imposto (significativo) por cada metro quadrado que eles queiram adquirir como se faz nas ilhas seychelles por exemplo? Não seria hora de cobrar aos sao-tomenses que possuam mais de dois terreno ou um certo numero de metros quadrados no pais ? Senhores, nem tudo precisa de dinheiro para ser tratado.

    Não venho aqui criticar ninguém, e como neste pais só isso se faz, fica aqui o meu contributo.

    Obrigado.

  4. Lucas

    2 de Julho de 2022 at 2:07

    Reordenamento territorial impõ-se
    Até que o reordenamento seja feito ( processo que não dá votos) andam todos à bulha

  5. WXYZ

    2 de Julho de 2022 at 9:05

    Tenho terreno a venda. Mas tambem mesmo na capital ha uma data de lugares onde se pode construir esses edificios. Demoluam todos os edificios velhos que estao fechados e abandonados para abrir espacos a esses novos. Ao lado da loja CASA CORREIA, ao pe do JARDIM PENSAMENTO, mercado COCO COCO, O jardim cercado pelo Guilherme Posser e Osvado Abreu, antigo Nautico, ex Joao Coimbra, etc, etc… Territorio pegueno. Entao temos que dar inicio a edificaco de casas na verticalidade, fazer predios ja com 20 andares ou mais. Nao se esquecam que temos que reservar espacos para agricultura e turismo.

  6. Carlos Alberto do Espirito Santo

    3 de Julho de 2022 at 17:58

    O Estado nāo tem terreno! Quem disse isto?
    O Estado tem tudo mais alguma coisa è, sò querer.

    Limpem Riboque, santo Antònio e nāo sò e vejam quantos terreno, quantos apartamentos saiem dai.
    Se o Estado; quiser ser sèrio, honesto e faz as coisas bem feita, ha muitos espaço. Alèm demais, os terrenos que is senhores tomaram devem ser recuperado pelo o Estado

  7. sempre amigo

    3 de Julho de 2022 at 18:24

    Li com atencão as propostas do senhor(a) ADMIRADO(A).Em plena cidade capital temos muitos espaços livres ou ocupados com predios em desmoronamento que podem ser demolidos com a intervenção do ESTADO.Seria uma oprtunidade para embelezar a cidade capital.Que é feito do projecto para ciação da cidade administrativa de GONGA,que deveria ser construida pelos chineses’Minha gente, CREDO!,ninguem nos pode levar a sério.

  8. emigrante

    4 de Julho de 2022 at 9:12

    temos terrenos onde era para ser zona Franca que muitos estão a ocupar e vender, terrenos ocupados pelos militares denominado zona militar que tem sido vendido para outrem e muitos outros.
    Não há intervenção dos sectores competentes, até quando?

  9. Mepoçom

    4 de Julho de 2022 at 17:57

    Li vários comentários, claro que cada com suas ideais são bem vindas. O negativismo quanto ao Patrice Trovoada é que não concordo. Ele teve a inteligência e a coragem de romper a relação com Taiwan e restaurar com a China Continental porque achou que com este surteria melhor benefício. Portanto deveríamos elogiar a decisão e não condenar. Quanto ao espaço para edificar casas sociais, incluindo imobiliário comercial, sem desperdiçar, se aproveitassemos o projecto colonial de urbanizar a cidade de Ponte de Graça, passando pelo Riboque, Chacara, Santo António até Pantufo, com edifícios horizontal só de três pisos, teríamos toda a densidade populacional de Água Grande concentrada, e não necessitariamos de ir até Gonga ou mesmo Campo de Milho que foi um desastre. Por isso que se fala de absolutismo governamental, porque todos os blocos de Cadastro que ainda estão vivos deveríamos ser chamados a justiça pelos abusos que fizeram na distribuição de terras anarquicamente. Se algum governo tiver a coragem, espero que não saía a catana.

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