O Ministro da Saúde Célsio Junqueira e Xu Yingzhen a embaixadora da China em São Tomé e Príncipe, assinaram na manhã de terça-feira, um acordo que permite a intervenção de 4 equipas de especialistas médicos chineses, de 2024 à 2029.
Segundo o ministro da saúde, a falta de médicos especialistas é um dos maiores problemas do sistema nacional de saúde.
Depois da retoma das relações bilaterais com São Tomé e Príncipe no ano 2016, China já enviou 7 equipas médicas para garantir assistência a população do país.
De 2024 a 2029 serão enviadas mais 4 equipas de médicos em especialidades que fazem muita falta ao arquipélago.
Obstetrícia e genecologia, cirurgia geral, anestesia, acupunctura, e a medicina cardiovascular destacam-se na lista de prioridades médicas, que o ministério da saúde solicitou ao governo da China.
«A partir da próxima equipa médica o governo da China enviará um anestesista para cobrir as necessidades e elevar as capacidades de serviço médico», afirmou a embaixadora da China.

Para além do envio de médico anestesista para garantir a realização de cirurgias no hospital central Ayres de Menezes, a cooperação chinesa está a formar 2 médicos são-tomenses na especialidade de anestesiologia. Os dois médicos estão a ser formados na China e numa parceria com o West China Hospital of Sichuan University.
«Neste momento o país só tem uma médica anestesiologista(cubana) e alguns técnicos da anestesia que ajudam o bloco o operatório», reclamou o Ministro da Saúde Célsio Junqueira.
Cirurgia Geral, é outra especialidade em que «tem tido muita procura e temos tido muita carência», reforçou o ministro da saúde.

Célsio Junqueira realçou o impacto positivo do trabalho de terreno que a equipa médica chinesa tem desenvolvido em todo o país, na especialidade de estomatologia. A saúde oral sobretudo das crianças está no centro das intervenções dos médicos estomatologistas chineses. Estudo realizado pela equipa médica da China, indica que 72,27% das crianças santomenses têm cárie dentária. Uma das maiores taxas do continente africano.
«É sempre bom contar com a República Popular da China tanto do ponto de vista da missão médica como da formação», frisou o ministro da saúde.
Celsio Junqueira fez questão de sublinhar que o acordo de cooperação para envio de 4 equipas de médicos especialistas chineses para os próximos 6 anos, resulta da solicitação feita pelo governo de São Tomé e Príncipe, para atenuar as carências no sistema nacional de saúde.
Abel Veiga