Política

Aumento das taxas aeroportuárias: MLSTP pede à suspensão imediata da medida

Para o MLSTP a decisão de elevar de forma desproporcional as taxas aeroportuárias em 220 euros por viagem internacional de ida e volta e de 32 euros para as deslocações internas, constitui um desincentivo ao turismo, ao investimento externo e demonstra total insensibilidade às condições económicas da população e à fragilidade estrutural da economia de São Tomé e Príncipe.

O facto de S. Tomé e Príncipe ser um dos destinos mais caros do mundo, este aumento massivo irá aumentar em 5500 dobras o preço dos bilhetes de passagem e consequentemente, afastar turistas e investidores, agravando a nossa já delicada situação económica” – apontou Américo Barros, Presidente do partido.

A maior força política da oposição em São Tomé e Príncipe considera ainda que a medida terá impacto direto e insustentável para as empresas, empresários, trabalhadores, estudantes e muitas famílias. Aponta por isso uma única saída ao governo de Patrice Trovoada.

O governo de ADI deve suspender imediatamente este aumento desproporcional e abrir um diálogo amplo com os órgãos de soberania, partidos políticos, a sociedade civil, o sector privado e especialistas económicos para analisar a oportunidade de retomar as negociações com a China Popular e o BAD de modo que, o país possa resgatar os donativos de mais de cem milhões de dólares para melhorias previstas para os aeroportos de S. Tomé e Príncipe”.

O MLSTP avança ainda que o governo deve explicações sobre os contratos que tem feito sem obedecer aos critérios de transparência e da lei de licitação pública, causando vários transtornos ao país.

Aponta como exemplo “a forma como o governo de ADI preferiu descartar os donativos de 100 milhões de dólares de China Popular quando esta se preparava para implementar, com base nos estudos realizados grandes melhorias que incluíam a extensão da pista do aeroporto, e igualmente descartou donativos do BAD para a terminal de carga e capacitação de quadros nacionais, entre outras melhorias, para optar por uma solução não transparente, mais cara e mais morosa para pagar a um concessionário somas avultadas a custa dos bolsos da nossa empobrecida população”.

José Bouças

O leitor tem acesso ao comunicado do MLSTP

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