Política

Forças Armadas devem recuperar o estatuto de referência social e serem imunes às intrigas

A ceia de Natal das forças armadas de São Tomé e Príncipe é um momento especial que tradicionalmente reúne à volta da mesma mesa, o Presidente da República e Comandante Supremo, os soldados, sargentos e oficiais do exército e da guarda costeira.

Uma família, segundo o Presidente da República Carlos Vila Nova, que não se reuniu na ceia apenas no ano 2022 por causa do infortúnio que aconteceu no dia 25 de novembro daquele ano. «Lamentavelmente constitui uma mancha negra na história do nosso país. E também aqui, porque foi aqui, que aconteceram coisas que nos mancharam», declarou o comandante supremo das forças armadas e Chefe de Estado santomense.

Uma mancha que deve ser limpa, para que as Forças Armadas recuperem a imagem de referência que construíram na sociedade santomense desde 1975.

A instituição militar, que foi sempre considerada pelos cidadãos santomenses como um símbolo de patriotismo, de formação do homem útil à sociedade, de bravura e honra, foi alertada na ceia do Natal, a não cair na tentação.

«Meus caros, muita atenção e muito cuidado com as mentiras e intrigas, porque pode ser uma forma de minar a instituição por dentro. …Porque a mentira e a intriga acabam por criar discórdia entre nós, onde as consequências serão o fracionamento e o enfraquecimento da instituição», alertou Carlos Vila Nova.

O Comandante Supremo garantiu aos militares que sabia o que estava a dizer. «Não sou inocente…eu conheço o ser humano…»

Como Cristo com os seus discípulos na última ceia, o Chefe de Estado santomense prosseguiu com a oração de Natal. Tentou despertar os seus companheiros para actos aparentemente de boa vontade, mas que escondem outros propósitos. «Muitas vezes nós colocamos à nossa frente agendas pessoais inconfessáveis. E como é que podemos pôr cobro a isso? Com confiança, e eu tenho confiança nos homens e mulheres de bem, que servem essa instituição para fazer dela cada vez mais uma instituição sólida e consistente».

Sejam imunes, suplicou. «Os valores que norteiam os homens e mulheres ao serviço desta nobre instituição devem fazer de vós seres imunes às tentativas sistemáticas para forçar um cenário de divisão, de crispação, para criar lados…», precisou Carlos Vila Nova.

Vila Nova concluiu o sermão da ceia do Natal, com a condenação da política quando entra nos quartéis.

«Porque quando a política entra pelas portas desta instituição, o brilho, a bravura e o profissionalismo saem pela janela, e a instituição começa a enfraquecer. Fica exposta a forças e interesses externos, e a indisciplina toma conta de toda hierarquia».

Assim, seria o fim das Forças Armadas, porque deixaria de ter a missão nobre de servir e defender toda a nação e a democracia, para proteger apenas o seu líder político e os seus militantes.

Abel Veiga

1 Comment

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  1. Fernandes

    27 de Dezembro de 2024 at 18:42

    Só pode ser brincadeira, Forças Armadas !!!!!!!!!

    Pela foto até metem medo ao medo

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