Política

Papa Francisco morreu antes do encontro agendado com o Presidente Carlos Vila Nova 

30 de junho foi a data marcada pelo Vaticano para o primeiro encontro entre o Papa Francisco e o Presidente da República e Chefe de Estado de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova.

«Integrado nas celebrações dos 50 anos de São Tomé e Príncipe como país independente eu devia ser recebido pelo papa em Roma no dia 15 de maio. Aconteceu que ele adoeceu entrou em convalescença e nós recebemos a coisa de 3 semanas uma nota da Santa Sé dizendo-nos que adiaram o encontro para 30 de junho, e o Papa acaba por perecer no dia 21 de abril. É um momento triste», declarou o Presidente da República.

Carlos Vila Nova revelou o infortúnio na igreja da Sé, na noite de sexta-feira, durante a missão de louvor ao Papa falecido. No livro de honra da Diocese de São Tomé e Príncipe, o Chefe de Estado santomense escreveu o sentimento de consternação que o invade como católico praticante.

«Para além de chefe da igreja Católica o Papa Francisco também foi chefe de estado. E como como chefe de estado do Vaticano, conseguiu aproximar pessoas, trabalhou na aproximação das crenças. Acho que foi o primeiro Papa a ter uma aproximação efectiva sobretudo com a confissão islâmica», acrescentou.

A Igreja da Sé, vizinha do Palácio Presidencial, recebeu a visita do Presidente da República para honrar o Papa Francisco.

No Livro de Honra, Carlos Vila Nova escreveu, uma mensagem de gratidão, pelo Papa que lançou as bases para a união das igrejas, e pela protecção dos pobres e desprotegidos.

«O seu passamento físico acontece um dia seguinte à Páscoa em que se despede de todos nós, isso marcou e nos comove», frisou.

O Presidente da República como uma das acções de relevância para São Tomé e Príncipe, o facto de Francisco ter sido o primeiro Papa que após 500 anos de evangelização da igreja Católica no país, ter dado ou nomeado um Bispo santomense para liderar a Igreja no arquipélago.

No dia 21 de abril após o anúncio da morte do Papa Francisco, o Bispo Dom João Nazaré, disse que o coração dos Cristãos estava entristecido, mas que acreditava na ressurreição do Santo Padre.

«Com o coração profundamente entristecido, mas iluminado pela fé na ressurreição comunico ao santo povo de Deus da Diocese de São Tomé e Príncipe a morte de sua santidade o Papa Francisco», pontuou o Bispo Dom João Nazaré.

As igrejas católicas espalhadas pelo país continuam em espírito de oração e súplicas em honra ao Papa Francisco.

O Governo também reagiu à morte do Papa Francisco tendo decretado 5 dias de luto nacional. «Diante da sua relevância espiritual e mundial, o Governo presta a sua última homenagem ao Papa Francisco, decretando 5 (cinco) dias de luto nacional, com a consequente suspensão de todas as actividades públicas festivas e recreativas, a partir de terça-feira, 22 de abril de 2025», revela o Conselho de Ministros de São Tomé e Príncipe.

Segundo os dados do recenseamento geral da população, até o ano 2012, pelo menos 55,7% da população de São Tomé e Príncipe era católica.

Abel Veiga

1 Comment

1 Comment

  1. wilson veiga

    28 de Abril de 2025 at 15:09

    Eh pá, o Presidente Carlos Vila Nova é mesmo um fenómeno raro…
    Não bastava o azar normal dos políticos, agora até já coleciona mortes papais!
    Marcou encontro com o Papa Francisco? Pumba, lá se vai o Papa antes da reunião…
    É oficial: este homem tem um karma tão pesado que devia ser estudado pela NASA.
    Se calhar é melhor começarem a pedir encontros por Zoom, para evitar catástrofes globais.
    A brincar, a brincar, daqui a pouco ninguém quer marcar agenda com ele… “Carlos Vila Nova quer reunir?” — “Xiiii… deixa-me primeiro fazer o testamento!” 😂😂😂

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