Política

Despedida de Lovita Ramgutte e o Desafio de Substituí-la no PNUD

Lovita Ramgutte, até então Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em São Tomé e Príncipe, despediu-se esta terça-feira, 3 de junho, do Presidente Carlos Vila Nova, após um ciclo de trabalho de relevância significativa.

Lovita Ramgutte não se limitou a dizer “adeus” sem antes olhar para o que foi alcançado.

Durante seu mandato, ela supervisionou o progresso de diversas iniciativas, particularmente nas áreas de sustentabilidade, educação e saúde. No entanto, o seu legado será marcado pela sensação de que o verdadeiro trabalho está longe de ser concluído.

São Tomé e Príncipe ainda enfrenta desafios estruturais que exigem uma intervenção constante de organismos internacionais, como o PNUD.

O Presidente Carlos Vila Nova, ciente das dificuldades que o país ainda enfrenta, recebeu com optimismo a notícia da chegada do novo Representante do PNUD, prevista para agosto.

O futuro da cooperação internacional de São Tomé e Príncipe depende de como o novo representante conseguirá dar continuidade aos projetos em andamento, além de adaptar novas abordagens para lidar com os problemas remanescentes.

Waley Quaresma

2 Comments

2 Comments

  1. Filhos de Tonga de Monte Café

    5 de Junho de 2025 at 13:25

    Bom dia. O texto esta elucidativo, mas faltou colocar período em que ela ficou em São Tomé e Príncipe para os leitores poderem saber. Obrigado.

  2. Vanilson Santos

    16 de Julho de 2025 at 9:11

    A Máfia Suave do Desenvolvimento: O Caso do PNUD

    Despedida com pompa da senhora Lovita Ramgutte, representante residente do PNUD em São Tomé e Príncipe. Abraços, sorrisos, palavras doces (…) e o país continua no mesmo sítio onde a encontrou.

    Mais uma vez, vende-se ao povo a ideia de “avanços” em “sustentabilidade”, “educação” e “saúde” — palavras mágicas que servem para esconder o óbvio: que o verdadeiro desenvolvimento ficou trancado num power point bonito e em projectos-piloto que nunca escalam. E não é por falta de fundos — é porque o modelo está desenhado para perpetuar a dependência.

    O PNUD, tal como outras agências da ONU nos países africanos, funciona como uma máfia institucionalizada:

    Entram com o discurso de apoio técnico, mas controlam a agenda nacional.

    Escolhem consultores, impõem soluções, aprovam estratégias que mais ninguém pediu — tudo com carimbo de “governo” e “parceria”.

    Têm orçamento para tudo, menos para resultados palpáveis.

    Mudam os nomes, os rostos e os slogans, mas o padrão mantém-se: relatórios bonitos, fotos com crianças sorridentes, e uma estrutura local completamente capturada, onde até os técnicos do Estado viram “implementadores” de projectos do PNUD. E se reclamas? És contra o “desenvolvimento”…

    A chegada de um novo representante em agosto é anunciada como “esperança”. Mas já sabemos como isto funciona: nova cara, mesmas promessas, novo ciclo de fundos, e no fim… a mesma miséria polida a relatórios.

    É tempo de olhar para estas estruturas com olhos de ver. O que o PNUD faz não é caridade — é gestão de influência geopolítica com cara de boazinha. Os países em desenvolvimento, como por exemplo, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau etc, estão a ser administrados por consultores e moldados por relatórios. E os nossos líderes? Aplaudem, tiram fotos, e assinam memorandos.

    Desenvolvimento? Só no papel.

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