Política

STP na cimeira da CEEAC para defender a livre circulação de pessoas e bens na África Central

São Tomé e Príncipe foi o primeiro país da África Central a validar o documento sobre as barreiras não tarifárias de comércio na sub-região africana.

O Presidente da República Carlos Vila que participa em Malabo, capital da Guiné Equatorial na cimeira dos chefes de Estado da África Central, destacou a livre circulação de pessoas e bens como uma das prioridades para a integração da sub-região na zona de livre comércio do continente africano.

A África Central é uma sub-região africana que está mais atrasada no processo de livre circulação de pessoas e de bens. São Tomé e Príncipe que que validou em novembro de 2024, a cartografia sobre as barreiras não tarifárias de comércio na sub-região, destaca a abertura do mercado regional como um dos temas principais da Cimeira de Chefes de Estado que decorre em Malabo.

«A questão da integração regional no domínio da livre circulação de pessoas e bens, um dossiê que foi entregue aos Camarões há muitos anos, e que se deu uma espécie de limite para que fosse aplicado nesta cimeira», referiu Carlos Vila Nova.

As barreiras alfandegárias devem ser elevadas para facilitar a livre circulação de pessoas e bens na sub-região africana que tem mais de 300 milhões de consumidores.

«Este processo está em standby há cerca de 10 anos. O país responsável por apresentar uma proposta final à conferência, os Camarões, não conseguiu fazê-lo. Espero que agora consigamos trazer uma proposta. É preciso uniformizar», frisou.

O Presidente da República considera que o debate vai ser acalorado na cimeira de Malabo. «Penso que há uma discussão acalorada para que se tome uma decisão e se faça uma única integração na sub-região da África Central», concluiu Carlos Vila Nova.

Paz e segurança é outro tema da cimeira dos chefes de estado dos 11 países membros da Comunidade Económica da África Central. As potências africanas em recursos naturais como Angola, a República Democrática do Congo, e o Ruanda destacam-se na CEEAC.

Abel Veiga 

3 Comments

3 Comments

  1. ÕTAGI

    6 de Junho de 2025 at 13:05

    Quando se fala de integração regional, neste caso CEEAC, para futura inserção na zona de livre circulação económica Africana, deve-se, dever-se-ia primeiramente, partir de pontos/pilares, pactos, para uniformização, como a Paz, a Justiça, a Segurança, a Proteção, a Defesa, as Infraestruturas( os países da CEEAC, apesar das suas especificidades, devem-se ajudar mutuamente, na consolidação da paz e das infraestruturas, bem como na educação/formação, saúde, justiça, etc..) , na Educação/Formação, na Saúde, Ambiente, a nível da administração, da economia e finanças, etc, etc… a CEEAC, a Africa precisa de se organizar, de rigor, consolidação nestas áreas, antes de partir para zona de circulação livre,…

    São Tomé e Príncipe, como Ilhas e Ilhéus, como pequeno estado de dupla insularidade, de dimensão reduzida territorial, administração e população, frágil sujeito a choques externos, choques derivados dos efeitos das alterações climáticas, devemos nos organizar melhor, sermos rigorosos connosco mesmo, questões como a desconcentração e descentralização de poder crescimento/desenvolvimento sustentável Local/Distrital, crescimento/desenvolvimento sustentável Regional, questões da transparência, governante, da justiça, da segurança, da defesa, da proteção, da emergência, da sustentabilidade, devem estar na agenda quando pretendemos a cimentar, questões de infraestruturas, da saúde, da educação/formação de excelência, fortalecimento institucional, a começar pela instituição família/cidadãos(base suporte social cultural, de todas outras instituições do estado), do turismo, do desporto, da cultura, do ambiente, da economia, das finanças, da fiscalidade, do sistema bancário, do sistema e tecnologias de informação e comunicação, na agricultura, na economia do mar, na economia circular, na transformação, no comercio, nos serviços, insdustrias, etc, etc….

  2. Ôsôbô

    7 de Junho de 2025 at 9:42

    Necessidade de fortalecer a banca, os serviços, as finanças a incubação de empresas, empresários na sub-região, antes de enquadramento no mercado livre circulação Africana.

  3. Matruços

    7 de Junho de 2025 at 15:28

    A Africa deve perceber rapidamente a dinâmica financeira internacional, o comercio internacional, fluxos monetários internacionais e internos, apesar de estar ausente nos grandes fóruns e palcos económicos múndias, informação, tecnologias, finanças(nunca porque quer, mas sim por imposição e barreiras, exclusão, o que implica necessidade de qualificação social/económica interna), …exige reformas internas, captação de maior finanças e exigência de poupanças internas(suporte financeiro, robustez da banca, segurança monetária, estabilidade social/económica).

    Encontrando-se no hemisférios sul(com muitos países com recursos naturais, com população jovem e ascensão, com desafios enormes, fome, a pobreza, a falta de paz, a insegurança, social, alimentar, empregos, qualificação, etc..) com a evolução de trocas que nalguns casos, bem sucedidos, que começam a ser favorável, necessidade de reformular o verdadeiro valor(monetários) dos seus recursos naturais(transformação, mais valias, exploração pelas empresa nacionais ou em parcerias publico/privadas, ou entre empresas externas e nacionais), deve sempre garantir ganhos, deve proceder a robustez económica e financeira, social e empresarial, na banca,…

    Ter recursos financeiros, ter moedas estáveis e fortes é uma mais valia( é um recurso primordial sobretudo quando países têm ouro- estabilizador e garantias de moeda e robustez segurança, estabilidade económica e financeira ), investimentos e reformas são necessárias,… população qualificada, instituições fortes, economia a funcionar, criar e gerar empregos

    Tudo isto mudaria a forma como se olha para Africa e Africanos no Mundo, claro necessidade de se investir na defesa, na segurança, na proteção, na justiça, na emergência, boa governação, sustentabilidade.

    Requer organização, rigor, responsabilidade/responsabilização.

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