O maior país da América Latina, acolhe este ano a COP 30, ou seja, a Cimeira Mundial do Clima, que pela primeira vez vai ser realizada no pulmão do mundo, a Amazónia, a maior floresta do planeta terra.
Considerado pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ilza Amado Vaz como parceiro estratégico de São Tomé e Príncipe, o Brasil celebrou os 203 anos da sua independência num ambiente de festa em São Tomé.
«Será a primeira vez que a COP se realizará na maior floresta tropical do mundo», afirmou o embaixador Pedro Luiz Dalcero. Belém é a cidade brasileira que será o palco da COP 30.
A cooperação com São Tomé e Príncipe, arquipélago que faz parte da segunda maior floresta tropical do mundo, a da Bacia do Congo, foi considerada pelo embaixador do Brasil como sendo robusta.
Uma robustez consolidada desde a década de 70 do século XX, ou melhor, logo após a independência de São Tomé e Príncipe. A alfabetização da população santomenses é uma das marcas da relevante cooperação no domínio da educação.

O diplomata Pedro Luiz Dalcero, começou por detalhar as acções de cooperação mais recentes. A visita da ministra dos negócios estrangeiros e cooperação Ilza Amado Vaz, ao Brasil permitiu a assinatura de um memorandum de entendimento para a cooperação na área da saúde. Sector onde o Brasil ajudou a criar o primeiro laboratório nacional de referência.
«O Brasil e São Tomé e Príncipe, têm uma cooperação robusta nas áreas como defesa, educação, cultura , saúde, administração pública, cooperação diplomática e muitos outros», referiu o embaixador do Brasil.
O arquipélago são-tomense é beneficiário do Programa Estudante Convénio que dá bolsas de estudo com inscrição gratuita para os países africanos.
A formação profissional dos jovens são-tomense ganhou dinâmica com a criação do Centro Politécnico de formação Brasil – STP.
O investimento privado brasileiro no país, ficou mais expressivo com a entrada na última semana da petrolífera Petrobras no bloco 4 da zona económica exclusiva são-tomense.
«A aposta da Petrobras em São Tomé e Príncipe, é a mesma aposta do Brasil, confiamos na parceria para o desenvolvimento», concluiu o embaixador Pedro Luiz Dalcero.

A ministra dos negócios estrangeiros recordou que o primeiro programa de cooperação entre os dois países foi assinado em 1984. Ilza Amado Vaz destacou o processo de alfabetização da população nos primeiros anos da independência nacional, passou pelo projecto mais recente que institucionalizou o laboratório nacional de referência, assim como o programas de cap, ou a alimentação escolar.
«Brasil é um parceiro bilateral privilegiado, e é um grande actor de primeira linha no cenário internacional. A sua liderança na preservação da Amazónia, a aposta decidida na transição energética, e o empenho na consolidação da paz e da democracia assumem destaque e referência no mundo», sublinhou.
Com a liderança do G20, a organização que congrega as 20 maiores economias do mundo, o Brasil é activo na luta diplomática para a reforma das Nações Unidas. Membro dos BRICS, é defensora também do multilateralismo e do mundo multipolar.

A Capoeira levada que os escravos africanos levaram para o Brasil, é hoje uma das marcas da identidade cultural afro-brasileira vivida com intensidade em São Tomé. Os hinos do Brasil e de São Tomé e Príncipe foram entoados ao som do Berimbau. Um instrumento musical da Capoeira. A Federação São-tomense de Capoeira, animou a noite dos 203 anos da independência do Brasil.
Abel Veiga