A crise interna no ADI continua a agravar-se. A direção do partido decidiu avançar com uma queixa-crime contra o grupo de militantes liderado pelo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Américo Ramos, acusando-o de realizar reuniões políticas no terreno utilizando o nome e o símbolo do partido sem autorização.
“Isso constitui crime de acordo com os estatutos do partido. Qualquer militante que pretenda reunir colegas em nome do ADI deve solicitar e obter autorização da direção. Não tendo sido solicitado nem autorizado, é proibido realizar reuniões em nome do partido”, justificou Alexandre Guadalupe, membro da comissão política.
Em conferência de imprensa, o ADI defendeu ainda que o grupo que reclama a realização de um congresso deve cumprir os requisitos previstos nos estatutos.
“Se a direção não marca o congresso, há outras formas: é necessário reunir dois terços dos membros do Conselho Nacional ou mais de metade da Comissão Política. Podem introduzir um abaixo-assinado a pedir a realização do congresso”, sublinhou Guadalupe.
A direção do ADI criticou também o Tribunal Constitucional pela decisão que travou a reunião do Conselho Nacional, na sequência de uma providência cautelar apresentada por Américo Ramos.
“O Tribunal Constitucional está a fazer trabalho político sujo e vergonhoso, e nós tememos piores decisões”, afirmou Celmira Sacramento, Vice-presidente do ADI.
O partido acrescentou que está a analisar uma petição interna que poderá resultar na expulsão deste grupo de militantes.
José Bouças