Miques João Bonfim, solicitou proteção às Nações Unidas no arquipélago e decidiu suspender as ações de campanha. A medida surge na sequência da polémica envolvendo militares das Forças Armadas.
Foram cerca de quatro horas no interior da sede das Nações Unidas em São Tomé, acompanhado da esposa e da filha. O candidato às presidenciais de 19 de julho, Miques João, afirma ter procurado proteção por sentir que a sua família está em perigo.
“Principalmente para a minha filha, a minha esposa, minha mãe e familiares todos que estão a ser coagidos, estão sob ameaça da parte das forças armadas e do estado santomense”, disse o candidato.
A decisão surge após a denúncia feita pelo candidato de que um grupo de militares teria invadido o quintal da sua residência na madrugada de sábado. Os militares rejeitaram a acusação e avançaram com uma queixa-crime contra Miques João.
“O facto de virem dizer que não estiveram em minha casa, quando estiveram vem nos dar toda a certeza que foi uma emboscada. O objetivo era que eu saísse como forma de poderem caçar-me”, avançou.
O candidato garante ter recebido das Nações Unidas a promessa de acompanhar a situação. “As nações unidas prometem acompanhar a situação, até certo ponto, as nações unidas enquadram isso como violação dos direitos humanos”, sublinhou o candidato.
Mantém a sua candidatura às eleições de domingo, mas anunciou a suspensão das atividades de campanha até que o Estado lhe assegure condições de segurança.
“A candidatura continua, mas até que o Estado nos dê garantias de segurança nós vamos parar e, corremos riscos de até de nem pessoas nas mesas de voto vamos indicar”.
Miques João Bonfim afirmou ainda que fará tudo o que estiver ao seu alcance para garantir que todo o processo eleitoral decorra com transparência e sem ocultação de quaisquer acontecimentos.
José Bouças