Um grupo de cidadãos concentrou-se esta segunda-feira diante do Tribunal Constitucional de São Tomé e Príncipe, reivindicando a legalização do novo partido político MIE, Movimento pela Independência Económica de São Tomé e Príncipe e da África.
“Estamos a exigir o acórdão que legaliza o nosso partido. Submetemos os documentos a 17 de junho de 2026 e, passados 15 dias, o Tribunal, de acordo com o artigo 9.º da Lei 11/21, deveria pronunciar-se. A própria lei estabelece que é um processo célere. Trata-se apenas de um registo, nada mais”, afirmou Humba Aguiar, presidente do MIE.
Até ao momento, o Tribunal Constitucional não se pronunciou. A nova formação política tem como objetivo concorrer às eleições legislativas, autárquicas e regionais de 27 de setembro.
“O país chegou ao marasmo, está bloqueado. A abstenção ronda os 60 por cento. É necessária uma mudança, uma cara nova, uma cara limpa. O povo está cansado dos que já estão aqui”, sublinhou Humba Aguiar.
Segundo o seu mentor, o MIE defende uma rutura estrutural para consolidar a soberania nacional e projetar São Tomé e Príncipe como modelo de independência e progresso no continente africano.
José Bouças