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Adeus ano velho, feliz ano novo

O ano 2010, este que ainda estamos a viver, está a chegando ao fim.  Cada um a seu modo, com as condições a seu dispor, tentou vencer os próprios limites. Tentou realizar os sonhos arquitetados.  Uns conseguiram, outros não. Isso não endossa a tese de que aqueles que fizeram seus sonhos virarem realidades sejam mais fortes e audazes do que  aqueles que não conseguiram.

Simplesmente, alguns puderam realizar seus sonhos, porque no momento certo tiveram oportunidades aliadas a competências. No caso concreto de São Tomé e Príncipe, muita coisa aconteceu. Para a alegria de alguns e frustrações de outros, muitos sonhos viraram realidades. E é normal e compreensível que isso aconteça. Afinal de contas, onde há vencedores, também há perdedores. E para nosso próprio bem, temos que começar a nos acostumar com essa regra do jogo, ou talvez da vida. Procurando encontrar sempre um modo de seguir adiante, quando somos parte dos perdedores.

No projeto de um país, como a nação santomense, cujo lema assenta no                                   trinômio “Unidade-Disciplina-Trabalho”, não podemos tolerar as sabotagens de alguns, que não calculando os meios para atingirem seus fins, empregam artimanhas para atacar este ou aquele, a pretexto da democracia e da livre expressão. Democracia e livre expressão, não devem ser confundidas com  libertinagem.

No projeto de uma nação, os órgãos e serviços do estado não podem servir de instrumentos de rivalidades. Já imaginaram se cada vez que um partido ou candidato, fosse eleito, usasse do poder legitimado pelo povo para ajustar contas com seus algozes? Seria o mesmo que transformar os órgãos soberanos da república num clube de rixas e de justiceiros.  Aliás, em projetos nacionais, temos de estar conscientes que, não existem perdedores nem vencedores. A vitória é da nação, e se é da nação é de todos. E sendo de todos não há perdedores. Não se trata de pregação ética, mas sim de princípios democráticos.

Por isso, para bem do país e de todos os santomenses, seria justo que deixássemos os velhos vícios para o ano velho que agora termina. E que no ano novo cada um inventasse virtudes, para reinventar a vida num padrão de bem colectivo para todos. Isso passa necessariamente pela solução de velhos problemas e invenção de novas soluções para que, problemas genéricos não se repitam no futuro.

Neste ano velho, Seria importante que, se deixasse para trás as brigas institucionais entre o tribunal de contas e o supremo tribunal de justiça. Seria ótimo que em 2011 não ouvíssemos denúncias de corrupções, ou que pelo menos, os corruptos descobertos fossem punidos. Seria oportuno esclarecer-se devidamente o caso dos trinta mil barris de petróleo. Seria gratificante que o programa “Em Directo” da São Lima, voltasse ao ar ainda neste ano.

Seria gratificante que, os estudantes nesta quadra festiva recebessem seus subsídios de bolsa. E, por isso mesmo já que o governo não pagou até agora, deveria no mínimo comunicar aos estudantes as razões do atraso. Desta forma, os estudantes não esperariam aflitos e ansiosos, a cada dia, na esperança de que a bolsa talvez cairá amanhã. E no final das contas sobrar frustrações e indignações que, ajudam a alimentar o descrédito com relação ao governo.

Fora tudo isso, que o ano novo a começar, daqui a sensivelmente uma semana, seja infinitamente melhor que o ano velho. Que sejamos felizes, embora a felicidade por ser um bem abstracto, nada mais é do que nos darmos bem nos nossos planos, ou superarmos as limitações e os melodramas que a vida às vezes cria  individualmente para cada um  de nós.

Que em 2011, São Tomé e Príncipe seja alçado a concretos e verdadeiros progressos. Tornando-se um país de todos, do mesmo jeito que, os nossos antepassados massacrados há 57 anos, na célebre batalha de Batepá, sonharam para nós, um país de liberdades e garantias para todos.

A todos e a todas, Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo.

Carllile Alegre *

14 Comments

14 Comments

  1. mano

    28 de Dezembro de 2010 at 8:57

    Cara Carllile Alegre! Estás no bom caminho para quem pretende dar passos na escrita e suscitar que a opinião pública tenha uma posição/esclarecimento sobre determinados assuntos.

    Mas, a semiótica nos ensina que tudo comunica. E estás a tentar comunicar com o teu discurso escrito(texto). Analisado o teu texto pode-se depreender que assumes como uma das perdedoras em STP. A pergunta é: Perdeste o quê? Por quê? Como? Quando?

    Acho como licenciada em jornalismo, deves, no meu entender, procurar fazer abordadens em todos os assuntos sem contudo entrar em querelas desnecessárias.

    Como jornalista de formação aprenda a ler os senários. Procure saber “o antes”. E nunca esqueças que qualquer discurso é tecido da circunstância que o envolve.

    Escreve, escreve mas não toma posição. E se tomar posição não mistura trigo e o joio. Apesar de muitos duvidarem em STP tem gente que pensa. Os teus textos têm uma conotação que não consegues desligar e fazer dele algo limpo e imparcial. Tente descobrir e mostra-te verdadeira jornalista sem ser “doutora”.

    Adeus ano velho, feliz ano novo.

    • Jonas Ventura - AO MANO

      29 de Dezembro de 2010 at 3:04

      Mano,

      Talvez sejas alguém familiarizado com as Ciencias da Linguagem, em particular a semiótica, como fazes questão de mencionar no seu comentário.

      Porém, me pareceu que pouco entendes dos géneros jornalísticos (Notícia, Crónica, Reportagem, Artigo de Opinião …)

      A senhora Carllile pelos vistos, escreveu um artigo de opinião. Em artigos de opinião o articulista pode dizer tudo o que pensa, sente e acha. O artigo de opiniao é de responsabilidade de quem escreve e nao da linha editorial do jornal.

      Então, só para aprenderes a diferenciar as coisas, veja esta breve lição.

      Notícia e Reportagem: o autor deve ser imparcial, isento e objetivo.

      Crónica e Artigo: o autor pode ser imparcial, tomar partido e ser subjetivo. Nestes generos estao presentes a literatura, atraves do uso de metáforas.

      Portanto, seria conveniente estudares os fundamentos do jornalismo, com a sua experiencia em semiotica, talvez suas analises e criticas neste espaço seriam fundamentadas com rigor, e não com pura emoção empirica, beirando a ignorancia.

  2. Dias

    28 de Dezembro de 2010 at 11:10

    Oi Mano

    A interpretação que fazes é muito esquizita e cheia de preconceitos. Estou convencido de que no nosso país a grande maioria das pessoas são pessoas de bem porque todos somos poucos para se resolver os complexos problemas que temos de resolver. Se alguém considera negativo uma chamada de atenção à necessiadae de inclusão de todos nas tarefas de reconstrução nacional é no mínimo lamentável.

  3. edy

    28 de Dezembro de 2010 at 11:49

    carllile bom principio, mas tenta seguir o conselho do mano e tu poderas ir longe. Agora me diz collega boazuda aonde estas e do ki e feito de ti, ha tanto tempo? London.

    • Eu

      29 de Dezembro de 2010 at 12:07

      Meu caro,
      Infelizmente, este espaco esta aberto a pessoas como tu, que nao sabem estar, enfim, talvez pra ser diversificado. Contudo, penso que respeitinho e mto bom, e chamar de “boazuda” a jornalista nao dignifica as tuas intervencoes.

    • edy

      29 de Dezembro de 2010 at 13:32

      aaaaaaaaa,so primo matou me de riso, uma para ti, fike bem bacana.

  4. António Martins Gomes

    28 de Dezembro de 2010 at 13:05

    Compreendo! No projeto de um país, como a nação santomense, cujo lema assenta no trinômio “Unidade-Disciplina-Trabalho”, não podemos tolerar as sabotagens de alguns, que não calculando os meios para atingirem seus fins, empregam artimanhas para atacar este ou aquele, a pretexto da democracia e da livre expressão. Democracia e livre expressão, não devem ser confundidas com libertinagem. Cara Carllile Alegre, independentemente da excelente comunicação, que conseguiu proporcionar aos leitores dentro e fora do País, gostaria de questionar o seguinte:O trinômio- UNIDADE-DISCIPLINA-TRABALHO, faz hoje sentido, sobretudo,de a sua aplicação prática ser sinónimo de libertinagem?

  5. suspeito de sempre

    28 de Dezembro de 2010 at 13:36

    feliz ano novo, porque o velho pouco resta dele,agora esperemos k o proximo ano tudo possa bater certo tanto para governo como para cidadão comum, k as loucuras possam terminar neste ano pq ja estamos fartos de loucos em mau sentido…boas entrada aos tdos leitores do tela no um cheio de alegria…jesus cristo vos ama ele é fiel….

  6. H DA SILVA

    28 de Dezembro de 2010 at 15:43

    cara carla podes ter a certeza k seras muito criticada nesse teu texto.pq infelizmente em sao tome e principe quem fala de criticas,impunidades,corrupcao,injusticas sao torturados.ate pode ser que nao desligaste dos teus objectivos que julgo ser justo”atrasos no pagamento da bolsa do estudo” que julto ser a maior falta de consideracao dos nossos governantes que uma vez ja foram estudantes como tu e sabem o dificil estudar a pensar no amanha o que comer e se vai pagar renda etc;etc…desejo sucessos no teu estudo e ano prospero a todo mundo.que STP torne num conforto para os santomenses nao num lugar em que todos queiram deixar.fui

  7. J. Maria Cardoso

    28 de Dezembro de 2010 at 17:14

    Seria caricato sermos para aqui chamados para tecer considerações da vida pessoal de cada um santomense. Seria piuku, né?
    É muito mais nutriente sem mesmo dispensarmos as nossas festas, as nossas diskôs, as nossas folias, os nossos fôkôtôs, em suma, as nossas alegrias em uníssono descermos a contagem da meia-noite 5, 4, 3, 2, 1 e colocarmos a perna direita no Novo Ano, sem refletirmos no país k somos todos nós, independentemente do juízo para k queda o delito das nossas opiniões.
    Afinal qual o nosso lugar na sociedade? A crónica não deixa de ser uma reportagem com um olhar simpático no feminino.
    Será k o direito a palavra deve ser apenas para bater de palmas ou esperar por aqueles k nos representam nas bancadas da democracia subirem a tribuna do nosso (des)norte?
    No 1º de Janeiro quando o estímulo do mar, só nós conhecemos o doce das suas águas tépidas, empurrar-nos todos a lavar o Ano Velho, não bastará a energia k os nossos sonhos receberão para o Ano Novo, do mesmo modo k não bastará os discursos k nos chegarão oportunamente para brilhar-nos o Velho Ano de realizações e comprometerá o Novo Ano, finalmente, com as torneiras do petróleo k nos regarão com o desejado champanhe à francesa.
    O Téla Nón na diversidade, creio dando oportunidade a todos quantos assumindo “doutor” ou não, convidou-nos a triturar pensamentos “Em Directo” sem k o amor a terra k nos viu nascer pudesse ser desresponsabilizada pelos erros dos seus filhos.
    Mãe pari filho, non pari coração!
    A esperança vai comandando os nossos sonhos a renovar no próximo dia 1 de Janeiro no mar grande.
    À todos um BOM ANO!

  8. apaixonado

    28 de Dezembro de 2010 at 21:49

    Acho que ela é Linda

    • SPC

      29 de Dezembro de 2010 at 16:02

      Concordo…
      Labios lindos e olhar mistérioso.
      Parabéns menina. Escreva mais pra gente ler e…bota mais fotos lindas.

    • london

      31 de Dezembro de 2010 at 13:47

      sinceramente,

      Afinal, isto e algum concurso de beleza, respeitem a jornalista, seus machistas.
      Comentem o seu trabalho se quiserem, mas nao venham com gracinhas, afinal e o minimo que voces poderiam fazer.

  9. Jan Santos

    29 de Dezembro de 2010 at 4:43

    Seria caricato sermos para aqui chamados para tecer considerações da vida pessoal de cada um santomense. Seria piuku, né? É muito mais nutriente sem mesmo dispensarmos as nossas festas, as nossas diskôs, as nossas folias, os nossos fôkôtôs, em suma, as nossas alegrias em uníssono descermos a contagem da meia-noite 5, 4, 3, 2, 1 e colocarmos a perna direita no Novo Ano, sem refletirmos no país k somos todos nós, independentemente do juízo para k queda o delito das nossas opiniões. Afinal qual o nosso lugar na sociedade? A crónica não deixa de ser uma reportagem com um olhar simpático no feminino. Será k o direito a palavra deve ser apenas para bater de palmas ou esperar por aqueles k nos representam nas bancadas da democracia subirem a tribuna do nosso (des)norte? No 1º de Janeiro quando o estímulo do mar, só nós conhecemos o doce das suas águas tépidas, empurrar-nos todos a lavar o Ano Velho, não bastará a energia k os nossos sonhos receberão para o Ano Novo, do mesmo modo k não bastará os discursos k nos chegarão oportunamente para brilhar-nos o Velho Ano de realizações e comprometerá o Novo Ano, finalmente, com as torneiras do petróleo k nos regarão com o desejado champanhe à francesa. O Téla Nón na diversidade, creio dando oportunidade a todos quantos assumindo “doutor” ou não, convidou-nos a triturar pensamentos “Em Directo” sem k o amor a terra k nos viu nascer pudesse ser desresponsabilizada pelos erros dos seus filhos. Mãe pari filho, non pari coração! A esperança vai comandando os nossos sonhos a renovar no próximo dia 1 de Janeiro no mar grande. À todos um BOM ANO!

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