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OMS: apenas 5% das pessoas com hepatite viral sabem que têm o vírus

PARCERIA – Téla Nón Rádio ONU

Agência calcula que cerca de 400 milhões de pessoas tenham hepatite B ou C; apenas um em cada 100 indivíduos com a doença está sendo tratado; doença provocou a morte de cerca de 1,4 milhão de pessoas em 2013.

Imagem: OMS

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Atualmente apenas 5% das pessoas com hepatite viral sabem que têm o vírus e um em cada 100 indivíduos com a doença está sendo tratado. O alerta é da Organização Mundial da Saúde, OMS.

Antes do Dia Mundial da Hepatite, em 28 de julho, a agência da ONU pediu ação dos países. A OMS destacou a necessidade de melhor acesso a testes e ao tratamento para “impedir que as pessoas morram desnecessariamente”.

Estratégia Global

As medidas fazem parte de uma estratégia global para reduzir novas infecções por hepatite em 90% até 2030. Outro objetivo de longo prazo é reduzir em 65% o número de mortes relacionadas à doença no mesmo período.  

A agência calcula que atualmente cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo estejam infectadas com a hepatite B ou C, mais de 10 vezes o número de pessoas infectadas com HIV.

A doença causou a morte de cerca de 1,4 milhão de pessoas em 2013.

Metas Ambiciosas

Em maio deste ano, 194 governos adotaram a primeira estratégia global sobre hepatite viral e concordaram com metas globais na Assembleia Mundial da Saúde.

O plano inclui a meta de tratar 8 milhões de pessoas para hepatite B ou C até 2020.

Segundo a OMS, a estratégia é “ambiciosa”, mas “há ferramentas para alcançar as metas”, citando, entre outras, a existência de vacina eficaz e tratamento para hepatite B.

Dormente

De acordo com a agência, o vírus pode permanecer dormente por décadas após ser transmitido por água ou alimentos contaminados, fluidos corporais ou seringas contaminadas.

Segundo Stefan Wiktor, do programa global de hepatite da OMS, essa é uma das razões pelas quais as pessoas “não prestam atenção”, pois é uma doença “silenciosa” e pode passar “décadas sem sintomas”.

Wiktor recomendou a vacinação de recém-nascidos para a hepatite B em suas primeiras 24 horas de vida.

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