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STOP a livre circulação de pessoas no Hospital Ayres de Menezes

A Direcção do Hospital Central Ayres de Menezes decidiu impor medidas que restringem o acesso de pessoas ao centro hospitalar. Segundo a Direcção do Hospital a partir de 6 de Março próximo, a entrada do público fica condicionada a recepção de um cartão de acesso na porta de entrada.

A medida visa por fim a livre entrada e saída de pessoas como tem acontecido até a presente data.

Gelson Mendes, jovem funcionário do sector dos recursos humanos do Hospital Central, foi mandatado pelas autoridades, para anunciar a medida ao público.

A desordem em termos de acesso ao hospital central, se transformou num vício que criou raízes profundas ao longo dos anos.

A mudança agendada para Março, poderá gerar muitos choques nos próximos tempos, no portão de entrada do hospital Ayres de Menezes.

Só o facto de nenhuma autoridade do sector da saúde vir a público anunciar a medida, pode revelar o receio do clima difícil que vai marcar o hospital Ayres de Menezes a partir de 6 de Março. «Vai-se implementar a partir do dia 6 do próximo mês a restrição de pessoas ao espaço hospitalar sem a recepção de um cartão de identificação. Vamos ceder na portaria um cartão de visitas. Mas é importante frisar que o cartão só será entregue desde que o assunto justifique a entrada de pessoas», explicou para a imprensa o funcionário Gelson Mendes.

A medida pretende por fim a prática de turismo no espaço hospitalar. «Porque temos situação de muitas pessoas que vêm aqui fazer turismo, e isso tem causado problemas a essa calma que é necessária para os doentes recuperarem», acrescentou o funcionário mandatado.

O Téla Nón, questionou o funcionário se a medida não tem a ver com a recente visita dos deputados das bancadas da oposição, que gerou polémica. Polémica em que o Ministro da Presidência Afonso Varela, considerou que foi um acto a margem das leis, e que a seu tempo será punido. «Devo ressaltar que a visita dos deputados é legítima e não poderia ser motivo para a reorganização hospitalar. A reorganização hospitalar já se fazia sentir», pontuou Gelson Mendes.

Abel Veiga

 

    13 comentários

13 comentários

  1. EX

    28 de Fevereiro de 2017 as 11:50

    Muito bom, mas será que isso é somente para reorganizar, em STP só se toma medidas depois do caldo entornar, tal e qual o caso de apanha de áreas, que uma pratica recorrente desde da implementação da Democracia, e foi se deixando andar como começou a haver casos de erosão costeira e casas a caírem tomou decisão e houve até junta mon dos Ministérios, agora com essa visita dos deputados de Oposição que não caiu bem ao Governos já se fala em reorganização. porque que essa reorganização não se fez a tempos?

    nosso pais esta de rastos.

  2. ANCA

    28 de Fevereiro de 2017 as 12:19

    Muito bem

    Para o bem do funcionamento dos diversos serviços Hospitalar, sobretudo no que diz respeito ao serviço de urgência, bem como do Internamento.

    Um centro Hospitalar, para além de ser um espaço de atendimento tratamento de doenças, logo sujeito a risco de contaminação, contaminação cruzadas, risco de saúde pública, a ser somente preservado e restrito a quem de facto necessite de cuidados de saúde, no preservar a calma e tranquilidade aos pacientes que necessitam de recuperação e tratamento.

    Já que estamos a falar de reorganização dos serviços;

    Necessários melhorias nos serviços de limpeza, higiene, antissepsia hospitalar, desinfecção, a qualidade do ar interior, de refeição hospitalar, na logística hospitalar, no atendimento, no tempo de espera, reorganização do serviço de enfermagem, dos cuidados médicos, ou seja uma melhor organização e planeamento interno do modos operandi dos serviços Hospitalar.

    Infraestrutura, é urgente dar atenção, modernizar o edifício, onde alberga hoje o centro hospitalar, pela sua idade justificação de funcionalidade, o objectivo que hoje deve servir, pelo número de população procuram serviços hospitalar, números de camas para internamento, número de cirurgias, números de urgências, números de nascimentos, números de óbitos.

    Necessidade de criar uma maternidade, fora do centro hospitalar, quiça por distritos com melhor assistência a parturientes.

  3. Cecilia Sampaio

    28 de Fevereiro de 2017 as 12:25

    Um país, se o familiar ou amigos se não visitar um doente, o mesmo não fará a higiene corporal( não toma banho), não come, por vezes nem faz a medicação.Como a Direção do maior e único Hospital do País e ao mesmo tempo o Ministério da saúde por parte da Sra. Ministra, implementa a norma ora ela divulgada, que de certeza q ira isolar ainda mais os doentes sobre tudo aos acamados. Quero aqui salientar que deve existir normas para melhor funcionamento de qualquer orgão, mas, creio q, deve-se cria-la em beneficio de todos implicados, neste caso, familiares, amigos, parentes que muitas vezes servem de auxiliares médicos e não só. Torna-se necessário em organizar a casa, neste caso particular o Hospital, para q haja direitos e deveres do cidadão comum e não só.

  4. Humberto Silva Nogueira

    28 de Fevereiro de 2017 as 13:52

    Mas a desculpa apresentada para tal medida é que me parece sem substância, não creio que é por causa de vandalismo das viaturas dos profissionais deste centro hospitalar.
    Deviam sim, arranjar outro argumento

  5. Peixe

    28 de Fevereiro de 2017 as 17:30

    Lembrem-se de alargar esta medida de livre circulação para: baratas, ratos e cães, que são (vectores) agentes transmissores de muitas doença. Muitas das vezes enterna-se com uma doença e sai-se com outras.

  6. lede di alami

    28 de Fevereiro de 2017 as 22:59

    Ok, mas sera que é assim em todo lado do mundo?

  7. Clemilson Brasileiro

    1 de Março de 2017 as 0:45

    Pelo amor de Deus são tomé isso já devia ter sido decretado a muito tempo ! pessoas podem transmitir doença ou vice versa !

  8. Ralph

    1 de Março de 2017 as 6:13

    Isto faz sentido porque os médicos e outros funcionários deveriam estar livres a circular para fazer os seus trabalhos sem a interferência indevida de membros do público. É comum noutros países permitir a visitação de familiares e amigos de pacientes entre horas certas, sob condição que tais visitantes pudessem provar que são, na realidade, familiares ou amigos. É um assunto de segurança e eficiência. Não sei porquê algo como isto não deveria ser implementado neste caso. Porém, sublinho que tal medida não deveria ser usada como uma desculpa para reduzir transparência.

  9. Santola

    1 de Março de 2017 as 9:05

    Para mim esta medida é boa, visto que há muita entrada nas enfermarias sem autorização e muitas vezes os pacientes sofrem vários roubos de seus bens e dinheiro, assim já se controla quem entra e quem sai, e também dizer que as pessoas circundantes ao hospital entram vandalizam as fruteiras, os caroceiros e tudo mais, mesmo os automobilistas e motoqueiros circulam com velocidade e com musica alta dentro do recinto hospitalar, que para mim não deve porque para quem sentou na escola e fez carta de condução sabe disso.

  10. Martelo da Justiça

    1 de Março de 2017 as 9:14

    Estamos a colocar a caroça a frente dos bois mais uma vez. Devia-se criar as condições no hospital antes de impor essas regras. De resto, é mais uma trapalhada e propaganda que esse Governo já nos habituou.

  11. FÉDÉ KÁ DÓXI

    2 de Março de 2017 as 14:57

    Gelson Mendes, vc é peixe pequeno e peixe pequeno fica no tanque ou no riacho, de contrario o peixe grande lhe come.
    Será que cabe na cabeça de alguém, que um indivíduo sai de casa e vai fazer turismo no hospital? Só os ratos, lixo, cheiro nauseabundo que aí prolifera convida realmente as pessoas fazer turismo no hospital. Francamente!
    Como não podem atacar os deputados, meteram debaixo da capa do turismo para se argumentarem.
    Deveriam se reorganizar e criar outro sistema de controlo.
    O que acontece é que algumas pessoas têm ido visitar os doentes nas horas impróprias, à noite ou nas horas laborais, que é inaceitável.
    Para além do mais alguns têm que ir ao hospital, levar água para banho, comida e até medicamento para os seus familiares que aí se encontram, porque isto não é hospital. Quantos não foram aí para tratar de um mal e saíram com outro. Deus que nos livre.
    Se organizem e deixem de encontrar bode expiatória p+ara vossa incompetência.
    Hospital tem casa de banho? Estrutura importante e inadiável para qualquer ser humano. Deveriam em primeiro lugar, limpar bem as casas de banho e daí colocar plantões a porta das mesmas e pagar-lhes um bom salário para prestação desses serviços. Sejam mais asseado. Transmite asseio aos doentes. Limpem e desinfectem o Hospital (matem os ratos) impeçam a entrada de cães vadios. Isto é que é importante.

  12. Mabutú

    5 de Março de 2017 as 14:14

    Francamente! De facto, só os ratos, os cães, as baratas e outros de mesmas espécies iriam praticar turismo num local como o nosso Centro Hospitalar. Alguém na sua plena consciência, jamais sairia de sua casa para passear naquele lugar, se este não se sentir simplesmente obrigado à fazê-lo. Há verso da nossa terra que diz: “Michidáge só manda múala vé bá toma homé”. Doença é desenvergonhada, por isso é que os pacientes para lá recorrem mas logo que se sentem um pouco aliviado de suas tensões, querem logo receber alta e regressarem para suas casas.Há meses, estive internado na 2ª classe e Graças a Deus tive um bom atendimento e por lá fiquei um dia pelo facto de ter progredido consideravelmente na melhoria da saúde. Os funcionários muitas vezes querem fazer mais, mas não têm como fazê-lo. As vezes até falta medicamento para dar aos pacientes e estes ficam ali sem receberem num dia uma medicação se quer…haja paciência! O dinheiro para a reorganização de entradas e saídas de pessoas deveria ser investido na compra dos medicamentos. Um abraço!

  13. STPalerta

    8 de Março de 2017 as 10:47

    Grande técnica para esconder a sujidade que existe no Hospital Dr. Ayres Menezes. Porque que eu saiba nada melhorou lá.
    Sumu livlá non ni boca cassô!

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