A falta de água no Hospital Central Ayres de Menezes é muita antiga, e está a transformar a rotina de pacientes e profissionais num cenário preocupante, que mistura indignação, riscos sanitários e improviso.
As denúncias foram feitas durante a visita efetuada pelo primeiro-ministro, Américo Ramos, na quarta – feira. Os pacientes e profissionais revelam um quadro sensível no coração do sistema de saúde nacional.
Funcionários com décadas de serviço afirmam que a situação não é pontual e já se arrasta há semanas, afetando directamente serviços críticos como a maternidade e a fisioterapia.
Uma funcionária, Leopoldina Pinto que trabalha há 25 anos no hospital, recorda um tempo em que “se lavava enfermarias, varandas e janelas sem dificuldade”. Hoje, segundo ela, “o hospital fica até três dias sem água e tem sido necessário recorrer aos bombeiros para garantir o mínimo”.

As implicações são graves, limpeza interrompida durante dias, poeira acumulada nas janelas, serviços básicos afetados e mães a comprar garrafas de água na estrada para preparar medicamentos dos recém-nascidos. “As mães têm razão, porque não podem dar à luz e ainda comprar água para banhar o bebé”, lamentou a funcionária do hospital central Ayres de Menezes.
Os pacientes reforçam o alerta. Uma paciente internada de nome, Selciana Fernandes afirmou que não falta energia, mas falta água para as necessidades mais elementares. “Nem para banho, nem para beber”, relatou. Outra utente, também internada, confessou levantar-se às quatro da manhã para ir buscar água para depois regressar ao hospital.
A situação coloca o maior centro hospitalar do país sob pressão e levanta questões sérias sobre a segurança hospitalar, dignidade dos cuidados de saúde e capacidade de resposta das instituições públicas.
Num espaço onde circulam doenças, feridas abertas, partos e urgências diárias, a ausência de água não é apenas um desconforto é risco real de contaminação e infeções.
Enquanto os funcionários reconhecem que “ninguém sabe ao certo se a culpa é do hospital, do governo ou da EMAE”, aproveitaram para deixar um recado. “Quem tem responsabilidades, faça o favor de não deixar o hospital sem água.”
Num momento em que se exige mais do setor da saúde, a falta de um recurso básico expõe um problema estrutural que não pode continuar a ser ignorado.
Waley Quaresma
dijari
15 de Janeiro de 2026 at 20:24
kkkk povo doido…isto td é truques para pinta cabra volta ao pais.
Jorge Costa
16 de Janeiro de 2026 at 8:13
Epah esses gajos não têm interesse nenhum de criar boas condições em STP, toda a família deles moram fora do país, em casas compradas com o dinheiro do povo e depois ficam a fingir que são PATETAS!!!
Colmicha
16 de Janeiro de 2026 at 8:54
E assim se quer apostar no turismo sustentável, vão dar cão banho,…
Vitor Pinto
16 de Janeiro de 2026 at 21:04
A
Notícia podia dizer onde fica esse hospital….pelo menos o pais