Sociedade

Moçambique: PMA pede US$ 40 milhões para ajuda humanitária temporária pós-ciclone

Agência disse estar pronta para ajudar às vítimas do ciclone Idai; apoio deve ser canalizado aos que sofrem das cheias que assolam o centro do país; distribuição de alimentos e oferta de abrigos acontecem nos locais afetados.

O Programa Mundial da Alimentação, PMA, continua a prestar apoio logístico para responder as consequências do ciclone Idai e as cheias que continuam assolar Moçambique.

As declarações foram feitas à ONU News, em Maputo, pela representante do PMA, a agência que coordena a resposta humanitária das Nações Unidas no país. Karin Manente diz haver necessidade de mais recursos nos próximos dias.

Há várias agências das Nações Unidas que estão envolvidas, OIM, Unicef que estão a proporcionar abrigo, medicamentos.

Distribuição

“Fizemos um apelo temporário por volta de US$ 40 milhões, mas provavelmente vai aumentar por causa da segunda leva de cheias que infelizmente esta assolar o centro do país. Começamos com a distribuição de “papinhas” enriquecidas no centro de acomodação na cidade da Beira. Estamos a distribuir estes biscoitos enriquecidos as pessoas que estão isoladas e muito afetadas no distrito de Nhamatanda”.

O governo confirmou a morte de 84 pessoas, mas esse número poderá subir para cerca de mil. De acordo com o presidente Filipe Nyusi, a escala do desastre foi “enorme” e contou que viu corpos flutuando nos rios quando sobrevoou a região afetada.

Durante a noite de quinta-feira, o intenso ciclone tropical Idai fustigou a região de Sofala, em Moçambique. O fenómeno causou danos com os ventos fortes e inundações severas que danificaram o sistema de comunicação.

ONU Moçambique

Vista aérea de Moçambique afetada por alagamentos devido ao ciclone tropical Idai

Parceiros

“Com apoio de vários governos, nós estamos a trabalhar na área da comunicação, temos já no centro de operação na Beira, à conexão “wi-fi”, numa primeira fase limitada, mas será ampliada. Temos técnicos de Luxemburgo que estão a trazer o satélite portátil que será colocado para ampliar a rede de comunicação, e isso é muito importante para governo e para nós parceiros, na troca de informação, planificação e priorização.”

Nos próximos dias, o plano do PMA é ajudar 22 mil pessoas em áreas de difícil acesso.

Fizemos um apelo temporário por volta de US$ 40 milhões, mas provavelmente vai aumentar por causa da segunda leva de cheias que infelizmente esta assolar o centro do país.

“Prioridades consistem em busca, salvamento e resgate, medicamentos, estamos preocupados coma qualidade da água, comida, abrigo, meios de comunicação e energia. Há várias agências das Nações Unidas que estão envolvidas, OIM, Unicef que estão a proporcionar abrigo, medicamentos. A Cruz Vermelha e várias ONG’s estão muito ativas. Também estamos a trazer um helicóptero que chega nesta terça-feira, 19 de março.”

O PMA também financiou 30 pilotos de barcos que foram mobilizados pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades para transportar alimentos durante a resposta humanitária. A instituição lidera as operações de desastre em todo o país.

Destaque ONU News Especial – Apoio às vítimas do ciclone em Moçambique

Alerta Unicef: milhares de crianças precisam de assistência humanitária em Moçambique

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

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