Sociedade

Comunidade internacional continua a mobilizar ajuda para vítimas do ciclone Idai

Presidente da Assembleia Geral agradeceu organizações humanitárias pelos esforços de alívio em Moçambique, no Maláui e no Zimbábue; região continua com possibilidade de inundações que podem aumentar número de afetadosacompanhe aqui a cobertura especial.

Esta quinta-feira marca a primeira semana após a passagem do ciclone Idai por vastas áreas da África Austral, incluindo Moçambique, Maláui e Zimbábue.

O Escritório das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Ocha, revelou  que em Moçambique já foram confirmadas 242 mortes, um número que deve aumentar.  No Zimbábue, 139 pessoas perderam a vida e 189 estão desaparecidas. Já no Maláui, houve 56 mortes e 577 feridos e ainda é desconhecido o número de desaparecidos.

O ciclone causou danos em 90% da cidade da Beira, by PMA/Andrew Chimedza

Salvamento

De acordo com a chefe do Escritório do Ocha para a África Austral e Oriental, Gemma Connell, a busca pelos sobreviventes é a prioridade. As operações de resgate ocorrem em contexto “muito difícil, havendo pessoas ainda presas em cima de árvores e casas”. O escritório elogiou os pilotos envolvidos no salvamento dessas pessoas.

A outra prioridade é distribuir os biscoitos do Programa Mundial de Alimentação, PMA. A nova meta é complementar esses alimentos com apoio mais abrangente.

Moçambique tem 96 locais de acolhimento com milhares de pessoas. A cidade da Beira ficou isolada devido às águas e aos danos causados às estradas.

O combustível para a aviação é limitado, a cidade ainda está sem energia e os cabos desligados. Os suprimentos estão a caminho das áreas com casas danificadas.

A logística para as operações internacionais de auxílio funciona durante 24 horas por dia e agora foi estabelecida comunicação que não pode se concentrar apenas na Beira.

A presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, reiterou a sua solidariedade com os afectados e agradeceu às organizações humanitárias “pelo trabalho incansável no terreno” para ajudar às vítimas.

Níveis

Esta sexta-feira, terminam os três dias de luto decretados pelo governo moçambicano devido à situação de emergência no país que teve o maior número de vítimas. As  autoridades nacionais  disseram que estão a baixar os níveis de alguns rios no centro do país.

O primeiro helicóptero do Serviço Aéreo Humanitário da ONU, Unhas, opera desde a quarta-feira, equipado com um guincho essencial para a operação de resgate liderada pela Força Aérea Sul-Africana. Espera-se que um outro aparelho chegue ao território moçambicano para aumentar a capacidade de salvamento.

A província moçambicana de Sofala foi a mais atingida pela tempestade. Cerca de 660 mil pessoas foram atingidas. O Hospital Central da Beira, o segundo maior do país, foi danificado juntamente com outras 19 instalações de saúde da província que precisa agora de mais clínicas móveis para prestar serviços essenciais.

Contribuição

A Missão de Moçambique junto à ONU revelou que contas bancárias estão disponíveis para quem queira contribuir a partir do estrangeiro.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, de Portugal deve enviar   €23.840 para Moçambique até domingo. A ideia é fornecer 200 mil pastilhas para purificar a água, 24 mil doses de vacinas contra o sarampo e 200 mil  saquetas de reidratação oral.

A  Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, disse que apoia esforços de parceiros para transferir famílias e aumentar abrigos nos três países afetados, os quais alertou que estão lotados. Um apelo internacional foi lançado para aumentar fontes de alimentação, furos e latrinas que foram danificados.
Helicóptero do PMA transporta pessoas de Búzi para a cidade da Beira, by PMA/Deborah Nguyen

Existe um risco de propagação de doenças fatais como a cólera. São necessárias centenas de tendas familiares, tanques de água, plástico para a construção e reparação de abrigos além de comprimidos e purificadores de água.

Risco

A agência enviou grupos ao terreno para avaliar as condições dos afetados, tanto os refugiados como comunidades anfitriãs.

Existe ainda a possibilidade de aumento de pessoas em risco com as chuvas contínuas e inundações. A prioridade imediata é a busca e o resgate dos que estão isolados.

O Fundo da ONU para a População, Unfpa, anunciou o envio de ajuda aos afetados com prioridade ao apoio a  mulheres grávidas, lactantes, chefes de família, jovens e meninas em idade reprodutiva e vivendo com deficiências.

Como ajudar

Segundo a Missão de Moçambique junto da ONU, parte da população ficou sem as mínimas condições de sobrevivência.

Para minimizar o efeito desta calamidade natural, foram estabelecidos mecanismos para dar apoio às vítimas.

Pode contribuir através destas três contas, divulgadas pela Missão e geridas pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Ingc.

Banco Comercial de Investimentos – BCI

  • Banco: Banco Comercial de Investimentos
  • Endereço: Av. 25 de Setembro
  • Conta nr.: 76160424 10 001
  • Designação: Conta Solidariedade
  • NIB: 0008 0000 7616042410180
  • Moeda: WIZM
  • IBAN: MZ59000800007616042410180
  • SWIFT CODE: CGDIMZMA

First National Bank – FNB

  • Banco: First National Bank Moçambique
  • Endereço: Av. 25 de Setembro, nº 420, prédio Jat
  • Conta nr.: 20 53 398 10 001
  • Designação: INGC- Projeto Previna II
  • NIB: 0014 0000 02053398101 74
  • Moeda: MZM
  • IBAN: MZ 38001400000205339810174
  • SWIFT CODE: FIRNMZMXXX

Standard Bank -SB

  • Banco: Standard Bank Moçambique
  • Endereço: Praça 25 de Junho no 1119
  • Conta nr.: 108-2944521011
  • Designação: INGC- Plano de Contigência – Doações
  • NIB: 0003 0108 0294452101197
  • Moeda: USD
  • IBAN: MZ 59000301080294452101197
  • SWIFT CODE: SBICMZMX

 PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU 

    1 comentário

1 comentário

  1. ANCA

    22 de Março de 2019 as 8:36

    Antes de mais sentimentos de pêsames aos familiares que perderam seus irmãos, amigos e familiares.

    De ano para ano, tem acontecido em moçambique fenómeno desta natureza sem que as mentes humanas pudessem despertar, para a necessidade de prevenção, organização, controlo, pesquisas, estudos, viabilidades, etc. etc…quem diz moçambique diz a toda África, como vimos nos países adjacentes, de uma maneira geral, e São Tomé e Príncipe não foge a regra…pois que os gestores, os políticos a sociedade civil organizada estão mais preocupados com seus umbigos, o salva-se quem puder…contudo que o Continente na sofreu, ao longo dos séculos.

    Pós que o ditado é antigo…

    É altura de começarmos também a fazer evoluir a nossa economia e finanças de modo a que no futuro possamos também contribuir para ajudar nestas causas a nossa medida e jamais esperar somente das ajudas e contribuição dos outros dos outros

    Nas costas dos outros vemos a nossa

    E nesta matéria internamente, tendo em conta as alterações climáticas, enquanto Ilhas com dupla insularidade, com recursos escassos e frágeis, com dupla insularidade, deve-nos servir de antemão, tais realidades de mudanças climáticas, para qual nenhum País(Território/População/administração), sai ileso.

    Assim, um bom ordenamento do território, com um bom plano nacional, com planos directores municipais, planos de pormenor, medidas de protecção costeira, de protecção ambiental(ecossistemas, a biodiversidade, o ambiente, o ar, a água, os rios, a floresta, o solo), protecção dos corais que envolvem a nossa costa marítima, protecção e segurança marítima, protecção da flora e faunas, quer terrestres quer marítimas, dos rios, melhor controlo das actividades humanas, com atenção para a sensibilização para os riscos dos resíduos urbanos(lixos), o saneamento do meio, a questão das doenças associadas, a cólera a diarreia, a anemia associada ao paludismo, aumento dos números do caso de paludismo, infecção da pele, doenças gastro-intestinais, as causas da surdez etc, etc…constituem sinais e factores de riscos, que devem-nos fazer reflectir, enquanto povo, comunidade, estado, território, administração.

    Por outro lado é conhecida a realidade económica e financeira do nosso País uma vergonha

    É chegada altura de rigor nas contas públicas em São Tomé e Príncipe.

    Se existe um tribunal de conta, então que o mesmo faça o seu trabalho, se existe um tribunal administrativo , que o mesmo faça o seu trabalho.

    É chegada altura da sociedade civil organizada, nós cidadãos , exigirmos mais dos nossos políticos, das nossas instituições, chega de roubalheira, de encher os bolsos, mostrem trabalho.

    Sr Primeiro Ministro e os seus comparsas, deixem de demagogia, de populismo encarem a situação de frente, o Pais(Território/População/Administração), devemos produzir, devemos ter rigor nas coisas pública e nas privadas.

    2% das receitas?financiam comparticipação investimentos nacionais, tenham vergonha, entreguem se jamais conseguimos gerir, produzir, organizar, ter rigor, ser honestos, entreguemos o País.

    A negociação de mais um programa com FMI, andamos nisto até quando?

    Depois queremos dar exemplo de democracia, no País

    Por acaso os Países onde a dita democracia está efectivamente enraizada, está sempre acontecer disto?

    Comecemos a incentivar o trabalho.

    Comecemos a emagrecer o estado a administração pública, se não temos recursos, para quê andar a gastar

    Há que diminuir a maquina do Estado, estado este que pertence a todos nós

    Tenhamos juízo.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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