Sociedade

As Mudanças Climáticas em STP – O cidadão deve adaptar-se e prevenir

O HOMEM DEVE ADAPTAR-SE E PREVENIR-SEPARA AS CONSEQUÊNCIAS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS“, defende o técnico José Luís Onofre, do Instituto Nacional de Meteorologia.

Os fenómenos climáticos, como a chuva, a seca, o calor e o frio exagerados estão a deixar o mundo inteiro muito preocupado. Em SãoTomé e Príncipe alguns desses problemas, como a diminuição da quantidade de chuva e do caudal dos rios estão a criar problemas sérios à agricultura em particular, à economia do país e ao meio ambiente.

Para o técnico José Luís Onofre(na foto) do Instituto Nacional de Metrologia (INM) é urgente redobrar os esforços nacionais de prevenção e sensibilização dos cidadãos sobre este assunto, disse acrescentando serem reflexos das alterações climáticas.

O técnico José Luís Onofre reconhece como prioritário “O papel do Instituto Nacional de Meteorologia na observação e disseminação de informações meteorológicasde modo a ajudar os cidadãos a mudar de comportamento e a se protegerem antes que seja tarde.

Sobre a dura realidade das Mudanças Climáticas em S.Tomé e Príncipe ”temos a precipitação que tornou-se irregular, com tendência a diminuir cada vez” se comparada com os últimos dez anos, constatou o técnico José Luís Onofre.

Já que ”o homem não consegue parar os fenómenos meterológicos” (…) “deve adaptar-se”, adverte o nosso entrevistado, esclarecendo que, ao não poder travar os fenómenos, deve sim mudar de comportamento e adaptar-se às consequências das mudanças climáticas em todos os sectores da vida do país.

Este técnico do INM reconhece que o país já dispõe de meios técnicos de alerta e de quadros técnicos qualificados para lidar com tais fenómenos, sobretudo para a prevenção e alguns aspectos da mitigação através de alertas precoces e medidas de adaptação apropriadas aos fenómenos climatéricos alterados.

Sobre o mecanismo de acompanhamento das mudanças climáticas, José Luís enalteceu o processo que vai desde à recolha de dados até a sua divulgação, registando valores e fazendo observações feitas que, “servem de referência e as para os diferentes sectores” que, segundo este especialista, se baseiam em “previsões que são disseminadas através da Rádio Nacional e pela CONPREC, os principais parceiros de divulgação”.

Ao finalizar a nossa entrevista, o técnico José Luís Onofre informou-nos de que os progressos conseguidos pelo INM no domínio técnico devem-se a parcerias, “através de projectos, como o do sistema de alerta precoce e de protecção das zonas costeiras”, adiantando que é neste quadro que se inclui o CONPREC, (Conselho Nacional de Prevenção e Resposta a Catástrofes), que através dos Comités Locais de Prevenção criados têm contribuído para melhorar o estado de alerta das populações aos fenómenos climáticos extremos.

Da redacção com Octávio Soares

    2 comentários

2 comentários

  1. STP Terra linda e gente boa

    22 de Maio de 2019 as 7:07

    Isto não é um problema somente do país e sim ao nível mundial. O homem algum vai conseguir corrigir os danos causados ao clima durante muito tempo. O que todos têm que fazer, é adaptar a vida com novos hábitos de uma forma geral. Porque nem podemos esperar pelo futuro melhor quanto a essa matéria. Esse mundo só tem dirigentes gananciosos e quer enriquecer o seu país a todo o custo, falando dessas grandes potências. Quem não fizer a sua parte, o que futuramente vai acontecer é; ou vivamos todos ou afundemos todos e ponto final.

    • Ralph

      23 de Maio de 2019 as 6:24

      Sim, essa abordagem faz sentido, e concordo, pelo menos em parte, que toda a gente em volta do mundo tem uma responsibilidade de se adaptarem às mudanças que já estão em marcha. Porém, há também um argumento de que se deve fazer o que se pode para prevenir a deterioração da situação, mesmo que fosse difícil fazê-lo. Não há dúvida de que seria melhor reduzir os impactos futuros, se for possível, ao contrário de simplesmente aceitar os danos e adaptar-se. Os países que serão mais afetados, tais como São Tomé e Príncipe e Tuvalu, têm uma responsibilidade de continuar a levantar o assunto e pressionar os grandes poluidores a reduzir os seus níveis de poluição e a adotar medidas preventivas. Em suma, tem-se de seguir ambas as abordagens.

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