Sociedade

Seca afeta 2,3 milhões de pessoas no sul de Angola

 

ONU disponibiliza US$ 6,4 milhões para ajuda humanitária; impacto severo da seca na região tem agravado os meios de subsistência da população.

As Nações Unidas colocaram US$ 6,4 milhões ao dispor do governo angolano para auxiliar nos esforços para enfrentar a crise da seca no sul do país durante os próximos seis meses. A ONU alerta que o impacto severo do fenômeno tem levado à rápida deterioração dos meios de subsistência da população.

O valor do Fundo Central de Resposta de Emergência, Cerf, na sigla em inglês, será aplicado em projetos nas províncias do Cunene, Huíla, Bié e Namibe, para apoiar cerca de 565 mil pessoas.

Crianças

A verba beneficiará cerca de 25% do total de 2,3 milhões de pessoas, que segundo estimativa das Nações Unidas, estão sendo afetadas pela seca e consequente insegurança alimentar no Sul do país. Destas, cerca de 490 mil são crianças com menos de cinco anos.

Na província de Cunene, por exemplo, dados do governo indicam que o número de pessoas que precisam de ajuda humanitária aumentou de cerca de 250 mil, em janeiro de 2019, para cerca de 860 mil em março deste ano.  A proporção representa 80% do total da população da província.

O Fundo de Emergência será dirigido às populações mais vulneráveis e com maiores carências que residem nos municípios das quatro províncias mais prejudicadas.

Reposta humanitária

A resposta humanitária será realizada em conjunto pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, pelo Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa e pela Organização Mundial da Saúde, OMS.  O trabalho focará em cinco áreas: nutrição, água e saneamento, agricultura e segurança alimentar, saúde e proteção.

O Fundo de Emergência também apoiará a saúde e proteção de cerca de 37 mil mulheres grávidas.

A ONU destaca que são necessários cerca de US$ 92 milhões para lidar com a emergência causada pela seca no sul de Angola. Os US$ 6,4 milhões disponibilizados esta terça-feira representam apenas 6,9 % do total das necessidades estimadas.

Iniciativa

As Nações Unidas reconhecem que as intervenções a curto prazo não solucionam as perdas causada pelas secas recorrentes que afetam a região Sul do país. Neste contexto, e com o apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, o governo desenvolveu recentemente o Quadro de Recuperação Pós-Seca 2018-2022.

A iniciativa propõe ações sustentáveis de curto, médio a longo prazo para reduzir a vulnerabilidade e o risco associado da população local a futuras secas, inundações e ao crescente impacto das mudanças climáticas.

Cerf

O Fundo Central de Resposta de Emergência foi criado em 2005 pelas Nações Unidas com o objetivo de responder de forma imediata e ágil a situações de crises humanitárias em todo o mundo.

O Cerf é gerido pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, que é o principal órgão da ONU para fazer frente a crises humanitárias.

PARCERIA – Téla Nón / Radio ONU

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