LIXO É UM PERIGO AO AMBIENTE E À SAÚDE EM S.Tomé e Príncipe
- No futuro deve-se aproveitar melhor os resíduos para mitigar os efeitos das Mudanças Climáticas, defende a Eng. Sulisa Quaresma da Direcção Geral de Ambiente
Os lixos e demais resíduos resultantes do consumo e da actividade humana em S. Tomé e Príncipe são, hoje em dia, uma grande preocupação. Basta ver como os lixos e imundices infestam muitas localidades, com graves consequências para a saúde dos cidadãos e para o ambiente local.

Engenheira Sulisa começou por dizer que muitos dos lixos produzidos pelo homem emitem gases para a atmosfera responsáveis pelo efeito de estufa tornando-se, deste modo, em “fontes que contribuem para as mudanças climáticas”, que hoje preocupam a humanidade, devido aos danos que causam à natureza.
“O sector de resíduos é responsável por uma parte importante na emissão do gás metano” que, nas palavras desta técnica da Direcção do Ambiente, “contribui para o aquecimento global”. Sulisa Quaresma explicou que este gás bastante prejudicial à natureza “resulta das lixeiras a céu aberto, existentes de forma selvagem no nosso país ”. É nestes locais onde são depositados os lixos, uma vez que no nosso país ainda não há centrais de tratamento de resíduos sólidos com a finalidade de minimizar danos à natureza.
A nossa entrevistada informou ainda que a queima de lixo nas condições em que está a ser feita sem meios técnicos adequados está a produzir“diferentes poluentes, como são os casos de dioxinas e furanos”, produtos químicos “muito prejudiciais à saúde e ao meio ambiente”sublinhou, como chamada de atenção.
Esta técnica do ambiente disse que as lixeiras, da forma com existem no nosso país, têm um elevado risco devido à acumulação de gás metano. Em caso de explosão, podem pôr em risco a vida de trabalhadores ou de habitantes das redondezas. Lembrou-nos do caso que se deu recentemente no Brasil, em condições idênticas aquelas existentes em S.Tomé e Príncipe, “houve a explosão numa lixeira que estava perto duma zona residencial, (…) matando cerca de 50 pessoas”.
Entretanto, a engenheira Sulisa Quaresma deu indicações de alguma esperança no aproveitamento do gás metano ao se evitar a sua emissão para a atmosfera. Informou-nos de projectos realizados pelas Organizações Não Governamentais que aproveitam o lixo biodegradável para a produção de biogás para uso na produção de energia eléctrica e para cozinha.
Este projecto, segundo a nossa entrevistada, “está a ser executado em diferentes comunidades designadas de piloto, com o aproveitamento de lixos que produzem o gás metano”com o qual os beneficiados estão a cozinhar alimentos.
Engenheira Sulisa informou, ao terminar, que, no quadro deste projecto, “estão a ser fornecidos biodegestores”, equipamento usado para reter e conservar o gás que, depois é usado para uso doméstico. Este “poderia ser um exemplo a ser seguido” em S.Tomé e Príncipe em grande dimensão” para “substituir as tradicionais lixeiras”, e assim “produzir de modo industrial energia eléctrica” ou ainda “gás de cozinha”, finalizou esta especialista em Ambiente, com a vantagem de se minimizar danos ao ambiente e à saúde das populações.
Da redacção com Octávio Soares
Tristeza
3 de Junho de 2019 at 10:12
Excelente Sulisa. Se nao cuidamos hoje do que é nosso, amanha os nossos filhos e netos nao terao onde viver.
OPSSS….Ninguem comenta aqui, se fosse noticia sobre tribunais, politica e outras tretas, estaria repleto de comentario.