Sociedade

Concentração para “acelerar” Visto de entrada em Portugal(Europa) foi um fiasco

O Jornal Téla Nón publicou na última semana, a Carta Aberta que o cidadão Olívio Diogo, sociólogo de profissão, endereçou ao Embaixador de Portugal em São Tomé e Príncipe, anunciando para hoje, 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, uma concentração pacífica de cidadãos nacionais diante do edifício da embaixada  portuguesa.

O protesto popular agendado, segundo a organização visava denunciar vários aspectos nomeadamente «a exorbitada espera para marcação da data de entrega da documentação, e a exorbitada espera do resultado da solicitação do visto».

Mas a concentração popular resultou num fiasco. O sociólogo Olívio Diogo, disse que não consegue entender o que aconteceu. «Não encontro uma explicação lógica», referiu.

Praticamente sozinho na marginal 12 de julho, onde se localiza o edifício da embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe, o promotor do protesto pacífico reconheceu que o movimento não teve aderência dos cidadãos nacionais. «Muita gente manifestou o interesse em participar, sentem-se vitimas do processo, mas no momento de vir fisicamente manifestar a sua indignação não aparecem», reclamou Olívio Diogo.

De repente o sociólogo acaba por ter uma matéria para investigar. Porque razão o homem são-tomense age assim? «Isto é um acto de cobardia, é preciso reconhecer», conclui o cidadão sociólogo.

Apesar do fiasco, o promotor do movimento registou alguns ganhos. «A embaixada de Portugal remeteu um comunicado à radio e televisão explicando a tramitação para se conseguir vistos, por outro lado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros nos contactou e para nós tudo isto é um ganho», frisou.

A concentração fracassada, pretendia transformar as celebrações de 10 de Junho na embaixada de Portugal, num momento de reflexão e de pressão sobre a problemática da concessão de vistos para entrada em Portugal e no espaço Europeu.

Abel Veiga

 

    17 comentários

17 comentários

  1. Lentilha

    10 de Junho de 2019 as 22:42

    Eu já esperava isto.

    • Alberto de morais

      11 de Junho de 2019 as 12:18

      Eu tambem
      O Santomense,de verdade,ama demais a sua terra e não vai querer esvaziar o seu País

  2. antonioaserrano@yahoo.com.br

    11 de Junho de 2019 as 0:34

    Um bom trabalho para… um sociólogo?!

  3. Revoltado

    11 de Junho de 2019 as 7:11

    Se te debruçasses de facto sobre a tua área de formação, sociologia, saberias a resposta a tua indagação.Estuda mais Olívio. Estuda porque pelos vistos sabes muito pouco da sociologia. Fale menos, ouça mais.Deixe de querer aparecer tanto. Precisas crescer. Conselho de amigo.

  4. António cunha dos santos

    11 de Junho de 2019 as 9:18

    Triste, muito triste. Os estudantes e/ou candidatos a bolsa de estudo, e seus familiares que não venham mais chorar dos maltrados e desrespeitos desta Embaixada.

  5. Manuel Queirós dos Anjos

    11 de Junho de 2019 as 9:22

    Em quase todo o mundo, as embaixadas de portugal, trabalham muito pouco. Quer nos EUA, quer em França, quer no Brasil.Acho que deveriam mudar todo o Staff das Embaixadas de Portugal no mundo fora.
    Recordo ainda, uma vez no Brasil, onde numa manhã só atenderam 6 pessoas e disseram que já não atendiam mais. Por isso é que o nosso/vosso Portugal está assim no mundo e na UE.

  6. Adeliana Nascimento

    11 de Junho de 2019 as 9:23

    Parabens Olivio diogo. O santomenses são mesmo assim. Medricas e trafulhas.

    Saiste muito bem amigão.

  7. ONDE MESMO?

    11 de Junho de 2019 as 9:27

    O povo das ilhas prefere continuar a ser ultrajado e espezinhado pelos brancos. Era uma oportunidade clara para que Portugal sentisse realmente a nossa força e determinação. Mas não, preferem acobardar-se e mesmo os digamos mais letrados, estes então nem dão a cara talvez com medo de serem reconhecidos. Meu caro Olívio para a próxima tenta talvez uma divulgação maior através das antenas da rádio nacional, jubilar e da tvs e mesmo com panfletos. Uma vez mais é de lamentar o comportamento daqueles e não são poucos que sofrem nas mãos da Embaixada de Portugal em S. Tomé. O Sr. Como sociólogo, e como disse muito bem o Tela Non, este comportamento incompreensível seja matéria de investigação. Não desista, talvez para a próxima o povo ganhe consciência da gravidade da forma que é tratada pela Embaixada de Portugal em S. Tomé e principalmente pela recepcionista que pela forma que atende as pessoas pensa que aquilo é dela, mas um dia isso acabará.
    Não deixe igualmente de incomodar o governo santomense porque este também é, se não o mais culpado por todo esses constrangimentos de que os seus cidadãos (de segunda) estão sujeitos.

    • Arco Iris

      11 de Junho de 2019 as 18:20

      Amigo, não sejas racista, não venhas com essa conversa de que branco faz isto e aquilo…

      Se achas que os Portugueses fazem isto e aquilo, então são os Portugueses brancos e os Portugueses pretos.

      Não te esqueças que existem mais Portugueses pretos do que Santomenses pretos, portanto estás a querer insultar os brancos e na realidade estás também a insultar os pretos.

  8. Anónimo

    11 de Junho de 2019 as 12:01

    Faltou mais divulgação, por várias redes sociais, pois, muitos não sabiam. Deveriam optar por aqueles que têm, grande massa de seguidores na dita “Redes Sociais”, para serem os maiores divulgadores. Por não divulgarem tanto, fica estranho, a própria estranheza do fiasco.

  9. Adeliana Nascimento

    11 de Junho de 2019 as 14:11

    Anónimo. Não digas isto. Foi bem divulgado. Infelizmente nós somos mesmo assim.

  10. Renato Cardoso

    11 de Junho de 2019 as 14:57

    Citando o promotor do evento: não encontro explicação lógica…fim de citação.
    Interroga—mo—nos é presumível o sociólogo de formação que devia e tem ferramentas para análise e estudo de comportamentos sociais envolver—se em fiasco…
    Ou o chamado país que é Terra não casa jamais com a ciência….mau dele!!!!

  11. Tens a Certeza

    12 de Junho de 2019 as 9:51

    Uma das soluções seria São Tomé e Cabo Verde voltarem a pertencer a Portugal como a MAdeira e Açores com o seu parlamento e Presidente; assim deixava de ser um problema de vistos e passava a ser um problema de cartão do cidadão que por cá também está impossível para tirar

    • Alberto de morais

      13 de Junho de 2019 as 9:18

      Só que há um pequeno problema.Teriam que referendar Não creio que os portugueses queiram essa solução,nem parecida.

  12. Joni de cá

    12 de Junho de 2019 as 17:29

    Os vistos emitidos pela embaixada de Portugal são válidos para todos os países da comunidade europeia, não são exclusivamente para Portugal, estes têm regras definidas pela comunidade europeia.

    Assim as regras têm que se cumprir, e ainda bem porque senão Stp ficava sem habitantes.

    Porque não pedem noutra embaixada europeia, ou consulado de outros países europeus, pois embaixadas não existem e consulados estão sem qualquer poder para emitir vistos. Isto é a importância que Stp tem na Europa, somente consegue ter embaixada de Portugal. O que fizeram os governantes durante a Independência a nível de relações internacionais, nada, assim como quase em tudo.

    Vejam quantas embaixadas europeias tem Cabo Verde, Angola, Moçambique.

    Dêem graças por existir embaixada de Portugal!!

    Fui

  13. Rapaz de reboque

    14 de Junho de 2019 as 10:21

    A alguns que mandam os brancos para a terra deles porque tanta guerra pata irem para a terra dos brancos?

  14. Rapaz de reboque

    27 de Junho de 2019 as 17:53

    Eh pa tantos parasitas trabalhar na terra nada querem é bolsas para andarem a passear as custas dos governos que lhes abrem as portas quando vem algum braco para ca alguns ignorantes ainda olham com olhos atravessados

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