Sociedade

Regime Internacional das Mudanças Climáticas

Engenheiro Adérito Santana fala sobre o regime internacional das Mudanças Climáticas

Hoje o mundo está a braços com graves problemas que põem em risco a sobrevivência da humanidade devido às Mudanças Climáticas.

São Tomé e Príncipe não é uma excepção, daí que as autoridades competentes trabalham em colaboração com as instituições internacionais vocacionadas para mitigar e adaptar-se às consequências das Mudanças Climáticas de forma a garantir a sobrevivência do nosso país.

O Engenheiro meteorologista, Adérito Santana, ponto focal da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em São Tomé e Príncipe reconhece que as autoridades competentes trabalham em colaboração com as instituições internacionais vocacionadas para mitigar e adaptar às consequências das mudanças do clima para a sobrevivência dos habitantes do nosso país.

Segundo Adérito Santana todas as acções concertadas e integradas ao nível da região e sub-regiões de África integram a Convenção Internacional sobre as Mudanças Climáticas com o objectivo final de “evitar que as acções humanas possam alterar de forma irreversível o sistema climático” e deste modo pôr em risco a existência do homem na Terra.

São Tomé Príncipe não faz parte de um outro mundo, por isso deve desenvolver neste campo um programa de adaptação às mudanças climáticas para evitar as consequências das alterações climáticas severas que possam por em causa os residentes no nosso país.

A propósito, Adérito Santana destacou a existência de programas de financiamento para S. Tomé e Príncipe. “Existem vários mecanismos de apoios fornecidos pelo GEF, Fundo Mundial do Ambiente, através das agências das Nações Unidas como o PNUD, o Banco Mundial, a FAO e outras para implementação de programas de adaptação às Mudanças Climáticas. Por exemplo, o Projecto de Adaptação das comunidades rurais dos distritos de Caué, Mé-Zóchi, Região Autónoma de Príncipe, Lembá, Lobata e Cantagalo, que está em curso desde 2015, implementado pelo PNUD e executado pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

No âmbito do Acordo do Paris estabelecido em 2015 foi criado o Fundo Verde para o Clima (Green Climate Found). O seu objectivo é apoiar os países em desenvolvimento, como o nosso, para enfrentar as mudanças do meio ambiente por causa das alterações do clima, reforçando os programas de adaptação. A redução de emissão de gases de efeitos de estufa é o seu principal objectivo.

Adérito Santana recomenda que se tire melhor proveito das oportunidades disponibilizadas aos países como o nosso, para “dar um salto qualitativo no nosso processo de desenvolvimento”, apesar das adversidades provocadas pelas mudanças climáticas.

Da redacção com Octávio Soares

    1 comentário

1 comentário

  1. Ralph

    2 de Agosto de 2019 as 5:53

    É verdade que os impactos das mudanças climáticas estão a fazer-se sentidos em todos os países do mundo, sendo o papel dos governos nacionais liderarem os esforços para implementar as mudanças necessárias para reduzir esses impactos. Por isso, sensibilização como isto é muito importante.

    Como refere o artigo, não temos outro mundo em que podemos viver. Por isso, toda a gente tem de se esforçar para mudar os seus comportamentos para assegurar que o planeta continue a ser habitável para todos. A minha lamentação é que o mundo como um todo se aperceberá que tem de fazer mudanças, mas não antes de ser demasiado tarde por aquelas mudanças tenham muito efeito. Já vimos situações semelhantes na quase extinção de povos em lugares com a Ilha de Páscoa, onde abateram quase todas as suas árvores apesar de terem precisado daquelas árvores para fazer coisas como fabricar canoas, acender fogo, construir casas e até sobreviver. Estamos a fazer o mesmo atualmente a uma escala mundial. Que situação triste.

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