Sociedade

40 casas sociais para Vila de Santa Catarina

O projecto de investimento em resiliência das áreas costeiras da África ocidental, financiado pelo Banco Mundial, vai construir um novo bairro residencial na Vila de Santa Catarina, no norte da ilha de São Tomé.

O novo bairro composto por 40 casas sociais, vai ser erguido na zona de expansão segura criada, para albergar a população piscatória que tem sido fustigada com os fenómenos estranhos, provocados pelas mudanças climáticas.

Ondas gigantes, é um dos fenómenos estranhos que no ano 2015 devastou a zona costeira da Vila da Santa Catarina, tendo destruído várias casas.

«Agora estamos na fase de elaboração de projectos de construção das infra-estruturas sociais e habitacionais», afirmou Arlindo Carvalho, coordenador do projecto de investimento em resiliência das áreas costeiras da África ocidental –  WACA.

A estrutura da zona de expansão segura já começou a ser construída. Vai durar 3 meses, e logo a seguir iniciarão as obras de construção das casas sociais.

«Logo que terminar, nós iremos iniciar o processo de construção das habitações… A população de Santa Catarina sugeriu que nós construíssemos uma escola. Também nós trabalhamos com o Ministério da Educação na elaboração de um projecto de escola. Já temos então este projecto também elaborado, que nós aí apresentamos, uma escola com 3 salas de aulas», detalhou o coordenador do projecto WACA.

Vila de Santa Catarina, está virada para o mar. Pesca é a actividade principal dos seus habitantes. Os efeitos das mudanças climáticas são cada vez mais visíveis em Santa Catarina. O mar avança sobre a terra. Ao mesmo tempo a população cresce de forma acelerada, e a pobreza aumenta exponencialmente.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. jota jota

    25 de Agosto de 2020 as 12:51

    Uma boa iniciativa, para as populações destas zonas. Do meu ponto de vista, deviam também prever quebra mar, local para alojamento das embarcações, tipo marina. Escolas de ensino técnico profissional, voltado para o mar, ambiente, agricultura e turismo. As novas habitações, devem ter WC com fossa séptica ou rede de esgoto, pois, sabe-se que as famílias são numerosas, a questão de quartos é fundamental.

  2. João Ramos

    25 de Agosto de 2020 as 14:26

    Parabéns Santa Catarina, Parabens o projecto das zonas costeiras.
    Esperamos com ansiedade este tipo de iniciativas
    As nossas vilas costeiras merecem coisas boas também.
    Força a todo que Deus nos abençoará
    Bem Haja S.Tomé e Príncipe, Bem Haja as comunidades costeiras
    JR

  3. Jorge Fernandes

    26 de Agosto de 2020 as 15:14

    O nosso país em geral e as zonas costeiras são muito vulneráveis às mudanças climáticas
    Concordo com a iniciativa deste projecto de tirar as pessoas que vivem em zonas perigosas para as zonas mais seguras. Tenho familiares que têm casas perto do mar am Cantagalo e Caué e sei quanto é que eles sofrem nos dias que a maré está muito agitada. Elas não dormem de noite. Por isso, esta iniciativa parece ser muito boa. Mas têm que ter muita atenção, porque apesar das pessoas dizerem que têm medo, outras continuam a construir casas perto do mar. Para os ricos não ha problemas. Mas para os pobres que gastam toda a sua economia para construir numa área a pensar que irá viver feliz com sua familia e depois ter a surpresa de mar enraivado, é muito triste.
    Por isso, aconselho ao governo a fiscalizar as zonas costeiras para impedir que os pobres continuem a construir em zonas perigosas junto do mar.
    Se sobrar uma casa, eu também quero, porque eu ainda não tenho casa e vivo na casa de renda, Posso pagar 50% do valor da casa que não sei qual é o preço que irá custar, mas posso negociar com o Banco para pagar 50% e pagar outra metade nas prestações. Vivo com a minha familia na casa de renda e não é facil

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