Sociedade

91.1% da população de STP é alfabetizada

São Tomé e Príncipe venceu a luta contra o analfabetismo. No dia internacional da alfabetização celebrado no passado dia 8 de Setembro, a Ministra da Educação e do Ensino Superior, Julieta Rodrigues, apresentou os dados que confirmam as conquistas nacionais.

«Neste momento o país atingiu 91,1%da população alfabetizada», declarou a ministra.

Numa mensagem por ocasião da data consagrada a alfabetização no mundo inteiro, a Ministra da Educação e do Ensino Superior, detalhou as acções desencadeadas pelo país desde a independência nacional, a 12 de Julho de 1975, para erradicar o analfabetismo que na altura da independência, atingia quase 100% da população do país.

«Após a conquista da independência nacional em 12 de Julho de 1975, no universo de 100 mil habitantes, apenas 20% da população estava escolarizada, ou seja, 80% eram analfabetos», confirmou a Ministra Julieta Rodrigues.

A campanha para erradicação do analfabetismo, iniciou-se no ano 1976. Uma campanha que mobilizou toda a população, tanto na cidade como no campo.

“O Povo Luta e Vence…Viva o Povo..”, era uma das frases que se podia ler em destaque, nos manuais de alfabetização que as populações utilizavam. Depois do trabalho produtivo, a então designada massa trabalhadora, ia para as salas de alfabetização.

«Tratou-se de um processo onde se educava e transmitia conhecimentos sobre a leitura, escrita e cálculo. Segundo os dados do ministério da educação, até 1990 cerca de 50% da população passou a ser alfabetizada, isto é, houve um crescimento de 30%», destacou a ministra da educação.

A campanha de alfabetização, registou algum recuo entre os anos 1990 e 2000. A cooperação do Brasil em São Tomé e Príncipe, reactivou a campanha através de um projecto que pretendia libertar as populações do obscurantismo.

«Com o supracitado projecto, que terminou em 2011, foram alfabetizadas mais de 20 mil pessoas. Em 2012 o governo assumiu na totalidade a continuidade», frisou a ministra.

Através da campanha de alfabetização, milhares de homens e mulheres santomenses puderem conquistar a verdadeira independência e liberdade. «Muitos são os quadros administrativos e técnicos que se formaram a partir da sua participação nas sucessivas campanhas de alfabetização. Estamos a falar de taxista, educadores, funcionários públicos, etc», concluiu Julieta Rodrigues.

A Ministra da Educação apelou aos santomenses que fazem parte dos cerca de 9% de cidadãos não alfabetizados, para aderirem ao processo de alfabetização, ainda em curso no país.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Como será

    10 de Setembro de 2020 as 8:03

    Ja é bom começo, o povo agradece o empenho do estado, mas temos outra situação que o ministerio da Educação deve prestar atenção, que é a qualidade de centros de formação profissional que temos no pais, os alunos sao formados sim, mas no campo pratico nota se falta de competencia, deve se criar laboratorios capacitados, para unificar teoria e a prática, se um aluno faz 3 anos numa escola ptofisional, entao deve sair dai bem qualificado, se nao esta esta se fazer.E por outra criar mais curso de curta duração para alguém por exemplo que ja tem a sua licenciatura e preciso de alguns cursos profissionais para consolidar o seu Curriculum, nao fica ai na escola mais 3 anos, portanto e preciso rever estas politicas.

  2. Verres Neto

    10 de Setembro de 2020 as 10:12

    Estamos todos de parabéns quiçá brevemente 100%, pois ainda há necessidade de fazermos mais e melhor pelo país STP. Mas isso só será qurndo os nossos governantes (Africanos) pensarem e agirem da seguinte forma: “Sentirem que são funcionários (as) público (a) do povo Santomense e não um Modelo ou aquele (a) que está para ser servido”…

  3. Rapaz de Boa Morte

    10 de Setembro de 2020 as 10:46

    Não éramos 100 mil em 1975 , senhora ministra. Éramos 89000 se a memória não me falha. Trabalhei nas primeiras campanhas de alfabetização com
    O professor Jorge e tínhamos apoio da Unesco

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