Sociedade

Movimento biológico pretende que a produção de hortaliças seja 100% de alta qualidade

O Movimento Biológico de São Tomé e Príncipe, nasceu a cerca de 2 anos, com o objectivo de promover a produção biológica de hortaliças. Na penúltima semana do mês de Dezembro de 2020, um grupo de cerca de 10 primeiros horticultores que optaram pela produção biológica receberam os seus certificados de conformidade biológica.

Os 10 horticultores representam 6 comunidades agrícolas de São Tomé. Foram os primeiros que conseguiram garantir a produção de hortaliças sem o uso de insecticidas ou de adubos químicos.

Valdemira Tavares, Presidente do Movimento Biológico, prometeu «procurar junto aos diversos parceiros que nos tem apoiado, a implementação real dessa transição para que São Tomé e Príncipe seja no futuro um país 100% biológico», precisou a presidente do movimento.

O certificado atribuído aos produtores de hortaliças, resulta de uma rigorosa fiscalização das suas parcelas de terra. Processo que visa comprovar a conformidade biológica de todo processo de cultivo e produção biológica.

São Tomé e Príncipe já introduziu as técnicas de produção biológica nas principais fileiras de exportação, nomeadamente cacau, café, pimenta e baunilha. Faltavam as hortaliças, normalmente são produzidas para o abastecimento do mercado nacional.

Timóteo Rodrigues, membro da equipa de fiscalização do Movimento Biológico, destacou a importância de produção de hortaliças de alta qualidade. «Só nos faltavam as hortaliças, que são muito importantes, porque brigam com a saúde pública. Sabemos que muita gente usa produtos tóxicos na produção de hortaliças, e a qualidade do produto é má. Isso é um veneno para a saúde humana», frisou.

Segundo o Movimento Biológico, a produção de hortaliças seguindo os metidos biológicos, joga papel determinante na melhoria e preservação do sistema de saúde. Por isso a determinação em promover a transição da cultura convencional de hortaliças, para a cultura biológica.

Durante a cerimónia que decorreu numa das plantações de Amparro II, foram exibidos também um conjunto de plantas de São Tomé e Príncipe que são utilizadas como fitofármacos orgânicos para combater os insectos, fungos, e outras pragas que afectam os campos de cultivo.

O Movimento Biológico de São Tomé e Príncipe, conta com o apoio técnico e financeiro da organização “Mercado Orgânico para o Desenvolvimento”. Uma organização financiada pelo reino da Holanda, e que trabalha em 4 países da região do Golfo da Guiné, com vista a incrementar a produção biológica.

O representante do Mercado Orgânico para o Desenvolvimento, ofertou ao Centro de Investigação Agronómica e Tecnológica de São Tomé e Príncipe, um conjunto de fitofarmacos orgânicos produzidos no vizinho Gana. São adubos, insecticidas e fungicidas orgânicos, que deverão ser utilizados pela horticultora biológica de São Tomé.

«Trabalhar num movimento biológico, é trabalhar em prol de uma criança sadia, em prol de um país forte e saudável», referiu o ministro da agricultura, pescas e desenvolvimento rural.

O ministro Francisco Ramos, acrescentou que «falar de produtos biológicos é dizer que vamos reduzir a importação de doenças. Vamos reduzir o consumo de produtos prejudiciais a nossa saúde, e isso vai revolucionar a nossa economia», pontuou.

O Governo reconheceu no entanto, que a transição não será fácil.

No entanto com apoio do Mercado Orgânico para o Desenvolvimento, São Tomé e Príncipe dá os primeiros passos na transição da produção de hortaliças do sistema convencional, através do uso de insecticidas e adubos químicos, para o biológico, ou seja, sem uso de qualquer produto químico.

Abel Veiga

    1 comentário

1 comentário

  1. Mepoçon

    5 de Janeiro de 2021 as 16:56

    Fiquei um pouco confuso, estamos a falar da biologia agrícola, de quê que vale a certificação? Hortaliças, qual delas que na época chuvosa que não precisa de proteção química? Falando de cacau, café, pimenta e baunilha O cacau, produção em larga escala, precisou sempre de proteção contra humidade. Pode no solo fertilizar com estrumes naturais, mas o fruto, desde floração até colheita precisa de protecção química. Já agora sr ministro, você como biólogo agrícola, ou melhor agrónomo, pode me dizer o processo para proteger o citrino (limão) de modo a que cada um na sua gleba pudesse obter no seu quintal o tão importante cultivo!!!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo