Busca de soluções que garantam a segurança alimentar e nutricional da população dos pequenos Estados Insulares de África dominam as atenções dos decisores políticos, técnicos agrícolas e das pescas, e os parceiros internacionais.
Organizado pela FAO, o fórum que decorre em São Tomé durante 3 dias vai definir acções e soluções inovadoras para que os pequenos estados insulares de África que se confrontam com problemas comuns nomeadamente os impactos das mudanças climáticas encontrem soluções adequadas para a segurança alimentar e nutricional da população.

Patrice Talla, coordenador do Programa da FAO para os pequenos estados insulares de África, disse que os Estados insulares são grandes importadores de produtos alimentares. É altura de mudar o paradigma. Aumentar a produção local de produtos alimentares.
«Esperamos ter propostas de solução nesses 3 dias. Uma das soluções é efectivamente o envolvimento do sector privado. Como envolver o sector privado nos investimentos? Como fazer crescer e diversificar a produção alimentar nas ilhas para reduzir a importação?» interrogou.
O aumento da produção local nos pequenos estados insulares de África terá impacto directo sobre o crescimento da economia. A redução da importação impulsiona a balança de pagamentos a favor dos estados insulares.
«O aumento da produção interna terá impacto tanto na economia, como na saúde da população, uma vez que muitos produtos alimentares que são importados têm impacto negativo sobre a saúde da população africana», afirmou Patrice Talla.
Para além de atrair o sector privado para investir na produção local, o Fórum pretende também estimular a população a consumir os produtos locais.
«Isso implica também uma educação nutricional da população. É preciso aumentar a produção local, e que as pessoas reaprendam a consumir os produtos locais. Pois estamos habituados a importar alimentos que não são bons para a saúde. A produção local é normalmente biológica», reforçou o coordenador do programa da FAO para os pequenos Estados insulares de África.
O incremento da economia azul é outra prioridade. Afinal de contas os pequenos estados insulares de África têm o seu maior espaço territorial no mar. O Primeiro Ministro Américo Ramos, que abriu o evento, reconheceu que o tempo urge celeridade nas acções de luta contra a insegurança alimentar.
«Constatamos com preocupação que precisamos acelerar o ritmo das nossas acções, para corresponder às expectativas dos nossos concidadãos, sobretudo os mais vulneráveis no que respeita ao direito de acesso à alimentação adequada», frisou Américo Ramos.

O Fórum que reúne São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e a Guiné-Bissau aos outros estados insulares de África como Maurícias, Seychelles e Comores busca até quinta-feira soluções de investimento para garantir a segurança alimentar e nutricional da população.
O leitor tem acesso ao discurso do Primeiro Ministro Américo Ramos na abertura do Fórum.
Abel Veiga
Carlos Milheiro
5 de Março de 2026 at 13:41
Não acredito que os governantes queiram de facto fazer melhor seja pela terra e tudo o que tem, seja pelo povo, sem acesso a condições dignas, a prova do que escrevo espelha-se na analise,sobretudo o que nada muda e a divida do País não para de aumentar