Sociedade

Começou o julgamento do assessor jurídico do PR, do seu primo e de 2 curandeiros

O caso que começou a ser julgado na quarta-feira, 07 de Abril de 2021, aconteceu na madrugada de 26 de Março do ano 2016.

Elísio Teixeira, actualmente assessor jurídico do Presidente da República Evaristo Carvalho é um dos arguidos. O homem que foi ministro da justiça no 13º governo constitucional do seu partido ADI, foi acusado pelos familiares do cidadão Manuel Sousa Pontes, de ter sido autor do disparo a queima roupa, que atingiu as pernas do referido cidadão.

O disparo da pistola de guerra, aconteceu por volta das 2 horas da madrugada do dia 26 de Março do ano 2016, e no recinto do Cemitério de Gongá, arredores da cidade de São Tomé.

Gravemente ferido Manuel Sousa Pontes, que na altura tinha 43 anos de idade perdeu muito sangue, e acabou por falecer no dia 2 de Abril do ano 2016, após alguns dias de internamento no hospital central Ayres de Menezes.

Os familiares que em Abril de 2016, protestaram diante do Ministério Público disseram ao Téla Nón na altura, que Elísio Teixeira apareceu no cemitério de Gongá acompanhado pelo seu primo Dedé da Conceição Joaquim. Este último um agente da então Polícia de Investigação Criminal(PIC). Segundo os familiares ambos dispararam contra o Manuel Sousa Pontes.

Outro aspecto interessante neste caso de tiroteio ocorrido em Março do ano 2016, tem a ver com a participação de dois curandeiros, na cena do crime no cemitério de Gongá, pelas 2 horas da manhã de 26 de Março do ano 2016.

Os dois curandeiros, alegadamente conhecidos dos arguidos Elísio Teixeira e do seu primo Dedé Conceição Joaquim, estavam em transe, e a profanar cadáveres no cemitério.

Em 2016, os familiares da vítima dos disparos, entregou ao Téla Nón uma fotografia que prova a exumação de cadáveres, e o uso para fins de feitiçaria. 

Os 4 protagonistas da cena arrepiante de feitiçaria e de tiroteio no cemitério do Gongá, foram constituídos arguidos.

A família da vítima exigiu que os autores dos disparos aguardassem julgamento em prisão preventiva, mas o ministério público achou que não era necessário.

Assim, e apesar de ter sido constituído arguido, Elísio Teixeira, actualmente assessor jurídico do Presidente da República, exerceu de 2016 até hoje várias outras funções de Estado, nomeadamente como assessor jurídico do ex-primeiro ministro Patrice Trovoada.

Na quarta feira, 7 de Abril de 2021, 5 anos depois da ocorrência do crime, Elísio Teixeira respondeu em julgamento pelo crime de tortura de que é acusado.

Da mesma forma, o seu primo Dedé da Conceição Joaquim, foi ouvido pela juíza de instrução criminal. O Téla Nón apurou no tribunal de instrução que o primo, é acusado de crimes de tortura e de posse ilegal de arma de guerra.

Os dois curandeiros, também se apresentaram à sessão de julgamento do dia 7 de Abril. Ambos são acusados da prática de crimes de profanação e ocultação de cadáveres.

A sessão de julgamento de quarta-feira, não ficou concluída. O Téla Nón apurou na secretaria do Tribunal de Instrução, que não foi possível a juíza que tem o processo, ouvir todas as testemunhas do caso.

O julgamento ficou adiado para 5 de Maio próximo. Segundo apurou o Téla Nón, o adiamento por um tempo tão extenso deveu-se sobretudo pelo facto do representante do Ministério Público no julgamento, ter manifestado indisponibilidade.

O magistrado do ministério público em causa, é António Raffel Raposo. O magistrado manifestou necessidade de se ausentar do país nos próximos dias, por razões de saúde. O seu regresso está previsto para o início do mês de Maio.

Fonte do Tribunal, explicou ao Téla Nón que em sede de julgamento, não é bom que o representante do Ministério Público seja substituído por um outro colega seu.

Daí a decisão do Tribunal de adiar o julgamento para Maio, período em que o representante do ministério público afecto ao processo, esteja novamente disponível para dar a sua contribuição na realização da justiça em nome do povo.

Abel Veiga

ATENÇÃO : Para melhor compreensão dos factos e dos acontecimentos ocorridos no ano 2016, o  Téla Nón coloca a disposição dos leitores os artigos relacionados com o caso :

Tiroteio, cena de bruxaria e morte provocaram protestos diante do Ministério Público

Familiares do cidadão que encontrou a morte após tortura e tiro vão sair a rua

MP promete levar o caso do cidadão Manuel Sousa Pontes até as últimas consequências

    9 comentários

9 comentários

  1. Sem assunto

    8 de Abril de 2021 as 18:38

    Jurista, alcoolatra e, agora, nas varras do tribunal por alegado envolvimento no assassinato. Bela combinação.

  2. WXYZ

    8 de Abril de 2021 as 18:47

    Um grande homem que foi morto desnecessariamente. Pai de família e trabalhador incansável. Justiça terá que ser feita.

  3. Matabala

    8 de Abril de 2021 as 20:21

    Finalmente vemos caso a ser julgado em tribunal. Estava a perder esperança. Mais uma das vergonhas da nossa República…tanto tempo caso com processo já formado e parado no tribunal porquê? Outra pergunta: procuradoria não tem mais procurador? Muita brincadeira desse MP. PGR não nomeia outro porquê? Sempre o mesmo sentimento de que ha muita falta de coragem nestes casos com figuras conhecida da nossa praca…Só ladrão de galinha vai para cadeia…esperemos que se faça justiça

  4. Vão para trampa

    8 de Abril de 2021 as 20:43

    Elísio Teixeira filho de meio de Patrice Emery Trovoada pode ficar descansado que sairá ilibado das acusações que lhe são imputadas, homem tem costas bem largas tem um ministério público inundado de homens e mulheres do ADI e um Tribunal que quase 80% dos juízes são do ADI. LOGO Elísio fique descansado.

    • Justiceiro

      9 de Abril de 2021 as 10:25

      Se ele não for condenado a pelo menos 6 meses a um ano de prisão em regime fechado, matamos ele aqui fora para mandar um recado claro a justiça falha santomense. Não haverá misericórdia com assassinos.

  5. Perigo

    8 de Abril de 2021 as 22:47

    Custou mas foi. Recordo me deste caso. Até pensei que esse processo estava esquecido.
    Gostaria de perguntar o seguinte,
    Como é que um homem com 4 mulheres vai de madrugada em frente ao cemitério e desata aos tiroteios? Só podia dar nisso
    Esse país precisa de pessoas sérias e não de psicopatas.

  6. Malandros

    9 de Abril de 2021 as 9:24

    Não sei explicar como é que um jovem formado pode estar envolvido em coisas tão diabólicas.
    E o pior é que mataram um honesto pai de família.
    Cadeia com todos eles.

    • Vanplega

      9 de Abril de 2021 as 22:13

      Ele è tornado aonde?

      Sò se comprou o diploma

  7. Matrusso

    10 de Abril de 2021 as 1:16

    Os criminosos do adi continuam a ser protegidos na presidencia, procuradoria e ministerio publico.
    É preciso uma limpeza nesses órgâos de estado, a balança continua muito inclinada.

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