Sociedade

Cantagalo beneficiará da criação do búzio vermelho em cativeiro

A informação foi avançada pela equipa de gestão do Projecto Energia na Comunidade de Bernardo Faro.

Uma equipa chefiada pelo director-geral do projecto, Engenheiro João Bastos, e a UGP deslocou-se hoje ao distrito de Cantagalo com o objectivo de monitorar e sensibilizar os beneficiários deste Projecto para a réplica dos produtos florestais não lenhosos executado com sucesso no distrito de Lembá.

Fizeram parte da delegação, a ONG Alisei, parceira de implementação do projecto, e um representante da empresa Muála, que presta serviços de assessoria ao Projecto.

Foram seleccionadas as comunidades de Bernardo Faro, Anselmo Andrade e Mato Cana para a implementação do mesmo. Os Produtos Florestais Não Lenhosos (PFNL) são todos aqueles que podem ser extraídos da floresta, que não seja a madeira. Esses produtos são utilizados para diversos fins pela população que convive com as florestas e também nos espaços urbanos – embora em menor intensidade.

Eles constituem a principal fonte de renda e alimento de milhares de famílias que vivem da extracção florestal e que são dependentes dos mesmos. Numa primeira fase, o Projecto foi implementado no distrito de Lembá, nomeadamente na Roça Lembá, Ponta Furada e Generosa, e, obteve por parte das famílias beneficiárias grande apropriação e motivação.

A acção pretende valorizar os recursos agro-florestais nas comunidades na zona tampão do Parque Natural de Obô de São Tomé (PNOST), para obter benefícios económicos por meio da comercialização e processamento dos produtos florestais não lenhosos.

O Projecto apoiará de forma sustentável as fileiras de produtos florestais não lenhosos (PFNL), nomeadamente: bananas, matabala, fruta-pão, jaca, safú, “búzio terrestre vermelho” (Archachatinamarginata) e mel, contribuindo para criar oportunidades de emprego e garantir a produção de alimentos locais em quantidade e qualidade suficientes, de forma regular, para abastecer os mercados locais e permitir a transformação dos excessos de produção.

A extracção consciente é importante porque mantém a floresta praticamente sem alterações, pois não envolve a morte dos seus componentes, promovendo a manutenção não só de sua estrutura e funções ecológicas, como também a integralidade da sua biodiversidade. As actividades do Projecto Energia nesta área, tem possibilitado a criação de oportunidades de emprego e garantia da produção local.

Vale ressaltar que através deste projecto as famílias beneficiárias estão a criar pela primeira vez em São Tomé e Príncipe, o búzio vermelho em cativeiro e de forma saudável, pois o mesmo alimenta-se de frutas e algumas ervas. Este método de criação trouxe vários benefícios às famílias que, além de outros trabalhos diários, já não precisam ir busca-los longe de casa.

Fonte: Assessoria do Projecto Energia

    2 comentários

2 comentários

  1. Vanplega

    19 de Junho de 2021 as 19:34

    A misèria que os politicos, impuseram a sociedade Santomenses, faz muita coisa.

    Os anos de vida que tenho hoje, nunca tinha visto, Santomenses comer este animal. Quem is comia era porcos ou eram mortos por viaturas.
    Hoje este Bùzio Vermelho, virou chà de cortar febre.
    Coisa que anda no mato a comer……….

    Qual è o estudo feito que mostrar os beneficios para Saùde humana?

    1 deixam roubar, depois coloca as trancas na porta.
    Sou Santomense, foro giquiti

  2. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    21 de Junho de 2021 as 7:06

    E depois esta espécie até onde eu sei, alterou muito a nossa floresta pois ela destrói muitas outras espécies e plantas.

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