Sociedade

Avaria no motor de avião provocou pânico, desmaios e solidariedade

O voo da companhia de bandeira nacional, a STP-Airways, do último sábado com destino à Lisboa, não conseguiu atingir a velocidade cruzeiro.

Mesmo no momento da descolagem aconteceu algo estranho. Uma passageira disse à imprensa que ela escutou «um barulho…Bum… e o avião perdeu força…».

O piloto Carlos Fernandes, comandante da tripulação do avião, também confirmou que a avaria, ocorrida logo após a descolagem exigiu a realização de várias manobras, para garantir a aterragem de emergência e segura no aeroporto internacional de São Tomé.

«Deve ter sido um problema do motor, é uma avaria técnica. Tivemos que gastar combustível. Estivemos aqui a espera, gastamos combustível e quando tivemos condições para aterrar regressamos…», explicou o comandante.

As várias voltas que o avião Boeing 767-300 ER deu no espaço aéreo nacional geraram o pânico em terra.

Bombeiros foram mobilizados para o aeroporto. Militares foram convocados. O sistema de alerta contra catástrofes foi accionado.

O Presidente da República, Carlos Vila Nova, chegou ao aeroporto internacional, numa viatura particular conduzida pelo seu assessor de protocolo, Arlindo Santos.

O Téla Nón apurou que uma das filhas do Presidente da República estava no voo, que tinha descolado de São Tomé.

O Presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, também estava no aeroporto, pois a sua esposa também estava a bordo do Boeing 767-300ER.

Num ápice de tempo, assistiu-se um momento de solidariedade fraterna entre os actores políticos. Começou a chover, e o Presidente da República Carlos Vila Nova não tinha um guarda chupa. O Presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves albergou o Presidente da República debaixo do seu guarda-chuva.

Um momento de pânico, que fez esquecer as medidas de distanciamento social. O Presidente da República e o Presidente da Assembleia Nacional, colados debaixo do mesmo guarda-chuva. Um momento de protecção mútua, com os olhos postos no céu, em busca da Boeing 767-300 ER.

Terra de nome Santo, algumas horas depois de dar tantas voltas no espaço aéreo, São Tomé, viu o Boeing 767-300ER, a se aproximar da pista de aterragem. Uma aterragem segura, leve-leve. Todos os 230 passageiros pisaram terra firme. Alguns desmaiaram e foram assistidos pela equipa médica que tinha sido destacada no aeroporto internacional.

Segundo Carlos Fernandes, comandante da aeronave, a avaria será tratada, e os passageiros deverão seguir viagem neste domingo.

Abel Veiga

    7 comentários

7 comentários

  1. paixão da aviação

    10 de Outubro de 2021 as 16:18

    Meus caros amigos temos que ir a busca de mais informações
    O avião não cai por causa de um motor que não está funcionando
    Mesmo ainda que os dois motores parassem…

  2. Rapaz de reboque

    10 de Outubro de 2021 as 19:28

    So falam em alguns passageiros por pertencerem a familiares do presidente da República e da assembleia e os outros que seguiam no aparelho nao tinham familiares em pânico?

  3. Corona Ta Pipocar

    11 de Outubro de 2021 as 8:40

    Leiam só estas passagens da noticia

    “….o Presidente da República Carlos Vila Nova não tinha um guarda chupa…..
    O Presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves albergou o Presidente da República debaixo do seu guarda-chuva.”

    Eu não sabia que o PR tinha um guarda chupas.

    Até parece cena de novela….só faltou beijo.

    Moral da história somos todos iguais, somos humanos e não vale a pena andarmos em guerras

  4. FCL

    11 de Outubro de 2021 as 8:43

    Agora entendo porque é que que búzio em Portugal está 5,99 euros cada quilo, uma cabeça de fruta pão 10 euros

  5. Pascoal+Carvalho

    11 de Outubro de 2021 as 11:48

    enfim, tudo está bem quando acaba bem.

  6. Pedro António Costa

    11 de Outubro de 2021 as 12:11

    Tanto espetaculos devido a ignorância. Com um motor o avião viaja até ao aeroporto mais proximo. Ele sim deveria regressar e aterrar sem dar toda esta volta para queimar combustivel, se os nosso “dirigentes” pensassem atempadamente na extensão da Pista.
    Foi bom os espetáculos de elogios e homenagens do PR e PM, que no meu entender devia ser uma só , ou seja o Governo mandatado pelo PR, em falar em nome do Estado santomense, e não cada um a puxar a brasa para a sua sardinha.

    Temos sim é apostar nas infraestruturas e equipamentos adequados. Isto sim seria a melhor homenagem ao povo de STP.

  7. Zagaia

    12 de Outubro de 2021 as 9:43

    Sr.presidente da República, Sr. Eng.Vila Nova:
    O Sr. Presidente, sabe que nenhum ser humano deseja morrer, certo?
    Por mais controles e manutenções que haja, os recursos humanos que o executam, também falham.
    Mas esses recursos humanos, são formados e treinados para essas situações de perigosidade.
    Se os quisesse condecorar (os pilotos), que o fizesse numa outra altura(tempo) e eles(pilotos),nem lhe deram valor por esse acto.
    Porque no enteder deles(pilotos), é visto como uma obrigação e verificou se pelo discurso deles(pilotos).
    “Sr.Presidente, nós fomos treinados para essas situações em simuladores “.

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