Os controladores do tráfego aéreo de São Tomé e Príncipe anunciaram uma greve que terminou antes de começar. E terminou muito mal. A polícia de intervenção rápida interveio, para impedir o fecho do espaço aéreo nacional.
Tudo aconteceu na manhã de sexta-feira, 21 de novembro de 2025. Os controladores do espaço aéreo concentraram-se na torre de controlo do aeroporto internacional.

Desentendimento entre os que aderiram à paralisação, e os que queriam trabalhar fez furar a greve. A Direcção da empresa que administra o aeroporto internacional, a ENASA, diz que decidiu tomar medidas para descongestionar a Torre de Controlo.
«Eles não podem ocupar a torre de controlo. Assim sendo como um espaço pequeno que é, e para não perturbar os controladores que queriam trabalhar, tivemos a necessidade de tomar medidas, apelando a Polícia de intervenção rápida que foi confrontada com a resistência de alguns elementos», afirmou António Trindade, director da ENASA.
Segundo António Trindade, a resistência e desacato à autoridade por parte de alguns elementos levou a polícia de intervenção rápida (PIR) a mostrar os músculos.
«Eles sabem que quando se desacata a autoridade, há uma acção mais musculada. Mas não houve violência, não se agrediu ninguém», acrescentou o director da ENASA.



A PIR libertou a Torre de Controlo, e os controladores que não aderiram à greve assumiram o controlo do espaço aéreo nacional.
«Nem todos os elementos da classe aderiram à greve, daí que temos o aeroporto a trabalhar em pleno, com a operação a 100%», confirmou António Trindade.
Os voos inter-ilhas e internacionais foram realizados normalmente, e a circulação de aeronaves no espaço aéreo nacional assegurada a 100%.
Mas, a direção da ENASA classifica o que aconteceu na última sexta-feira, como algo nunca visto na ENASA.
«Os controladores do espaço aéreo extravasaram as suas competências. Apoderaram-se do património da ENASA, avisaram os países vizinhos com os quais São Tomé e Príncipe partilha um espaço de informação de voo, de forma que esses países fizessem desviar todo o tráfego que passa pelo nosso espaço aéreo. Isso briga com a soberania nacional. Quiseram fechar o nosso espaço aéreo, isso é inconcebível», reclamou.


António Trindade denunciou também as ameaças que foram feitas contra os profissionais que não aderiram à paralisação.
«Tivemos um controlador que não aderiu à greve, e eles pegaram numa cadeira para agredi-lo. Tivemos de o levar ao hospital porque a tensão arterial subiu. São coisas que não fazem parte da lei da greve», pontuou.
A Polícia Judiciária também se deslocou ao aeroporto internacional para investigar alegados crimes cometidos durante as escaramuças.
Enquanto decorrem as investigações, o tráfego aéreo no país mantém-se estável.
Abel Veiga
Pascoal Carvalho
25 de Novembro de 2025 at 12:23
Tudo desnecessário, mas pronto.
Célio Afonso
25 de Novembro de 2025 at 13:44
O país está muito mal.
Ninguém respeita ninguém!
Veja o estado a que chegámos!
Polvo
25 de Novembro de 2025 at 19:09
Necessidade de responsabilidade/responsabilização, justica.
Jamais confundir liberdade, direitos com abusos, excesso, malcriadez, libertinagem, arbitrariedades, no estado de direitos, deveres, garantias dos cidadãos,(a tua liberdade termina, onde começa a dos outros, os teus doreitos termina onde começa os dos outros cidadãos iguais a ti, também tens deveres), deve haver ordem, justiça e progresso, deve haver sustentabilidade.