Sociedade

Criada ponte que liga as populações do sul à formaçao profissional e ao emprego

Identificada pelas instituições do Estado santomense, como sendo uma das regiões do país onde o índice da pobreza é mais alto, o distrito de Caué, que preenche toda a região sul da ilha de São Tomé, vai beneficiar de oportunidades de formação profissional a nível local.

As populações das comunidades mais isoladas da região sul do país, nomeadamente Porto Alegre, Vila Malanza, Ponta Baleia e Ilhéu das Rolas, são os principais beneficiários do novo projecto de formação profissional e promoção do emprego.

Virgínia Gabriel, voluntária da ONG Leigos para o Desenvolvimento que trabalha directamente com as comunidades, mais desfavorecidas da região sul do país, explicou para o Téla Nón o  alcance do novo projecto.

«No âmbito da melhoria na resposta oferecida de competências técnicas a jovens e membros das comunidades de Porto Alegre, Vila Malanza, Ponta Baleia e Ilhéu das Rolas, foi assinado no dia 24 de novembro(quarta – feira), o Protocolo de Parceria entre o Centro de Formação Profissional de São Tomé e Príncipe, o Centro de Recursos Educativos e Formativos de Porto Alegre (CREF) e a ONGD Leigos para o Desenvolvimento», relatou Virgínia Gabriel.

O protocolo de parceria que une 3 entidades que operam no sector social foi assinado na Roça Porto Alegre, mais concretamente nas instalações do Centro de Recursos Educativos e Formativos.

«A parceria no âmbito deste protocolo, pretende a rentabilização de recursos disponíveis em ambas as instituições e uma melhor adequação da formação realizada às reais necessidades de Porto Alegre e uma melhor articulação entre formação e emprego», acrescentou a Virgínia Gabriel.

o acordo de parceria criou uma ponte que leva formação profissional e oportunidades de emprego, para populações isoladas, e que se debatem com o fardo da pobreza. Formação profissional é uma das ferramentas que a população do sul precisa, para vencer a pobreza.

«Foi durante vários meses de diálogo que se procurou sempre com grande entusiasmo entre as partes envolvidas, definir os diferentes compromissos e responsabilidades, desenhando assim esta ponte que liga o Sul do país à oportunidade do acesso à formação profissional», pontuou a voluntária da ONG Leigos para o Desenvolvimento.

O Centro de Recursos Educativos e Formativos de Porto Alegre (CREF), tem como fins o desenvolvimento da comunidade de Porto Alegre e das comunidades envolventes – Vila Malanza, Ponta Baleia e Ilhéu das Rolas.
Desde 2018 que estabeleceu a sua sede na roça Porto Alegre, e procura envolver a população do sul nas diferentes áreas formativas e educativas.

Com esta missão o Centro de Recursos Educativos e Formativos pugna por estimular condições de empregabilidade e potenciar a oportunidade turística, proporcionando a oferta de formação profissional, de serviços e de ações de desenvolvimento de competências nas crianças, jovens e adultos.

O protocolo de parceria assinado pelas 3 entidades, contou com a presença do Director Executivo do Centro de Formação Profissional de São Tomé e Príncipe, Carlos Fernandes e da sua equipa, o Coordenador Geral do Centro de Recursos Educativos e Formativos de Porto Alegre, professor Vicente Boa Morte assim como alguns membros das equipas de direção e operações do centro, e a voluntária no terreno que acompanha o projeto do CREF em representação da ONGD – Leigos para o Desenvolvimento.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Dá para rir

    30 de Novembro de 2021 as 19:51

    O que vocês sabem mais, é dar formações. Isto é para alimentar o bla bla bla e fazerem aparecer nas mídias. Sobre o emprego ninguém fala e nem existe alguma perspectiva no investimento para a criação de postos de emprego. Um país mergulhado no carnaval político e corrupção. Assim,no fim do mandato do JBJ ele já vai ter um discurso bonito porque deu muitas formações. É todo o dinheiro dos projetos, depois colocam duas cabeças de europeus como formadores para tapar as brasas com as cinzas e fim de não dar a entender que não há corrupção. Tudo fachada. Nada muda neste país. Esses coitados depois destas formações, voltarão a suas pobrezas porque não viram nada no que pegar. Não sabem cativar investimentos estrangeiros para beneficiar o povo.
    Um bando de desonestos e vigaristas.
    Vão mais é plantar baratas e deixem de tretas.
    Preguiçosos e corruptos.

  2. Ralph

    1 de Dezembro de 2021 as 5:02

    Esta é uma boa ideia, pois mais formação pode sempre ajudar gente a adequar-se para estar empregado. Porém, a iniciativa funcionará apenas se as formações pretendidas fossem relevantes aos tipos de trabalho disponíveis e se houvesse empregos disponíveis para serem preenchidos. Tem-se de haver um equilíbrio entre a procura e a oferta para tudo dar razão.

  3. Bôbu

    1 de Dezembro de 2021 as 8:45

    Mais palhaçadas…Entretendo as crianças com sambapito (chupa chupas).

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