Mais de metade da população santomense vive no limiar da pobreza. Em 2017, o Inquérito ao Orçamento Familiar apontava para uma taxa de 55,5%. A realidade, porém, pode ser ainda mais dura do que os números sugerem.
“Se formos mais ao fundo, estaremos a falar de 21% da população em situação de pobreza extrema. E, se descermos mais ainda, encontramos cerca de 10% — aproximadamente 20 mil pessoas ou famílias — a viver em condições graves de pobreza”, afirmou Gueite Almeida, Presidente do Instituto Nacional de Estatística.
Nove anos depois, o Instituto regressa ao terreno para atualizar este retrato social. Durante dois meses, mais de uma centena de inquiridores estarão distribuídos por todo o território, recolhendo informação sobre despesas em educação, saúde, alimentação, transportes e outros setores essenciais.
“Queremos compreender com rigor como vivem os santomenses e quais são hoje os principais desafios económicos”, explicou Kelton Trindade, inquiridor presente no arranque do levantamento na localidade de Praia Lochinga.

A realidade das famílias é marcada por dificuldades. “Há momentos em que uma simples consulta médica pode custar mil dobras, sem contar com medicamentos e análises. Muitas vezes o médico pede para regressar em pouco tempo. É complicado com salários que não se ajustam à sobrevivência”, relatou Catarina Afonso, durante a inquirição.
Segundo Gueite Almeida, os resultados irão servir de base para políticas públicas mais ajustadas: “A partir dessas informações, o Governo, os decisores e os parceiros poderão traçar políticas sociais e de desenvolvimento que respondam às populações em situação de pobreza.”
Os resultados do inquérito deverão ser conhecidos até ao final do ano.
José Bouças
Dr.Joaquim José da Costa.
26 de Março de 2026 at 16:34
Bom ha, pobreza no país e isso esperava-se porque sempre foi assim e com a ajuda do nosso presidente ficou ainda pior.
Mas eu pergunto, onde está o governo e o que tem feito governo para ajudar estas 20 mil pessoas em situações péssimas.
Posso explicar como ajudar que é simples.
Em vez de comprarem carros de alta qualidade e construirem casas que levarão consigo após partirem deste mundo para o inferno.
Se vocês não sabem como governar pedem ajuda gratuita e posso dar uma explicação simples de como poder fazer isso, mas depois devem feirar os bolsos um pouco e deixarem de roubar.
Conglogi
26 de Março de 2026 at 20:29
Num território pequeno, de dupla insularidade, sem infraestruturas, instituições fracas a começar pela instituição família(do que se passa e pesa nela, tem terá sempre reflexo nas outras instituições nacionais, a fome, a miséria, a pobreza mental e material, logo roubo para matara a fome e salvaguardar os seus ao longo dos tempos),
População cerca 280 mil pessoas, fragmentada etimologicamente, nas suas origens e composição(povos vindos de varias origens com culturas diferentes, divididos em castas, “móncós, fôrros, tongas, angulares”(dividir para reinar), pelo processo de colonização/submissão, durante 500 anos, reflexo do desentendimento e falta de norte e liderança de que sempre dispomos).
Com uma Constituição da Republica imposta do exterior para se governarem, como todos outros países de Africa, pós colonial
Como ultrapassar esta dura realidade?
Justiça, Liderança, Transparência, Humildade, Segurança, Proteção, Sustentabilidade
Numa sociedade, assim a instituição família, os cidadãos deveriam,/devem ser tratados de forma igual perante a justiça, perante as oportunidades e criação infraestruturas, a acesso aos bens e serviços, para que haja ou houvesse evolução, desenvolvimento, bem estar pese embora o esforço de má administração cronologicamente , ainda sem reflexo real nas vidas das pessoas e cidadãos
Fernando Araujo
27 de Março de 2026 at 23:06
Impressionante! Todos os males deste país estão sempre relacionados com a colonização.
Frodziaco
28 de Março de 2026 at 12:07
A má governação, gera problemas de precariedade.
Nós Santomenses, deveríamos estar bem em relação à agricultura de o bom solo produtivo, uma infra-estrutura bem melhorada com muita precaução pelo facto de estarmos no meio do oceano, a educação deveria estar no topo juntamente com a saúde.
O passo de “leve -leve”, é bom mas cansativo, queremos desafios, mão na massa, muita leitura.
O governo e os dirigentes, são maus que até se uma família com muito pouco recusa ligar uma TV 📺, vai continuar a ver programas que em casa de muitas famílias com recursos não vêem nem os seus filhos.
Fazem de tudo para deixar todos na tamanha ignorância.
Não têm nada que incentiv a população jovem em ler 📖 e ter grandes sonhos para realizá-los, tanto que hoje em dia, até crianças não sentem prazer a estudar.
Temos uma ilha linda e maravilhosa, a nossa população é boa gente, mas precisamos de acordar e lutar, exigir para mais e melhor.
Sem matar, roubar, desejar mal..
Temos de ter uma visão visionária e intelectuo, transmitindo assim também a todos e os mais novos( novas gerações), caso contrário, tudo será perdido, porque o mundo lá fora, vem com ganância, vícios de drogas, cigarros e tudo..
Então, governo são-tomense, vocês viajam para trazer novas visões, desafios e conhecimentos de projetos para emplementar no país, então, façam como deve ser.
Chega de estar sempre a pedir esmolas (comer tudo) e nunca saber fazer e criar coisas como deve ser para o País.
Bem haja.