Cerca de 500 beneficiários do Programa Família Vulnerável em São Tomé e Príncipe poderão vir a receber apoio para a criação do próprio emprego. O montante atribuído será definido em função do projeto apresentado, com um limite máximo de 900 dólares.
Irene Afonso, mãe de cinco filhos, integra há cinco anos o grupo das cinco mil famílias vulneráveis que beneficiam de apoio financeiro do Estado. Com 1.300 Dobras, cerca de 53 euros, que recebe de dois em dois meses através do programa, decidiu investir num pequeno negócio ambulante de venda de petiscos.
“Vendo búzios do mar e da terra, pala-pala, patas de galinha, moela, polvo e também izaquente de açúcar“, contou Irene.
Graças ao lucro obtido, já consegue garantir a educação dos filhos e, apesar de ainda em construção, possui hoje a sua própria casa. “Com esse dinheiro, consegui fazer a minha casa e consigo sustentar a minha família”, assegurou.
Tal como Irene, muitas beneficiárias têm apostado em pequenos negócios que ajudam a enfrentar as dificuldades do quotidiano. Para transformar estas famílias em empreendedoras de sucesso, o Governo lançou medidas de apoio à criação do próprio emprego.
“São 500 atuais beneficiários do programa família que poderão beneficiar dessa componente de apoio à criação do próprio emprego, com valores entre 600 e 900 dólares, em função do plano de negócios que cada um irá elaborar durante a sua formação“, anunciou Núria de Ceita, diretora de Proteção Social, Solidariedade e Família.
O êxito das beneficiárias abre caminho para que outras famílias venham a integrar o programa, desenvolvido com o apoio do Banco Mundial, num país onde as estatísticas revelam que cerca de 60% da população vive em situação de pobreza.
José Bouças