Opinião

Leite e a Saúde

As perguntas que surgem logo são o que tem o leite e qual o seu impacto na saúde?

O leite das vacas “modernas” é bem diferente do que se consumia há 100 anos atrás.

O leite que bebemos hoje é produzido a partir de prenhezes, ou seja, vacas grávidas e que continuam a amamentar durante a última metade da gravidez, nesta fase a concentração de hormonas sexuais, como estrogénio e progesterona é elevadíssima.

O consumo deste leite leva, posteriormente ao aumento de estrogénio, aumento de colesterol e produção de radicais livres que têm efeitos adversos sobre o desenvolvimento de cancros hormono-dependentes.

Vários estudos comprovam que o leite e os seus derivados estão associados a vários tipos de cancro, como o da mama, do ovário e da próstata.

Outra questão, que surge, é o cálcio do leite. Sempre ouvimos que o leite é a maior fonte de cálcio, para fortalecimento dos nossos ossos.

Para responder a esta questão basta paramos um pouco e perguntarmo-nos, porque é que nos países mais desenvolvidos, onde se bebe mais leite, existem mais pessoas com problemas ósseos, como por exemplo, a osteoporose?

Esta reflexão dá-nos a verdade sobre o leite e o cálcio.

Como o consumo de proteína animal (como o leite) acidifica organismo, e a forma de neutralizar o acido em excesso é através da libertação de antiácido, ou seja, o cálcio dos ossos. Os ossos enfraquecem e tornam-se propensos as fraturas, como acontece muito em idosos.

O vício pelo leite, e os seus derivados como o queijo, deve-se à caseína que representa 80% da proteína do leite. Esta liga-se ao cérebro, nos mesmos recetores que a heroína, através da casomorfina de igual efeito narcótico.

A percentagem de caseína no leite humano e leite de vacas, são 2,7g e 26g, respetivamente.

No final, é a sua escolha!

 

Por isso decida bem!

Sidney Neto

Personal Trainer

www.sidneyneto.pt

Referência:

The China Study – T. Colin Campbell, Ph.D

Dr. Caldwell Esselstyn, M.D. da Cardiovascular Prevention Program, Cleveland Clinic Wellness Institute

Ganmaa Davaasambuu, Ph.D., M.D. da Harvard T.H. Chan School of Public Health and Brigham and Women’s Hospital

 

JAMA Pedriatics

    4 comentários

4 comentários

  1. WXYZ

    31 de Julho de 2018 as 17:23

    O Homem (Homosapiens) ee unico mamifero que consome leite na fase adulta. Se reparam os outros mamiferos so precisam de leite quando sao bebes. A forma de producao intensiva do leite tem trazido muitas consequencias nefastas pa nossa saude.

  2. Ralph

    1 de Agosto de 2018 as 6:25

    Dizem que é perigoso consumir demasiado de qualquer substância, quer leite quer carne quer qualquer outra comida ou bebida. É demasiado simples promover a absistência de qualquer produto em particular porque ter uma dieta balançada tende a ser o melhor por toda a gente.

  3. Joaquim Silva

    9 de Agosto de 2018 as 9:14

    Se a Direção-Geral de Saúde (DGS) coloca o leite no topo dos alimentos necessários para uma alimentação saudável. O elevado valor nutricional, o cálcio, a vitamina B12, o fósforo e o iodo, bem como as restantes vitaminas e minerais, fazem com que a DGS recomende a sua ingestão diária. Neste pressuposto, infelizmente, há uma tendência nos últimos tempos, uma moda, entre algumas correntes de profissionais de saúde, em desvalorizar o consumo de leite. Contudo, apareceram no mercado produtos que se apresentam como substitutos do leite, mas que não o são, porque o leite é insubstituível. Ora, perante tais factos como decidir? Há uma relação estreita entre os fabricantes e os organismos de saúde pública?

  4. Sidney Neto

    17 de Agosto de 2018 as 22:23

    Muito obrigado pelo os vossos comentários/opniões/visões, só torna o artigo mais enriquecido.
    O/A sr./sra. WXYZ conseguiu em poucas palavras resumir o meu artigo, nada á acrescentar.
    Sr. Ralph, concordo consigo que o excesso nunca dá bom resultado mas se, a pessoa sabe que algo faz mal, o melhor é dar um stop e não continuar com pequenas doses, porque como sabemos mesmo as pequenas doses, somam-se durante anos e o tempo mostra os seus efeitos colaterais, como certas doenças, algumas referidas no artigo, no caso do leite e os seus derivados. Outra coisa, a moderação é algo que a maioria do ser humano não consegue perceber.
    Senhor Joaquim Silva, percebo que para muitas pessoas é complicado saber o que realmente é saudável e não é saudável, porque somos bombardeados com muitos produtos alimentícios, e como você diz e muito bem, é uma moda. Como todos nós sabemos, isto tudo, envolve bilhões e tem sim uma grande ligação entre fabricantes dos alimentos e as organizações que supostamente deveriam ser de saúde pública mas o dinheiro fala mais alto, basta uma pequena pesquisa na net, encontramos centenas de provas. Vejo a sua “precupação” e de muitos com os valores nutricionais do leite, como sendo unico alimento a fonte de certas vitaminas e minerais, percebo porque fomos e somos formatados que unica fonte de cálcio é o leite.
    Mas a laranja, quiabo, bróculos, espinhafres, amendoa tambem têm cálcio.
    Se a dose diária recomendada (DDR) de cálcio ronda nos 700 – 1000 mg, um laranja e 100 gr de espinafres têm mais ou menos 110 mg, se comer 3 laranjas e 200 gramas de espinafres, bróculos e outras coisas que se come no dia-a-dia fontes de cálcio, já temos a DDR.

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