Opinião

Propostas para melhorar a Governação em STP nos próximos tempos

Os sucessivos governos deram o seu melhor (uns mais do que os outros) para o processo de desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. No entanto, a avaliar pela realidade dos dias de hoje, percebemos que temos um longo caminho a percorrer.

O XVII Governo Constitucional (atual) tem mostrado vontade de fazer e de afastar o país da lista do subdesenvolvimento, mas depara com tremendas dificuldades, nomeadamente: deficiente capacidade de comunicação; deficiente capacidade para mobilização de recursos financeiros e de atração de investimento e ausência de estratégia pública para estimular a economia doméstica.

Temos fé de que tudo tem sido feito para que os Santomenses possam conhecer dias melhores. No entanto, estamos cientes dos constrangimentos de vária ordem com que se depara o executivo, sobretudo de ponto de vista económico-financeiro, tendo em conta que o país tem uma produtividade anémica e que o Orçamento Geral do Estado (OGE) é suportado pelos parceiros internacionais.

Somos de opinião que o atual cenário da pandemia de covid-19 cria uma oportunidade para reduzir este quadro de dependência.
Com o envolvimento de todos os Santomenses residentes e da diáspora havemos de vencer este momento. Ao governo cumpre definir medidas e gerir bem o que é público de forma transparente, e à sociedade civil cabe fiscalizar ação governativa e dar o seu contributo. A sociedade civil também tem responsabilidade no processo de desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.

É neste sentido que nós, enquanto cidadãos de São Tomé e Príncipe de pleno direito entendemos produzir este documento para expor aos atores de desenvolvimento (governo, sector privado, sociedade civil e parceiros internacionais) de forma clara e aberta o que entendemos dever ser melhorado na governação, enaltecer os seus pontos fortes que, devem portanto manter-se e até ser reforçados, e finalmente apresentar algumas propostas para melhoria da governação.

Alertamos desde já, que este documento tem o seu foco no momento atual (covid-19) e pós pandemia. Nós entendemos que as preocupações com o combate à atual pandemia não nos podem desviar da necessária análise do atual momento económico e dos desafios que se adivinham num futuro próximo.

O dilema que é vivido hoje em todo o mundo, ou seja a necessidade de evitar a propagação do covid-19 e a necessidade de não deixar morrer a economia, obriga a que países como São Tomé e Príncipe, encarem desafios nunca antes vividos e que por isso é legitimo se convoquem todos aqueles que podem dar o seu contributo, Estes são tempos em que, mais que nunca, todos fazem falta e todos contam.
Não temos a vontade de afirmar que as nossas ideias são indiscutíveis, mas são as que acreditamos serem úteis para paulatinamente melhorar o desempenho dos actores de desenvolvimentos destas duas ilhas no meio do mundo.

Solicitamos que leiam e analisem este documento como um contributo de dois cidadãos preocupados com o país e que por esta via entenderam dar a sua contribuição.

PONTOS A SEREM MELHORADOS URGENTEMENTE NOS PRÓXIMOS TEMPOS

Desde a independência, em 1975, que os consecutivos governos procuraram e procuram as melhores soluções (muitas vezes falhadas) para superarem os múltiplos problemas económicos e sociais com que se confrontam. As políticas públicas projetadas e executadas, na prática não surtiram efeitos desejados, porque as mesmas políticas são caracterizadas pela forte presença do Estado na economia e no “comando” do destino da coletividade, claramente penosa para a maioria dos santomenses, que vivem em situação de pobreza.

Este novo evento da pandemia, trará novos desafios a um sector público ineficiente, sem recursos e que tem agora a árdua tarefa de mitigar os efeitos da pandemia na qualidade de vida dos Santomenses já extremamente debilitada.

Pretendemos com os pontos que a seguir identificamos, alertar o governo para os erros, que a nosso ver se estão a cometer e de forma franca, honesta e em voz alta (através do documento público) dar o nosso contributo para os corrigir:

Comunicação: Este é um factor importante e que este governo precisa de melhorar. Em tempos de crise, como a que vivemos, é ainda mais importante que quem governa seja capaz de ter um discurso claro e entendível pelos que os elegeram. Nunca a unidade entre governantes e o seu povo foi tão decisivo para ultrapassar o que aí vem. A comunicação tem de ser por isso um fator de unidade, transparente e eficaz.

Deve por isso focar-se no que é capaz de unir os Santomenses, relevando para segundo plano o que os pode dividir e principalmente mostrar o caminho que, quem governa, decidiu seguir. Só assim é possível apelar a que todos contribuam, com o seu esforço, para o objetivo comum que é melhorar o bem-estar do povo Santomense.

Investimento: Nunca como hoje São Tomé e Príncipe necessita de uma verdadeira politica estruturada para atrair o investimento de que o país precisa. Ao governo compete criar o ambiente favorável para captar o investimento externo mas também o investimento interno e da diáspora. Esta pandemia é um enorme desafio para a economia mundial mas pode ser também uma enorme oportunidade para países periféricos captarem a atenção dos investidores, desde que estes tomem as decisões certas.

Cabe por isso ao governo apontar os pilares de desenvolvimento do país e fazê-lo procurando o mais alargado consenso da sociedade Santomense, dando assim garantia aos investidores de que se trata de uma estratégia de médio e de longo prazo. Os grandes investidores mundiais estão hoje numa encruzilhada e mais do que nunca, necessitam diversificar os seus investimentos e São Tomé e Príncipe pode disso tirar proveito.

Para tal tem de ter a capacidade de anunciar de forma clara, quais as áreas que pretende ver desenvolvidas e para as quais dá garantias de estabilidade no médio e longo prazo. Tal só é possível com um grande consenso nacional que vá para além da simples aritmética partidária.

Diálogo/relação: O alargado consenso nacional para o qual já alertamos implica um enorme esforço de todas as forças vivas do país, mas cabe ao governo dar o primeiro passo e o exemplo. O governo tem de ser capaz de criar as “pontes” de diálogo com os empresários, suas organizações e ter a humildade necessária para acatar os seus anseios.

Tem ainda de canalizar os seus parcos recursos económicos e financeiros para dar as respostas possíveis a esses anseios, demonstrando que tudo está a fazer para os ajudar. O ambiente de confiança que esta atitude representa estimulará a comunidade empresarial a arriscar e a vencer as desconfianças do passado.

Burocracia: Os tempos que se avizinham exigem um estado amigo do investimento e por isso é necessário que o governo adote as medidas necessárias, para facilitar a vida aos empresários que queiram investir no país, quer eles sejam nacionais ou estrangeiros. É necessário por isso que, se reforme rapidamente a máquina do estado derrubando os principais entraves burocráticos. Mais do que nunca o país exige um “simplex” administrativo.

Autoridade do Estado: Ausência total de “Autoridade de Estado”, é um aspeto que é reconhecido por todos. Neste sentido, o país precisa de ordem e em simultâneo, que os executivos (local e central) concebam estratégias e as condições para que a ordem seja respeitada. O Estado não pode abdicar do seu poder de “ius imperium”.

Saúde: O sistema de saúde do país é reconhecidamente frágil e não dá garantias de segurança ao povo Santomense e muito menos em tempos de pandemia como a que ora vivemos. É difícil mas é imperativo que se façam todos os esforços possíveis para melhorar o sistema de saúde de São Tomé e Príncipe.

Mobilização social: A mobilização nacional tem de ser assumida como um imperativo nacional. Sem uma estratégia para despertar a sociedade a enfrentar a crise nos próximos tempos tudo será seguramente mais difícil. É verdade que houve o lançamento do projecto “ BAMU XIMIÁ” mas não é suficiente. É preciso mobilizar a sociedade para, não só encarar a pandemia como problema, mas também como uma oportunidade.

Descentralização e desconcentração: Um Estado forte tem de estar presente em todo o território. Os seus serviços mais básicos tem de estar acessíveis a toda a população independentemente do local onde habitem. É necessário dar os primeiros passos na descentralização administrativa do país. Os Distritos têm de assumir de vez o seu papel no desenvolvimento de verdadeiras políticas de proximidade.
Educação e Formação: O período de crise que vivemos não pode servir de desculpas para esquecer o nosso atraso no que toca ao Sistema Educativo do país.

É nestes períodos que devemos apostar na educação. Os países com níveis de literacia mais elevados são os mais capazes de fazer frente aos desafios com que se deparam. O conhecimento é a arma mais poderosa de um povo. Necessitamos de reforçar o investimento nos diversos níveis de educação com principal destaque para o ensino técnico profissional de que tanto necessita São Tomé e Príncipe. O futuro já demonstra que será digital. O covid-19 veio e obriga ficar em casa e reforçar esta dinâmica. O país que não acompanhar esta dinâmica poderá correr sérios riscos de ficar para atrás. É importante desenvolver mecanismo para num futuro próximo colocar o país na rota da digitalização.

Energia: Está provado que a fonte de energia usada é insustentável e a qualidade de vida vem deteriorando, colocando em causa a nossa sobrevivência. As políticas do governo devem ser no sentido de promover energias limpas e renováveis.

PONTOS A DESTACAR, QUE DEVEM MANTER E A MELHORAR

A reabilitação ou reparação de ruas da cidade e vias de comunicação, facilitando a mobilidade dando assim uma imagem de vitalidade e essenciais para facilitar a mobilidade, melhoria da qualidade de vida e da imagem da cidade. Estas obras devem servir para dinamizar o setor da construção civil privilegiando as empresas locais ou consórcios que as incluam, sempre garantindo a transparência da utilização dos dinheiros públicos, como exemplo do que deve ser o futuro das políticas públicas em São Tomé e Príncipe.

Apesar do governo resultar de uma ampla coligação de partidos com uma maioria frágil, ainda resiste, num período crítico da vida deste país.
Lançamento do projecto” BAMU XIMIÁ” do Governo é uma iniciativa positiva que deve no entanto ser ampliada e transformada numa nova postura de atuação do poder político, privilegiando o envolvimento das forças vivas da sociedade Santomense.

EFEITOS ECONÓMICOS PÓS-COVID-19 EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

A situação atual reduz a oferta de mão-de-obra. A quarentena e distanciamento social – essenciais para prevenir a propagação do vírus – fizeram abrandar a mobilidade, com danos especialmente visíveis em sectores que dependem de interações (como viagens, hospedagem, divertimentos, e turismo). O encerramento dos locais de trabalho, fez paralisar o normal abastecimento de bens essenciais com repercussão nos níveis de produtividade.

A brutal queda de rendimento, o medo de propagação e a incerteza leva as pessoas a gastar menos, levando ao encerramento de negócios e consequentemente perda de novos empregos. É um ciclo de pobreza que urge estancar. Acresce que as despesas com a saúde nos países afetado com a covid-19 sobem obrigatoriamente, consumindo assim mais recursos, que em São Tomé e Príncipe já eram escassos.
São Tomé e Príncipe já regista casos de infeção e a economia do país não tem como não ser afetada.

No caso de São Tomé e Príncipe, devido à sua forte dependência do exterior, dos seus laços comerciais e da cadeia de valor global, os efeitos macroeconómicos gerais serão aqui ampliados.

O ano de 2020 vai terminar com desafios extraordinários para as políticas públicas. Neste momento tudo indica que o atual governo e os próximos terão de entre outros os seguintes desafios:

Fazer face a uma crise económica de grandes proporções, agravada pelas falhas de governação ao longo dos tempos, queda da atividade económica e a necessidade de promover as reformas do sistema económico e financeiro que não está preparado para estimular a economia, muito menos ao nível que esta situação exige.

Travar a propagação da pandemia da covid-19, da qual ainda se sabe pouco ou mesmo nada, o que constitui uma grande incerteza para o mundo global de que STP faz parte.

Ultrapassar os efeitos da paralisação do setor privado, resultado da pandemia da covid-19, sabendo que o atual aparelho do Estado é ineficiente e que por isso mesmo necessita de urgente reforma.

Neste momento de pandemia covid-19, em que o sector público é chamado a ter um papel mais interveniente na economia, tal como acontece em quase todo o mundo, não pode significar no futuro, o acentuar do peso do Estado na economia.

Para o futuro deve prevalecer a iniciativa privada como principal promotor do desenvolvimento económico e consequentemente do bem-estar da população.

Apelamos a todos que cumpram as orientações das autoridades nacionais e da OMS.
Fique em casa!

Arlindo Tavares Pereira – Mestre em Desenvolvimento e Cooperação Internacional e Licenciado em Economia.

Carlos Barros Tiny – Licenciado em Direito e Professor.

    32 comentários

32 comentários

  1. Horácio

    28 de Abril de 2020 as 11:11

    Muito diplomaticamente, meus conterrâneos, os senhores evitaram choques e falaram daquilo que devia ser. O nosso problema, há muito que venho referindo, situa-se no campo ético. Grupos de pessoas que queiram enriquecer enveredam pela política sem pensarem em que poderão acrescentar ao país ao ocuparem certos lugares. Estes conseguem ter a coragem de prejudicar os trabalhos de quem possa e queira fazer melhor. Tudo para conseguirem estar no bebedouro por onde fluem os parcos recursos nacionais.
    Espero que o vírus não atinja o meu país. Mas, já fico esperançoso que possa fazer com que os políticos entendam que o desleixo pelo sistema nacional de saúde pode ser fatal até para quem tem o dinheiro para se tratar fora do país. Pois, ainda poderemos ter situações em que os ricos adoeçam e não tenham acesso a outros países e acabem por entrar no hospital que sempre abandonaram. Não será que dará para pensar também noutras áreas que não sejam a da saúde? Será que querem pensar na construção e não só na opulência e na aparência? Se o corona não foi capaz,que de algum sítio venha a lucidez. Pois, a competência já existe e poderia melhorar se consciência fosse outra.

    • Pascoal Carvalho

      28 de Abril de 2020 as 17:35

      pois é sr. Horácio, o excesso de deplomacia tende por si só inibir o impácto por vezes necessário para a resolução de problemos ou questões pendentes (nomeadamente em STP).

  2. Boinal

    28 de Abril de 2020 as 11:21

    Esquece essas ideias jovem, isto é São Tomé, nada resulta aqui.

    • Como será

      28 de Abril de 2020 as 23:05

      Que pessinismo meu conterra, te garanto chegara tempo de mudancas em stome; agora se voces se acomodam e contentam com abismo.Isto é a tua opção.

  3. Vanplega

    28 de Abril de 2020 as 12:40

    Enquanto a justica nao funcionar neste pais, teremos deficie em tudo.

    Basta ver, que desde 1991, quem enriqueceu neste pais. Em sentido contrario, temos um pais destruido em todos os aspectos.

    Nao e aceitavel que esses politicos, abusam da coisa publica desta maneira. A sambarcam bem publico e deixe ar lento, nada fazem, na cream postos de trabalho e mais tarde vendem para os estrangeiros.

    Dou exemplos:
    Em Sao Tome, tinhamos duas fabricas de tijolos. Que e feito delas?

    Do Almerim, alguem tomou e vendeu, ai fizeram algo.

    Do Bobo forro, quem tomou, Fradique de Menezes. O que ele fez, nada, nada. Esta la fechado. O que ele vai fazer com ela?

    Vai vender como vendeu a Favorita.

    Isto e um dos muitos exemplo e por ai vai. E desses politicos, que temos em Sao Tome e Principe

    Nao esqueceu tambem da roca colonia Asoriana

    • Adélia Mineiro

      29 de Abril de 2020 as 18:49

      Boa tarde, pode esclarecer por favor o comentario sobre a roça Colonia Açoriana? Estou em Portugal e estive na roça em setembro 2019, obrigada

  4. Roberto Moreno

    28 de Abril de 2020 as 12:57

    A minha proposta para melhorar a Governação em STP e, do mundo – nos próximos tempos é simples:

    Necessito obter 1 advogado e 1 jornalista a sério! – Por exemplo, o advogado terá que ser especializado em fazer Justiça e, não se utilizar, como é frequente, a desculpa esfarrapada, que os prazos legais para a ação judicial estão esgotados, e que por culpa do próprio isto aconteceu. Portanto, o advogado não pode trair o seu próprio cliente, tendo como argumento que a parte contraria paga melhor, alias, como fazem milhares de advogados portugueses, desde há 8 séculos, desde o tempo de D. Dinis, ao qual já sabia destas artimanhas dos advogados, o que obrigou ao rei fazer a seguinte lei: “A todo o cidadão que prestar falso testemunho e a todo o Advogado que trair o seu próprio cliente fica decretado que: deverá ser cortada as suas duas mãos, os seus dois pés e retirado os seus dois olhos” – assinado D. Diniz, El Rei.

    E, no caso do jornalista, o mesmo terá que publicar àquilo que é de interesse Público. – Portanto, ambos, advogados e jornalistas deverão ser profissionais honrados e cidadãos exemplares, como se fossem agentes de Saúde Pública, física e mental a serviço da população. Ou seja, e explicando melhor, não podem ser covardes nem hipócritas, à bem da Nação, certo?

    Esta proposta, entre outras, e minuciosamente documentada, está a ser apresentada em texto, foto, áudio e vídeo, via vários Dossiês, desde 1992, às embaixadas de países de língua oficial portuguesa e espanhola, com destaque à STP, e para inúmeros pseudo advogados, jornalistas, governo e, “cidadãos” de STP.

    Posto isto, e visto que muitos destes “cidadãos” não estão a entender o que lhes é apresentado, proponho que se realize um documentário, tipo: Não entendeu? Quer que eu faça um desenho? – Creio que, o POVO de STP irá apreciar, e muito, a entrevista com o Roberto Moreno, para que este possa dar “nome aos bois” e, com documentação, ilustrar todos àqueles que conhecem as propostas para STP e, calam-se! – Creio que fui claro neste meu comentário e, espero poder contar com a colaboração profissional, pessoal, ética e moral, de quem escreve este artigo, elucidativo e provocador. E tenho dito – PUBLIQUE-SE.

    • Como será

      28 de Abril de 2020 as 23:21

      Senhor Roberto deixa arrogancia de lado. Sao essas pessoas da sua laia que estao a destruir o pais..SE CONCENTRA MANO..😁😁

      • Roberto Moreno

        29 de Abril de 2020 as 20:44

        Senhor “Como será” deixa a sua arrogância de lado. São pessoas como tu, e da sua laia, e que não se identifica, que está a destruir o país. Se concentra Mano, pois tu (e que se oculta) é um excelente Caso de estudo para psiquiatras, psicólogos, sociólogos, antropólogos poder analisar quem são os pseudos “cidadãos” que estão a destruir o país. Qual o seu curriculum de vida “Sr. Como será”, tem alguma obra feita? Já colaborou com o povo, no terreno e na prática?! – Creio que agora percebeu o porque cito a importância de o país necessitar de advogados e jorna listas, a sério. O advogado, por exemplo, poderá servir para processar judicialmente pessoas como tu “Sr. Como será” e que atacam outras pessoas sem as conhecer e difamando-as em local público. E, o jornalista é para divulgar, ao povo, pessoas da sua LAIA, utilizando a sua própria linguagem, para efeito ilustrativo do seu caracter.

  5. Fuba cu bixo

    28 de Abril de 2020 as 15:27

    Alguns anos atras um amigo mi disse se quiseres viver bem a safares na vida aqui em S.tomé tens que encostar a um partido e pertencer a um partido portanto a política é utilizada para enriquecer facilmente.
    Os sucessivos governos nunca governaram para o povo eles governam para uma elite e familiares e amigos.O próprio povo como palayes motoqueiros pessoas do interior do país são meros trampolins para chegarem ao poder depois não querem mais saber.
    A anos atrás foi denunciado pelo governo de Patrice Trovoada a lista de ordenados chorudos e obscenos pagos na nossa função pública mais até hoje este governo não falou nada nem vai fazer nada para reduzir estes ordenados porque são lugares para os camaradas do partido e temos um País totalmente degradado com povo em uma pobreza extrema e assim não vejo melhorias nunca para S.Tomé e Príncipe.

    • Como será

      29 de Abril de 2020 as 12:29

      Meu conterra Fuba, tem um ditado popular que diz: na terra dos cegos quem tem um olho é rei. Stome é um grao de areia no planeta e o pais sempre viveu assim tudo fechado, no obscurantismo severa criança nao tem uma educao basica construtiva dos pais, nao valorizam a escola, ate chegar a sua vida adulta,numa sociedade sem esperança de nada. Isto foi passada de geração em geração e hoje estamos numa situacao desastrosa. O meu apelo para jovens santomenses é aposta no estudo, transforma a vossa mentalidade, sejam amante de leitura se informem mais, na nossa cidade tem muitos jovena e adultos que so ficam a vagueiar pela cidade sem rumo certo.So espero que depois desta pandemia passar, Stome tambemjamais sera a mesma.

  6. Universidade de Coimbra

    28 de Abril de 2020 as 16:53

    É um contributo para que sejam capturados pela crítica destrutiva, pois, à vossa reflexão é das piores que eu já li neste jornal. Penso que não estão a fazer campanha para uma associação de estudantes do Liceu Nacional.Podemos escrever muito bem em Português e não comunicar nada…Rapazes, não tenham pressa em mostrar que não são auto-reflexivos. Não podemos mobilizar por tudo em mais alguma coisa.Para que possamos escrever alguma coisa que contribua para à transformação sócio-institucional, é preciso passarmos por etapas de desenvolvimento intelectual sucessivas. Leiam mais,ouçam indivíduos intelectualmente mais experimentados, façam contemplação e depois mobilizem produtivamente. À vossa reflexão é muito vaga, compreendo que possa ser fruto do vosso impulso e da vossa tenra vivência social. De a acordo com a vossa linguagem, penso que são, ou pelo menos um de vós, licenciou-se em nas pseudo-Universidades de S.Tomé ou Lusíadas.Pois já dizia Wittgenstein, filósofo austríaco, ” Os limites da minha linguagem são os limites da minha realidade”. Meus caros, aconselho-vos a ampliarem a vossa realidade para que a vossa linguagem siga no mesmo sentido. Para mais tarde possam de facto dar o vosso contributo. Não façam como 90% dos quadros são-tomenses, que mal acabaram os seus cursos no exterior, correram e filiaram-se nos partidos políticos, com pressa para mostrarem que não são pobres. O maior contributo que possam dar ao nosso país, é estudarem muito e não seguirem labirintos tóxicos da vaidade.

    • Vanplega

      28 de Abril de 2020 as 20:44

      Esta /e da Universidade de coimbra, e igual a Levey Nazare.

      Falou tanto, discutiu tanto, teve planes. Mais quando a fome de dinheiro chegou a vista deste corruptos ladrao, a moralidade foi para agua-grande e, deixeu por ai fora

      Vai dar uma volta U. de Coimbra

    • Universidade de São Tomé

      29 de Abril de 2020 as 5:34

      Qualquer documento que se produz não é possível espelhar tudo para o leitor. As críticas construtivas são bem vindas, porque ninguém (homens) concebe projetos sem prever riscos e parece que a universidade de coimbra cria sentimento de inveja e olho cheio ao ver um documento produzido a título de contribuição. Essa arrogância e prepotência no seu comentário é próprio de homens medíocres e incompetentes.

    • Oxford university

      29 de Abril de 2020 as 6:37

      Olho cheio mata sabias…deixa jovens. Bom trabalho. Eles fizeram a parte deles. Faça o seu artigo também. Cambadas de invejosos e maus.
      Estes dois jovens são mais corajosos do que vc e muitos.
      Força Arlindo e Tiny

    • Oxford university

      29 de Abril de 2020 as 7:06

      E já agora estudar aqui em S.Tomé ou em Coimbra ou mesmo na China não diz nada. Muitos que formaram lá fora são piores do que aqueles que estudaram aqui e em muitos casos piores que nem fez nona classe. Vc que estuda lá fora já tem cura para Coronavírus?

  7. Pascoal Carvalho

    28 de Abril de 2020 as 17:45

    Primeiro para parabenizar a dupla tanto pela reflexão como pela publicação.
    Entretanto Carlos Tiny, a retrospetiva aqui difundida po si necessita de um aprofundamento de maneira a tocar mais diretamente em questões ou pontos falhados.
    Subscrevo e concordo na íntigra na necessidade de discentralizar, mas, também na necessidade de identificar e responsabilizada,mas sem acusar nessa tal ponte necessária que referes ao meu ver.
    Na minha percepção.

    • Como será

      29 de Abril de 2020 as 12:45

      Parabens pela iniciativa, isto ja é bom sinal, os jovens sao motores de qualquer nação. Tem muitos jovena santomenses formados na diaspora a fazerem trabalhos baixos,porque a politica do pais nao atrair a ninguem e os dos poucos quadro esta no pais nao consenguem exercer as suas funcoes devido o Nepotismo que tomou conta do pais, e nisto quem perde é o o pais, enquanto isto o governos simula em apostam por mao obra estrangeiras com contratos alto onde eles conseguem tirar o bolo do bolo. Mas nao desistam jovem a vossa fila ira aumentar e o percurso sera longo, mas buscam a presença de Deus que isto trara grande vitoria para povo santomente.Bem haja

  8. Toni

    28 de Abril de 2020 as 19:00

    A grande proposta para a governação de Stp é acabar com o regime comunista que ainda está patente.

    Devolver as terras aos seus DONOS, caso estes não queiram mais, a investidores sérios!

    Toda a massa produtiva de Stp, foi nacionalizada, depois entregue a governantes, e agora produz zero, típico dos regimes comunistas!!!!

    Acabar com isso, chamar os reais donos e voltar a trabalhar e produzir, é o que precisa Stp.

    Tudo o resto é continuar o caminho da miséria!!

  9. Toni

    28 de Abril de 2020 as 19:03

    Desculpem voltar, mas teorias irritam me.

    Os actuais donos das terras de Stp, compraram a quem?? Ou herdaram de quem???

    Pois ocuparam ou tomaram…. resultado = miséria

  10. sem assunto

    28 de Abril de 2020 as 20:13

    Um que diz ser Mestre e destila bagatelas cada vez que abre a boca, e passa tempo com postagens de aluno do secundario no seu facebook, com questões e sugestões tolas e comicas, e outra que esta embebecido de vaidade e ambição de mostrar algo porque não deu bem como Diretor do Instituto da Juventude, haja paciência, ora bem, pelo menos estão fazendo algo, muito de nós somenente observamos com medo de agir.
    Ilustres articulistas o problema deste país é mais profundo do que se pode pensar, este povo nunca foi estudado no ponto de vista psicocologico, sociologico, nem antropologico, este fato por si só faz com que nunca saibamos por onde começar, nem tampouco com quem começar. O páis sempre deu boas vindas a juristas, economistas e engenheiros, esqueçendo se de que toda a construção social é para as pessoas e sem as pessoas organizadas não se chega ao lugar nenhum. Tantos juristas e ninguém consegue fazer uma interpretação da dita lei, muitos economistas e nenhum foi capaz de traçar planos de desenvolvimento, e por fim muitos engenheiros, este último prefiro até nem pronunciar.
    Este povo só tera sucego e começara a pensar em desenvolvimento qando todos os chulos, ladrões e gatumos desde 75 forem julgados, enxhovalhados, e ao povo devolvido tudo quanto foi roubado, quem não tem dinheiro, paga com as casas e quintas de luxos, aqui e em portugal a segunda patria deste sanguessugas.
    Em segundo lugar pensar na reestruturação de um plano pedagogico, capaz de criar um novo ser santomense, com esta população viciada em dinheiro, anartica, avida as bebidas alcoolicas, com estes jovens poucos inteligentes que nen sabem interpretar um texto, e com estas raparigas corruptas que dão as suas almas em troca de um telemovel e um passeio a frente de carro, não chegaremos nem ao Gabão!
    Vão ler mais e estudar mais, a vossa vontade é imensa mais o estofo intelectual e academico é notavelmente aquem da expetativa.

    • Oxford university

      29 de Abril de 2020 as 6:34

      Mano…você com este comentário mostrou ser pior do que eles. Porquê essa inveja toda?
      Deixa jovens, um país que nem fala ou escreve. Eles merecem o respeito por pelo mwnos ter escrito. Bom texto.
      Fico a espera do seu artigo.

      • sem assunto

        30 de Abril de 2020 as 6:25

        Calma, jovem.
        A critica bem recebida é somente um degrau a ser atingido por quem a sabe utilizar. Seja você um dos articulistas, próximo dos mesmos, ou alguém de afinidade, use este conselho, ao seu favor.
        Este artigo esta fraco e muito fraco para quem no fim assina ser Mestre, Jurista e Professor, é muita responsabilidade ser diplomado e sair aí com artigos banais. Não os desencorajo, todavia os aconselho e estar melhor preparado porque o país é pequeno e são muitos novos para queimarem os seus nomes tão cedo.
        Fica calmo!

        • Abdu Castro

          30 de Abril de 2020 as 17:21

          Quem tem que calmar aqui é vc.E vc que sabe muito, porquê que ainda não fizeste melhor? Só apontar dedo? Parece-me daqueles invejosos de sempre. Tem sim boas ideias no artigo. É um bom texto, com orientações e tudo. O problema teu deve ser pessoal com eles. Eles são jovens e tiveram o que vc e muitos que dizem ser bom não tiveram…escreveram.Aqui neste país qualquer um que tenta algo vcs colocam em baixo..pareces carangueijo que não deixa outro subir. Cambadas de invejosos e desgraçados. Força jovens.

        • Abdu Castro

          30 de Abril de 2020 as 17:24

          És muito inteligente…então traga ideias suas para ajudar o país. Já tens solução para Coronavírus? Este país não tem dia de avançar…muita inveja…só queimar outro.

    • Horácio

      29 de Abril de 2020 as 13:26

      Sem assunto,
      Entendo que o nosso nível educacional e as nossas expectativas como povo estão num nível de desarranjo complicadíssimo. Apesar da democracia ser o melhor dos sistemas para desenvolvimento multifacetado de um país, verificamos que ela fez piorar muito o modo de vida em S. Tomé. A preocupação dos governantes eixou de ser a governação para ser a descoberta de estratégias pra se manter no poder ou para destronar quem nele estiver. Como casa mal gerida é pobre, a nossa que não é gerida, é só ver.
      Sabe, “sem assunto”, como esse desgoverno governamental já vem há muitos anos, nunca teríamos quem pudesse quem mandar julgar ou enxovalhar os “chulos, ladrões e gatunos” (suas palavras). Todos já praticaram actos ou se associaram a alguém que os tenha praticado para serem assim classificados.
      Sabe, “sem assunto”, já nem quero que essas pessoas sejam julgadas ou enxovalhadas. A esperança que tenho é que essas pessoas, em vez de continuaram a esvaziar o país, possam usar os seus recursos para investir nesta terra, criando postos de trabalho e produzir de forma a que o país possa ter uma economia competitiva em relação aos vizinhos. Já temos pessoas com dinheiro para isso. Precisamos de esquecer de onde foram buscar o dinheiro e direcionar os que o tenham para ajudar o país e a si próprios. Já temos muitos endinheirados. Só precisamos de ricos de espírito.

      • sem assunto

        30 de Abril de 2020 as 6:57

        «A preocupação dos governantes(d)eixou de ser a governação para ser a descoberta de estratégias pra se manter no poder ou para destronar quem nele estiver». Certíssimo, e desde já obrigado por acrescentar valor a reflexão. Porém, permita-me, só mais um reparo meu Caro. O nosso país já tem tido motivos de sobras para nos despertar para a criação de uma nova cosnciência, somos muito passivos e antogonicos, estamos ansiosos para julgar o ladrão de galinha, banana, pato, porco, e expetante para aplaudir, ovacionar, e deitar para que passe em cima os verdadeiros ladrões que levam milhões e milhões da riqueza do povo. Isto é aceitavél? O concurso público, já não é público, é privado para um grupo de pessoas de sempre. Os amigos do poder inventam serviços para os de afinidade levarem milhares de euros a cada rancada. Lembra-se da Revolução Cultural na China ? Foi profunda mas os fez ser quem são hoje. Em forma de resumo, digo e defendo de que enquanto não atacamos os que nos desgraçam ao lado nenhum iremos.

  11. Como será

    29 de Abril de 2020 as 0:07

    Amigo sem assunto, falaste tudo, toda esta brincadeira que se passar em stome, a base esta na falta informacoes, temos uma realmente nao estudada e estes grupinhos de politicos ja deram conta que este nao entende nada, nao sabem, jovens ignorantes agressivos, tudo revolvem por agressividade, o governo fala A e eles por sua vezentendem Z, esta geraco e futura precisam de ser lapidados mentalmente, é preciso investir no homem para se alcançar o desenvolvimento desejado, Cuba é um pais sem RECURSOS praticamente e vivem um embargo a mais de 40 anos; mais O Fidel investiu no capital humano ; ai esta a riqueza do povo cubano, hoje eles estao em varios paises contribuindo com o seu saber. Portanto meus camaradas o pais precisa com urgencia começar a formar os jovens em varios sistema de saber. E por outra concordo plenamente que este povo deve ser um objecto de estudos para os Antropologos, Sociologos ,Psicológos e Historiadores, é importante saber a verdadeira origens deste POVO.É importante entender a caracteristica genetica deste POVO. vivem ligados no oculto, isto tambem atrasa o desenvolvimento.Deixam de mas pratica e Buscam Deus.🇸🇹🇸🇹🇸🇹

  12. Oxford university

    29 de Abril de 2020 as 7:28

    Muito bem jovens… um bom exercício de cidadania. Óptima reflexão!
    Muitos que comentaram em cima, nunca fizeram nada, nunca produziram nada..só servem para denigrir quem faz alguma coisa.
    Peço aos outros jovens que façam o mesmo. Vocês os dois ganharam o meu respeito com este trabalho.Abaixo a inveja!!
    Força jovens

  13. Jacinto Novaes

    29 de Abril de 2020 as 10:59

    Esses dirigentes não servem para Sao Tome e Principe.

    Perguntem ao Presidente da Assembleia, o Sr. Delfim Neves, quando é que a sua mulher facturou o Governo, a alimentação das 110 pessoas em quarentena durante 15 dias no Hotel Miramar.

    Enfim, este senhor está metido em tudo que é negócio no país. Eu penso que, enquanto, esposa do Presidente da Assembleia, a senhora deveria se distanciar deste “negócio”. Mas o Sr. Delfim é que manda.

  14. Cantina Amarela

    29 de Abril de 2020 as 14:32

    Meus caros amigos, não confundamos discordância com a falta de respeito. Uma coisa é discordar, outra coisa é fazer “linchamento” simbólico das pessoas que neste jornal publicam às suas reflexões. Não podemos transformar a zona de comentário do jornal, em residenciais de “hunting dog” e de malucos. Por vossa causa muitos bons analistas, altamente qualificados,sociólogos,antropólogos,juristas,filósofos,humanistas, que publicavam neste jornal, deixaram de o fazer. Pois não têm paciência para alimentar a inveja, o ódio gratuito,o distúrbio mental, de muitos desempregados,alcoólicos,analfabetos , que aqui recorrem para expiar as suas desgraças. Eu sei que escrever algo de interessante para publicar é difícil para quem não tem prática, mesmo para quem tem formação superior. Se não conseguem ou não sabem escrever, pelos menos não façam “linchamento” simbólico de quem o faz…tenham um mínimo de respeito pelas pelas pessoas.

  15. Abdu Castro

    29 de Abril de 2020 as 20:52

    Os meus parabéns jovens. Bom texto. Este gajo universidade de coimbra é um burro e palerma.
    Gostei da vossa iniciativa ..escrevam mais e parabéns ao tela non pelo pluralismo.

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