Opinião

Tempo para “descomplicar”!

Tempo para “descomplicar”!

Como “trancar a porta depois de arrombada”?

É tempo de “descomplicar” e de despolitizar a situação em São Tomé e Príncipe. É tempo de mudar de atitude e de promover um debate “nacional via teleconferência”, de forma aberta e inclusiva, sobre a eventual adopção de um novo modelo de combate à pandemia do COVID-19.

Já vimos que o continente africano em geral e São Tomé e Príncipe em particular, não estava preparado para fazer face ao Covid-19, adoptando posturas diferentes às adoptadas em situações anteriores, mormente as semelhanças. Há reclamações várias, de que há falta de equipamentos medico-hospitalar que já escassearam, tal como os meios de protecção individual aos profissionais de saúde, que precisam do apoio de todos nós, por estarem na linda da frente e serem os mais propensos a sérios riscos de contágio. Tudo escasseia!

É tempo de pensar num banco alimentar… é hora de reforçar a solidariedade mútua e garantir ao povo, o mínimo de ajuda necessária, para que consigam respeitar o confinamento ou a quarentena e permanecer em casa, resguardando-se e resguardando os que estiverem mais próximos;

É hora de garantir um sistema de distribuição de água de porta-em-porta, por meio de cisternas, para que a população possa fazer valer e prevalecer o “slogan” FiqueEmCasa, caso contrário não poderão respeitar a ordem de ficar em casa sem água, e serão obrigados a ir à procura dela “fora de casa”!

E a energia?

Independentemente do estado de espírito de cada cidadão São-Tomense, é necessário garantir energia eléctrica às populações, para que possam relaxar e se distrair nos momentos de maior stress ou desanuviar do sufoco de assistir os seus ente-queridos partirem, sem poderem prestar-lhes uma última homenagem! E necessario criar um programa de apoio psicologico as populações mais carenciadas e não so!

É hora de despolitizar, e de forma séria declarar uma guerra verdadeira ao inimigo invisível, silencioso, matreiro e comum… e parar de confundir a opinião pública com informações desprovidas de crédito e cheias de incongruências. Não é tempo para inverdades, nao é!

É hora de procederem a uma desinfecção profunda por todo o país, com os mesmos procedimentos do programa da MEP no combate ao paludismo, pulverizando as zonas onde haja acumulação de lixo e/ou de água estagnada, levado a cabo no País durante muitos anos!

Por onde andam os médicos São-Tomenses experientes e conhecedores de acções relacionadas a este tipo de pandemias? Por onde andarão? O que é feito deles?

Acreditem que só com o vosso/nosso civismo e responsabilidade cívico-moral, conseguiremos debelar a pandemia que nos apanhou a todos desprevenidos e contrariarmos o ritmo experimentado em tão pouco tempo, pois é inaceitável ter havido 5 óbitos num espaço de tempo tão curto!

A tendência para o ritmo crescente dos casos de contaminação, num País da dimensão de São Tomé e Príncipe, deveria ultrapassar qualquer querela política ou interesses eleitorais internos ou a capacidade de cada cidadão São-Tomense se fechar na sua concha e neglicenciar, que o que está em jogo, é a vida de um povo que não pediu para ter os governantes que tem, o que nos deixa depreender que os factos à vista de cada um de nós, tem de merecer da nossa parte a consertação necessária sobre as táticas de acções actuais e futuras, como medida para estancar a pandemia, que a meu ver, foi inicialmente negligenciada, banalizada ou tratada de forma inadequada, e embora seja leiga nesta matéria, tudo me leva a deixar um alerta às autoridades, no sentido de unirem todos os esforços, por forma a estabelecerem contactos com os países cujo sucesso de cura se comprove ao exemplo de Moçambique, onde existe um número reduzido de infectados, existem casos de doentes recuperados e onde não se registou nenhum óbito até ao momento, o que é de louvar.

Impôr as seguintes medidas preventivas de carácter urgente: a) Delimitar uma cerca Distrital rigorosa, proibindo toda e qualquer circulação de pessoas e bens entre os mesmos, excepto em casos justificáveis; b) Emitir uma Declaração de Emergência solicitando apoio da OMS bem como o respectivo apoio Médico-Sanitário internacional; c) A suspensão total de pelo menos 48 horas, de todas as vendas nos Mercados de Bobo Forro, não permitindo que continue a azáfama que tem sido a venda e aglomeração que se tem assistido nos últimos dias, mormente os riscos de contagio; d) A devida reorganização de todos os mercados distritais, permitindo que as vendas sejam feitas de forma segura e respeitando o distanciamento social de um metro entre todo e qualquer indivíduo presente; e) Exigir de forma célere e com a urgência necessária, a obrigatoriedade do uso CORRECTO das máscaras de protecção individual, por toda a população sempre que se desloquem aos locais públicos; f) Impor o confinamento obrigatório em todo o pais, permitindo apenas a circulação de pessoas munidas de Livre-Trânsito que justifique qualquer movimento por razões profissionais ou em caso de aquisição de medicamentos e compra de géneros de primeira necessidade; g) Orientar os serviços médicos e estatísticos, a apresentarem num período de 48 horas, o mapa de internamento e mortes ocorridos em São Tomé e Príncipe, no periodo entre Novembro 2019 e Março de 2020, permitindo assim, que se tenha uma ideia mais clara e a dimensão ampla do problema; h) Facilitar uma comunicação transparente e com rigor estatístico em todas as comunicações públicas elucidativas sobre a COVID-19; Com efeito imediato, proibir em todo o país, todo o transporte de passageiros pelos motoqueiros; i) Com efeito imediato, proibir a circulação de taxis e o consequente transporte de passageiros nos carros que não reunam as mínimas condições de higiene ou que eventualmente não cumpram as regras impostas pelo Governo; j) Com efeito imediato, proibir todo e qualquer trabalho de troca de moeda estrangeira no mercado informal, vulgo cambistas, no pais, fora dos circuitos apropriados e seguros; l) Capacitar a população, ensinando-a e educando-a, através de um Spot Publicitário, sobre o perigo do uso inadequado e o devido manuseamento de dinheiro (notas e moedas) bem como das máscaras de protecção assim como informa-la sobre a possibilidade de forte contaminação através do manuseamento do dinheiro em geral e em particular das moedas, reforçando a durabilidade do vírus nas moedas.

Que o Senhor nos proteja e tenha misericórdia de nós – O Povo São-Tomense agradece!

Assinado: Alda Barros (10/05/2020)

    2 comentários

2 comentários

  1. Como será

    16 de Maio de 2020 as 20:37

    Irma Alda, tudo bem dito,aproveitando esta fase da pandemia, fazer apelo aos nossos dirigentes que chegou a hora de prestarem mais atenção no melhoraramento no sistema nacional de saude, tambem faço das tuas palavras perguntado onde andara os nossos médicos, anos atras nos tinhamos MEP que faziam fumegacao na cidade e nos bairros, havia limpeza e recolha de lixo rigoromente, onde foram estes servicos? Deus abençoa Stome.

  2. Lucas

    17 de Maio de 2020 as 8:01

    Garantir energia electrica pra relaxar
    Muito bem dito

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