Opinião

Um Remédio para a Pandemia

– CRÓNICA –

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Como forma de diversão e de matar a aparente monotonia gerada pela eternidade da quarentena nestes tempos da pandemia, escrevi uma pequena crónica relacionada com o dia-a-dia actual. Se os estimados leitores não se importarem, gostaria imenso que a lessem.

É o seguinte:

Na verdade, para quem está afeito mormente aos desafios costumeiros e existenciais do quotidiano, torna-se deveras fastidioso conviver com a atmosfera dormente e sedentária da paz e quietude domiciliárias; no entanto, é notória a necessidade premente de nos precavermos contra um mal maior e, obviamente, é imperioso que nos adaptemos e nos acomodemos a esta nova era pandémica, adoptando uma postura enérgica que nos permita, mesmo diante do tédio aparente, descortinar momentos de indizível alento, realizando coisas edificantes e moralizadoras a que geralmente deixamos de dar importância, mas que em momentos críticos, são um autêntico e verdadeiro bálsamo tonificante da nossa disposição e auto-estima.

Por incrível que pareça, prezados leitores, um desses expedientes e pressupostos que acabo de referir, é precisamente o que estou a fazer agora: brincar com as palavras e as ideias, de forma lúdica e divertida; não é que seja a melhor opção, mas é um alvitre alternativo, digno de se propor a quem acalente a sensação gratificante de galgar os trilhos da imaginação criadora ou criativa.

Como vêem, as palavras e a escrita fizeram-me viajar e navegar por mares distantes, e esquecer, por instantes, as agruras da pandemia. Mas vamos confiar em Deus, que é o nosso Ente Supremo e, como diz o velho ditado, da tempestade vem a bonança.

Que escrita enfadonha, meus ilustres leitores?! Pois foi a maneira mais simples e fácil que encontrei para queimar o ritmo monocórdico do tempo e matar a inércia desencadeada pelos efeitos hediondos e perversos da maldita pandemia. Nada melhor do que uma pequena crónica!

Que os tempos vindoiros sejam o prenúncio do dealbar de uma nova era de saúde, paz e tranquilidade, nas nossas vidas e nos nossos corações.

Muito obrigado pela vossa atenção.

 

São Tomé, 26 de Maio de 2020.

 

Elaborado e escrito por:

Albertino Will Pires dos Santos

(Licenciado em Tradução, professor e bibliotecário no Liceu Nacional de São Tomé e Príncipe)

    5 comentários

5 comentários

  1. Lucas

    29 de Junho de 2020 as 6:57

    Eu também confio em Deus
    Sigo na sombra do carroceiro faz 84 dias
    esperando e …. nada nem de ajuda de deus nem do diabo
    Não fosse a muita fruta pão que tenho aqui ao lado com a jaca e o carroço que me cai com pedra pequena e peixe que apanho com fio estava feito
    A gente confia no Deus mas ele não tem tempo pra gente está muito ocupado

  2. Dogmar Ayres

    29 de Junho de 2020 as 10:40

    Meus parabéns pelas palavras lindas com ventos de poesia.Já o conheço há alguns anos e o que pude notar, é que sempre foi o seu dom brincar com as palavras, e até admiro o porquê do não aparecimento das suas participações mais vezes! Dou-lhe muita força e mais uma vez meus parabéns….

  3. Manuel da Graça

    29 de Junho de 2020 as 20:14

    … e podes crer que, por instantes, até aproveitei a boleia das tuas eruditas palavras para também viajar no tempo/espaço, abrigando-me dessa tal de ‘PANDEMIA’, da qual pouco ou nada se sabe quanto a sua proveniência e essência mas cujo destino até parece mais certo do que a única certeza que a natureza conhece (a morte)!!

    Bem haja, caro irmão/amigo Albertino!

    Abração com gratidão,

    Graça

  4. Pascoal Carvalho

    29 de Junho de 2020 as 23:10

    se crer é bom ser crente é melhor ainda.
    assim nunca é demais evocar-lo, desde que seja com o devido respeito, admiração e louvor.
    meus parabéns.

  5. Nascimento Lima

    3 de Julho de 2020 as 14:13

    Minhas felicitações, pela escrita.
    sem dúvida, a leitura e escrita podem nos prover armas poderosas para fazer frente e triunfar em muitas batalhas, desafios que a vida nos coloca.

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