Opinião

A caminho das eleições : Visão Actual e Desafios

1.VISÃO ACTUAL

Se as eleições em S.Tomé e Príncipe estivessem na bolsa, os correctores diziam “agitou” o mercado.

Esgotado que está a discussão sobre as competências e as funções do Presidente da República (eu próprio estive na Rádio Nacional a falar das competências do Presidente da República e já vi e li muitos textos sobre a matéria) importa agora reflectir sobre o ambiente político que está em volta destas eleições.

Qualquer candidato que for eleito terá que lidar com um ambiente político tenso e melindroso. Tenso, porque nesta fase de campanha temos estado a assistir situações de embate fortes no terreno sempre que apoiantes de duas candidaturas opostas se cruzam no terreno, naturalmente que estou a pronunciar sobre os candidatos mais mediáticos e com suporte partidário. Dá-se a transferência ou continuidade de rivalidade entre os militantes dos partidos políticos para os apoiantes dos candidatos.

E, por outro lado, melindroso devido a própria conjuntura social e económica do país e somando ao facto de voltarmos a ter eleições legislativas no próximo ano (2022). O novo Presidente da República terá que ser capaz de baixar a tensão política e social e por outro lado, “desminar” o terreno político.

Por isso, preocupa-me muito o ambiente político. É o ambiente político que determinará ou não a nossa entrada na rota de desenvolvimento. Qualquer sucesso passa por um ambiente de paz, honestidade, urbanidade e muito respeito pelos princípios e valores da boa convivência humana. E é, tudo quanto falta na nossa política e mesmo na sociedade de uma forma geral. Temos que reconhecer estes défices.

Podemos realizar mil (1000) eleições, não vamos dar passos, se o ambiente político não melhorar e, isto depende da vontade política de todos.

Li algures nas redes sociais, de que as eleições acabam por ser períodos de festas. Não há uma inverdade maior!

As eleições não são e nem devem ser vistas como festas, são simplesmente momentos decisivos da vida de uma nação, razão pelo qual devem ser momentos de reflexão. As eleições podem ser vistas como períodos de festas nas nações prósperas, mas não aceito que me digam que um país como nosso deve encarar eleições como festa. Que festa?

Os sucessivos governos fizeram uma ou outra coisa, ponto. Entretanto, temos que ser coerentes e assumir que de mil novecentos e setenta cinco (1975) até hoje, não demos passos significativos que permitissem o país de entrar na rota de desenvolvimento. Continuamos a falhar como nação.

Comemoramos no passado dia doze (12) de Julho mais um aniversário da Independência Nacional, temos que parar com comportamentos infantis e que não ajudam o país a desenvolver.

2.DESAFIOS

Um dos grandes desafios que quem for eleito Presidente da República terá pela frente consiste em desamarrar-se do partido que lhe apoiou e assumir como Chefe de Estado e como Presidente de todos. Isso relativamente a àqueles que contam com suporte partidário. E, os que não têm suporte partidário, o desafio será soltar-se de quem investiu na sua campanha. Missão difícil não é?

Qualquer Presidente da República que não desprender-se do partido ou de quem alimentou a sua candidatura terá resultado negativo no exercício das suas funções. O ambiente político instalado não permite ter um Chefe de Estado que preside de acordo com interesses de grupos. É preciso um Presidente da República nacionalista e com muito sentido de Estado.

Um outro desafio que o próximo Presidente da República terá pela frente e que todos os candidatos têm falado nas sucessivas entrevistas quer na TVS, Rádio Nacional e mesmo nas plataformas digitais, embora depois não esclarecem muito bem como farão, é relativo a política externa (área partilhada com o governo). Precisamos de fazer as pessoas conhecerem S. Tomé e Príncipe e abrir o país.

3.FIM

Vejo muita gente e sobretudo gente como eu (jovem) despreocupada com estas eleições, o que no meu ponto de vista é mau. Estamos perante um momento decisivo da vida da nossa nação e do nosso futuro.

Para finalizar peço aos apoiantes dos dezanove (19) candidatos que façam uma campanha com verdade, honestidade e urbanidade num clima de paz e de irmandade. Ao povo de S. Tomé e Príncipe, do qual eu me incluo, que façamos uma escolha a pensar no país.

Carlos Barros Tiny

Jurista

    7 comentários

7 comentários

  1. Mina Cobó Daua

    15 de Julho de 2021 as 21:10

    Podem falar o que quiserem Abel vai ser o próximo presidente da república e o primeiro ministro vai ser o Pindo.

    Estes intelectuais vão ficar a xuxar no dedo, a pagar a praga e a consumir o próprio veneno. A colher o fruto que plantaram nestes 46 anos de independência.

    • Oriente

      16 de Julho de 2021 as 9:08

      Estás sob o efeito de cannabis do ministro Chico Pardal, pois não?
      Aonde já se viu, Abel Presidente da República,Pindo Primeiro Ministro, terra de palhaços, é isto?

    • Quem Vai Votar Para 1 Agricultor

      16 de Julho de 2021 as 14:04

      Abel Bom Jesus é um extremista.

      Para ele tudo o resto é corrupto: Juízes, policias e sobretudo políticos. Quando a sociedade da margens para o surgimento e promoção do extremismo ela também tem grande parte de culpa.

      Pessoas como ele fazem bem a sociedade. Ajudam a equilibrar as coisas, mas dai chegar ao mais alto cargo da nação é mau, sobretudo que ele não tem nenhuma experiencia de liderança, gestão de coisa pública, conhecimentos básicos para qualquer líder.

      • Engenheiro

        18 de Julho de 2021 as 2:08

        Não quero aqui defender ninguém, mas temos tido no poder nos 46 anos de independência os ditos intelectuais e olha aonde estamos! Olha ao menos é alguém com pouquinho de consciência e vontade genuína de ajudar o povo. E quanto a corrupção, ainda alguém tem dúvida que aqui na banda as coisas são assim?

    • Lupuye

      16 de Julho de 2021 as 14:35

      Quando isso acontecer entao saberei que STP bateu no fundo do poco.

  2. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    16 de Julho de 2021 as 11:08

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKK,,,Mina Cobó Daua, só pode ser cobo daua,, covardes, abandonaram o país pra irem limpar o cu ao branco com tanta roça aqui pra plantar..

    • Engenheiro

      18 de Julho de 2021 as 2:13

      És tolo. Abandonaram o país a procura de algo que não se criou no país em 46 anos de independência! Toda gente tem o direito de procurar algo melhor pra si aonde entender e de forma honesta.

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