Opinião

Dívidas de um povo ao seu Médico, Doutor Guadalupe (Réplica do Téla Nón de 2015)

Mais uma página de “entre-vistas”!

Nas sociedades humanas e ao longo dos tempos, os médicos e seus braços direitos da Saúde, quer sejam “gen di casa” ou de fora das portas, ocupam páginas especiais nos corações dos povos, a que dedicam com profissionalismo e sabedoria a arte de salvar vidas, independentemente, de cor da pele, convicções religiosas, tribalistas ou filosóficas.

«Estava eu no quarto ano de Medicina (Portugal) quando entrei numa enfermaria e vi uma enfermeira em luta com uma veia para lhe subtrair uma porção de sangue necessário para análise. Parei e vi que não conseguia. Pude então recordar os meus tempos de laboratório em São Tomé, que extraía de várias pessoas esse complexo líquido rubro para a reação de Khan em “fração de segundo” (…) “Senhor doutor sabe…?”» Pág. 74

São sempre os primeiros nos patamares cimeiros das estatísticas morais e técnicas, passando quase sempre ao lado de críticas rotineiras, mesmo quando despistados pela fraqueza humana em distúrbios éticos para a divina categoria.

«- Oh! Senhor doutor conseguiu! Mesmo o senhor doutor x, médico assistente e hábil no manejo desses casos, desta vez não conseguiu”.» Pág. 74

Infelizmente, a natureza humana não reserva ao Homem o lugar circunscrito da sua profissão conquistada ou não nas cadeiras de conhecimentos académicos. Aqui surge a controvérsia pedra no calçado de jornalista, militar, juiz, engenheiro, economista, historiador, piloto, professor, médico ou qualquer outro saber público ao serviço das sociedades. A política, é para os políticos.

«Com a chegada (férias de Agosto de 1960) dos estudantes de Lisboa num período de efervescência política em África, a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE) não podia deixar de se manter em estado de alerta. Adotamos, por isso, as devidas medidas de prudência.» Pág. 81

Houve quem escutasse aos meus alaridos, recentes, no Téla Nón e ao meio da passada semana, sem fechar o mês do alarme, desde São Tomé e Príncipe e das caridosas mãos femininas até ao meu “Plé Mundo”, chegou-me a merenda: “Memórias e Sonhos Perdidos” de Doutor Guadalupe de Ceita, médico são-tomense, prestador singular de cuidados e conhecimentos ao mundo científico.

«A este título, cumpri missão de planificação, avaliação de programas e de formação de quadros de luta anti palúdica em diversos países – Angola, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial (aonde no passado, foi Diretor do Hospital Geral de Bata), Chade, Congo (aquando da luta de soberania das ilhas, fez em Brazaville o estágio de Cirurgia), Madagáscar, Mali e Zanzibar (Tanzânia).

Finalmente, fui gestor do Programa Paludismo da Região Africana da OMS, com sede em Brazaville, como pertenci também ao Quadro de Peritos da Organização Mundial da Saúde, além de ser autor de vários trabalhos de caracter científico no domínio de Paludologia, quase todos publicados no estrangeiro (Bélgica, Moçambique, Portugal…)» Pág. 347/348

E da sua mãe-Pátria que teve de correr meio-mundo – África, Europa e Ásia – para ser porta-voz dos anseios e direitos do povo à autodeterminação? Os médicos da terra, não curam a alma do povo.

«Estes são os prémios do homem que, denegrido na sua própria Pátria, que ele incondicionalmente ama e com a qual os compartilha, se julga merecedor da justiça, não tanto por razões políticas, mas, sobretudo, por razões de ordem ético-profissional e científica.» Pág. 433

No esfolhear de memórias para juntar o livro que veio à luz no presente ano, a “folha-d’amina”, já há tempo, regressou em alta às terras chuvosas de São Tomé e Príncipe, pelas mãos da cooperação taiwanesa, para os são-tomenses saírem vencedores na árdua e antiga luta de sucessivas derrotas contra o paludismo. O que falhou na sua estratégia dos anos oitenta e que veio a ser utilizada como arma de morte de um povo ao seu Médico?

«Um mesmo acontecimento pode ser interpretado de diversas maneiras por pessoas diferentes, conforme o grau de conhecimento, a situação político-social, a intenção ou tendência de cada uma delas. O mesmo comportamento que para uns merece louvor e admiração, é visto por outros como crime à Pátria, contra a Humanidade, o mesmo pode, por conveniência de momento ou por ignorância, ser considerado como prejudicial.» Pág. 371

Política, os políticos, o povo e o poder?

«Os meus inimigos exploram a inocência do Povo contra mim e contra o próprio Povo. Na verdade, não é do interesse do Povo que eles estão a espalhar (1990/1991) essas mentiras, mas, sim, no interesse deles mesmos e no interesse daqueles que vão entrando ou querem entrar na vida política relevante pela porta de cavalo.» Pág. 372

Mentalidade, uso e tradição? Costume, egoísmo, ingratidão e ma-fé do homem são-tomense?
«Todos sabemos que era frequente dizer-se que muitas crianças morriam de repente, algumas até ao colo da mãe, porque os feiticeiros lhes chupavam o sangue.

Mas esses feiticeiros, como ficou provado com a campanha de MEP, era o Paludismo.» Pág. 372
Para elucidar aos leitores e em especial à juventude atual, esta obcecada com a varinha mágica, nada mais que os números e os seus altifalantes à frente da MEP (Missão de Erradicação do Paludismo) na saúde pública são-tomense.

«Depois do início da campanha, em 1980, os resultados foram espetaculares nos três anos seguintes. Não houve nenhum caso de óbito por causa do Paludismo em 1981, 1982 e 1983…
Já não se falava do feiticeiro que chupava sangue às crianças, porque o feiticeiro – o Paludismo – assim como os mosquitos que os transportavam de pessoas doentes às pessoas sãs, tinham sido reduzidos ao mínimo.» Pág. 377

Regresso e em peso das mortes de inocentes. Porquê? Em São Tomé e Príncipe, já nos habituamos que os projectos partem na companhia dos seus conselheiros, assessores e doadores estrangeiros?
«São Tomé e Príncipe, estava em vias de acabar com o Paludismo por meio de DDT, tal como haviam conseguido, por exemplo, Estados Unidos, Canada, Japão, Itália, Ilha Maurícia e Reunião, estes dois últimos países situados em África Oriental.» Pág. 377

Os grandes obreiros de causas da Humanidade e do seu Povo, não só de admiradores, recebem elogios.

«Pinto da Costa (Presidente de São Tomé e Príncipe – 1975/1991) chegou mesmo a afirmar num comício na praça Yon Gato que a MEP era único projeto que caminhava, no País, sobre as quatro patas.» Pág. 377

Pouco entendido nas lides profissionais de ordem médica, sou atirado a entrar pela caminhada de um médico apanhado ao acaso, digamos assim, na política nacionalista dos são-tomenses e das decepções resultantes.

«Sentado ao meio do lado direito da carruagem (travada a primeira fuga pela PIDE), o meu pensamento pairava sobre o aeroporto e a PIDE, sobre o interrogatório a respeito de Agostinho Neto (colega de lutas e o futuro, 1o. Presidente de Angola).

O comboio inicia o giro, para mim incerto. Meia hora depois, começam a recolha dos passaportes para as formalidades do visto de saída. (…) Mas, o pior é que o distribuidor dos passaportes passou por mim sem me devolver o meu, continuando então a sua distribuição.» Pág. 90

Há filhos da Terra caçados pela PIDE que mastigaram por mais de dois meses o “pão do diabo” no cárcere de Caxias – Portugal.

«Foi o caso de António Lombá (Engenheiro agrónomo), que teve de ser internado numa clínica de psiquiatria.» Pág. 99

Abandonado com susto e perícia Portugal fascista de Salazar, a luz de África brilhava ao fundo do túnel na utopia de um jovem médico negro, protegido pelos ensinamentos da Mãe que lhe sucumbira para a eternidade, ainda na adolescência.

«Agora, urgia arribar à Libreville e abraçar Miguel Trovoada e Carlos Graça e os seus familiares, bem como as ingentes responsabilidades que assumimos para com a Pátria. (…) Os camaradas de Libreville estarão também desejosos de novidades da Terra.» Pág. 91

Vociferando contra os ventos da História, Mário Soares e Almeida Santos, futuros Presidente da República e Presidente da Assembleia da República portuguesa, dentre socialistas e outros dirigentes portugueses da altura, 1974/1975, confiados a missão de descolonização de pós 25 de Abril, de longe ousavam ouvir falar da independência das pequenas terras insulares do Equador.

Ao redor dessa “conspiração” contra a luta de papel e caneta dos nacionalistas, em compromisso para com o sangue, suor e as lágrimas seculares do seu povo, surgira a FPL de colonos e são-tomenses acomodados nos seus títulos.

Carlos Graça, de quem sou admirador pela convivência democrática e tive a sorte de “caçar” nos finais da primeira década do século XXI e numa noite de Lisboa, à saída do hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade, para conversas da Terra, período anterior à publicação do seu livro, “Memórias Políticas de um Nacionalista Sui Generis”, foi apanhado no fogo cruzado de MLSTP e FPL.

«Conta-se que o Eng. José Fret Lau Chong, então Comissário Político e hóspede momentâneo de Carlos Graça, descobriu no seu domicílio a carta que o irmão Miguel Graça lhe havia escrito de Lisboa a animá-lo a aceitar o convite que a Frente Popular Livre (FPL), de tendência claramente federalista, tinha posto à sua disposição.» Pág. 244

Regressado à terra e “expulso” do MLSTP que fundou com mais camaradas em 1960 como Comité de Libertação de São Tomé e Príncipe, contra as pretensões pouco esclarecedoras, sem lugar na tribuna de honra da independência, foi com lágrimas no canto dos olhos, que assistiu com a sua esposa (companheira e estrangeira) e o inocente filho, de alto do prédio do Banco, o nascimento da sua República Democrática de São Tomé e Príncipe, no minuto zero do dia 12 de Julho de 1975.

Areou-se a Bandeira de Quinhentos e Quatro anos. Foi hasteada a Bandeira de um futuro luminoso perante as adversidades de um Bureau Político. Integro na dimensão de Guadalupe de Ceita, não se podia esperar meia-palavra.

«Se António Barreto Pires dos Santos (Ohnet), Gastão de Alva Torres e Pedro Umbelina não retomam as suas funções de membros do Bureau Político, eu também não. Não aceito. Vocês enquanto dirigentes políticos e eu enquanto profissional, vamos todos trabalhar, cada um no seu campo, para a Pátria excessivamente carenciada.

E lancei-me (com Carlos Graça, Julieta Graça, o doutor Botica, o médico português, marido da professora portuguesa, Rosa Botica – sem nomes na rua – os enfermeiros e demais assistentes nacionais) decisivamente ao trabalho (de diagnosticar, medicar e salvar vidas de 80 mil habitantes das ilhas) com cabeça, tronco e membros.» Pág. 283

A carta que dirigiu juntamente com Filinto Costa Alegre, jurista, antigo jovem da ex-Cívica, no dia 6 de Julho de 2007, solicitando com carácter de urgência que o Ministro da Administração Pública regularizasse a inquestionável injustiça do governo contra um filho da Terra, de mais de oitenta anos de idade, ainda aguarda resposta dos dirigentes de antigamente e hoje.

«Durante o Governo de Transição (1974/1975) fomos excluídos do Partido e abandonados à nossa sorte, pelo que tivemos e temos que fazer frente a sérios problemas para sobreviver com dignidade. Alguns de nós morreram na mais extrema miséria. João Torres viveu apoiado por familiares e amigos, carecendo, no entanto, de assistência médica especializada que talvez pudesse ter evitado a sua morte prematura.» Pág. 462

Aconselhado e assegurado o bilhete de passagem (1965) por Pires dos Santos (Ohnet) e Hugo Menezes, médico que, como outros filhos da Terra, se juntou mais tarde as causas do MPLA, seguiu e experimentou diversos rumos – Gana, Togo, Nigéria, Congo-Brazzaville, Camarões (tentativa falhada) e Guiné Equatorial para chegar Gabão mais de uma década depois – em fuga aos golpes de Estado, mas carregando no exercício profissional de médico pela África, a Bandeira que haveria de ser hasteada no solo pátrio.

«Triunfado o Golpe (1966), Kwame N’Krumah (a quem fui apresentado pelos colegas no ano anterior) só regressa a Gana depois da sua morte e é sepultado em Temate, sua terra natal (…)
Assim, CLSTP, MPLA, FRELIMO, PAIGC, ANC e mais outras Organizações Nacionalistas, foram obrigados a abandonar o País.» Pág. 113

Com a abertura democrática do país, São Tomé e Príncipe, Guadalupe de Ceita, o nacionalista, médico exemplar, batalhador singular e Homem de moral inatingível, uma vez mais, mesmo com as pernas amputadas, agora pelos seus camaradas do Grupo de Reflexão, de que é fundador em 1989/1990, avança às presidenciais de 3 de Março de 1991, contra Miguel Trovoada apoiado, cirurgicamente, pelo seu PCD, ascensão do GR. Desiste da corrida, evocando a falta de transparência.

A caminhada científica iniciada na inaugurada Escola de Enfermagem de São Tomé (1947), que, na altura, ainda não elevava os estudos além de primário e, prosseguida na Casa de Saúde de Luanda (1952) pelos contributos indispensáveis do médico português, Dr. Luís de Figueiredo, entrou em Lisboa com holofotes a acender o futuro médico pelos abraços caridosos de outro filho da Terra, herdeiro da residência intelectual, cultural e de luta dos povos africanos, o histórico nº 37 da Rua Actor Vale, pertença dos “Graça”, a família da elite africana negra são-tomense.

«Chegamos, finalmente, à Lisboa, na madrugada de 18 de Abril de 1955, data memorável no mundo das Ciências: morria o famoso Abert Einstein, o maior sábio do século XX.
(…)
Eurico Graça, como prometido, lá estava especado à minha espera ao desembarcar. Apanhamos um táxi para “37”.» Pág. 62

Nunca é demais pescar no registo da História a mesada do seu pai, a nobreza de angolanos, portugueses e são-tomenses, professores, colegas e amigos de outras temporadas que deram impulso financeiro e moral ao seu percurso académico imbuído no desafiante frio gelado e, de limpar chão e lavar pratos para engrossar moedas de saldar as contas mensais do estudante africano.

«A Tia Andreza, assim era conhecida pelos estudantes de “37” Andreza da Graça do Espírito Santo, irmã de Salustino da Graça do Espírito Santo, Januário da Graça do Espírito Santo, Domingas da Graça do Espírito Santo e outros, aquela cuja figura me havia sido transmitida pelos familiares seus em Capela (Trindade) quando da minha meninice, ficou bastante condoída e disse que podia continuar e pagar mais tarde, num tom como quem diz: quando puderes. Contudo, fiquei em mim.» Pág. 63

Devorado sem dó, nem piedade, as fronteiriças quinhentas páginas de “Memórias e Sonhos Perdidos de um Combatente pela Libertação e Progresso de São Tomé e Príncipe” pela meritosa gincana de Aito Bonfim, um manual excelente de desvendar de uma outra “verdade”, não descortinei qualquer ajuste, nem ódio, nem vingança de um “mais velho” contra os seus camaradas que lhe expulsaram do intento de ser político na Nação independente.

«Aos 85 anos de idade (2014), já no fim da vida, depois de várias peripécias pelo caminho, não sei ainda como ela vai terminar. O Sol a ocultar-me no Poente e o Clarão a esvair-se, a empalidecer e a deixar a Terra em progressiva escuridão.

Mas, não falo só de mim, falo do grupo a que todos pertencemos. Nomes como Alda Graça do Espírito Santo, António Barreto Pires dos Santos (Ohnet), Gastão de Alva Torres, e muitos outros, vivos ou mortos, com que lidei ao longo dos tempos, continuam a brilhar para a eternidade.» Pág. 471/472

Pelos serviços preciosos emprestados à defesa dos valores de Civilização, Liberdade e em prol da Dignificação do Homem, Portugal, através do Dr. Luís Gaspar da Silva, o então embaixador nas ilhas, realizou em Março de 2019, no Salão Nobre da Embaixada, em São Tomé, na presença de dezenas de individualidades, amigos e familiares do médico, a cerimónia solene de agraciamento do Doutor João Guadalupe Viegas de Ceita, com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade.

O Médico Guadalupe de Ceita, nascido no dia 4 de Fevereiro de 1929, em São Tomé, um nacionalista injustiçado pelos políticos e “torturado” pelos homens da caminhada histórica, faleceu aos 92 anos de idade, na última semana, no país que amou, lutou pela independência, São Tomé e Príncipe, batalhou e deu vida científica para a melhor Saúde do Povo largado à cruz da elite desonesta e proprietária dos sonhos da democracia.

No manto de solidariedade nacional, é o momento de apresentar à família e aos familiares enlutados do Doutor Guadalupe, as mais profundas e sentidas condolências.
Doutor Guadalupe de Ceita, descanse em Paz!

O Presidente da República, Carlos Vila Nova, a Nova Maioria governamental, o MLSTP/PSD e o PCD, ainda não deram a ler a reação oficial ao desaparecimento físico para a eternidade do Médico, Doutor Guadalupe, combatente-fundador de causas do seu povo e país. A imprensa estatal, ao serviço dos governos, não reagiu à morte de um dos inspiradores da Nação, São Tomé e Príncipe.

«A contrastarem com estas sentenças, aliás humanamente compreensíveis, e baseados em vários factos do passado e do presente, daqui e de além-fronteiras, atrevo-me a afirmar, ainda, que creio apesar de tudo no futuro (risonho) deste Povo.» Pág. 438

José Maria Cardoso

27.10.2021

3 Comments

3 Comments

  1. Guilherme

    28 de Outubro de 2021 at 17:09

    Obrigado, Caro autor por uma nota de opinião digna de leitura sobre o percurso deste verdadeiro Combatente da liberdade, pela nossa terra e pelo continente Africano. O Dr. Guadalupe de Ceita, era uma verdadeira biblioteca viva e conhecedor com detalhes, das peripécias vividas, não só, no Comité de libertaçao de STP, mas também nos partidos de libertação das outras ex-colonias Portuguesas; conhecia bem os verdadeiros camaradas de luta, os intrigos, os intriguistas, os traídores, os oportunistas e fazedores do “show-off” sob cap de combatentes. Muito novo ainda, e ja com STP independente, tive a feliz oportunidade de ser vizinho deste ilustre santomense e com a sua familia aprender muita coisa.., ou seja aquelas coisas que o Dr. achasse que os meninos da minha idade deveriam saber. Em troca, com brincadeira e alegria “ensinava” a sua esposa e o seu filho, então menino dos 6,7 anos a falar o português, pois provenientes do Gana, falavam apenas o Inglês. É pena que os nossos historiadores, sociologos ou pesquisadores da escrita não tenham aproveitado e sabido tirar deste Senhor, Enciclopedia da Historia de Libertação Nacional a sua versão dos factos acontecidos. Enfim, ainda vamos a tempo de escutar e escrever a versão dos combatentes que ainda cá estão. Que Deus lhe conceda a eterna paz.

  2. SANTOMÉ+CU+PLIXIMPE

    29 de Outubro de 2021 at 7:49

    ESSE POVO É MALUCO E ENGRATO,, TANTO FALARAM MAL DO DR GUADALUPE NA QUESTÃO DE CENSO, HOJE HOMENAGENS,,,,”””

  3. Ayres+Guerra+azancot+de+Menezes

    5 de Novembro de 2021 at 9:39

    Excelente artigo. De facto é altura certa de começar reagrupar toda documentação ,espólio espalhado pelo mundo, recolhido ou doado pelos familiares ou amigos interessados de todos os nacionalistas santomenses. Deveriam criar uma plataforma subsidiada pelo estado ou grupos de voluntários sensíveis na recuperação dos valores nacionais de contribuição tanto internamente como externamente. Poderiam estabelecer protocolos com instituições estrangeiras que já detêm arquivos históricos como a faculdade de letras de Lisboa que alberga o espólio do Dr Hugo José Azancot de Menezes ,filho do Aires de Sacramento de Menezes. Neste espólio de mais ou menos 2500 documentos do Hugo José Azancot de Menezes e de 80 cartas do Aires de Sacramento de Menezes e de dezenas de fotografias constam também testemunhos documentais do Dr Guadalupe de de Ceita ,Onet e outros nacionalistas. Os historiadores e cientistas sociais deveriam debruçar-se sobre uma pesquisa profunda e resgatar a verdadeira história dos seus filhos dignos, honestos, verdadeiramente patriotas da emancipação do povo e das causas nobres.

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