De todo espalhafato que veio à praça pública – na terra «tudo é bom!» – pressentia algo escapado da triste figura política dos três deputados da oposição que intimaram o jornal Téla Nón e Abel Veiga, a ajustar as contas para com a justiça como contributo do MLSTP ao deprimente estado da Nação.
Daí, apesar de obstáculos erguidos pelo gritante ódio para reinar na prática da maioria absoluta, consegui chegar ao conforto parlamentar e identificar os membros de ADI, na 1ª Comissão Especializada Permanente da Assembleia Nacional, a saber: Elísio Teixeira (secretário-geral de ADI), o presidente; Arlindo Santos “Bala”, o vice-presidente; Edmilson Amoço, o secretário; Abnildo d’Oliveira, (vice-presidente da casa parlamentar) e José António Miguel (líder da bancada parlamentar de ADI) e ainda o deputado do MCI/PS-PUN, Baltazar Quaresma.
A banhar no turbulento mar, em que navegamos com o maior partido de oposição, sobrevivendo ao desprezível trabalho de casa e às ondas tenebrosas do poder que de, golpe em golpe, insiste no abate do adversário, numa clara doutrina antidemocrática de recusa do funcionamento normal do parlamento, sob ordens do 1º ministro que nega até então – sem o apito constitucional de Vila Nova – os vários nomes dos deputados do MLSTP à vice-presidência, legal, da Assembleia Nacional, eis que surge no jornal, a bomba “90 mil dobras terão aniquilado o MLSTP politicamente”.
Pessoalmente, banhista com alguma ousadia nas praias destruídas pela democracia, através de dedos gananciosos, egocentristas e vergonhosos da nova geração, a fazedora serviçal da política são-tomense, em todos os figurantes partidários, não estranhei pela rotineira de tudo valer na falsa e amedrontada praça do Estado de Direito democrático.
Sou suspeito, atendendo a simpatia que venho nutrindo de um dos três pescadores da legislação, em debate e julgamento público, respetivamente, Danilo Santos, Gabdulo Quaresma e Wuando Castro, os integrantes pomposos e com os dedos limpos na apetitosa casca-de-maduro jurídica-parlamentar da reforma da justiça para os “ingleses verem”, a beijoca internacional, com o financiamento das Nações Unidas que num faz de contas, fecha os olhos aos assassinatos, ao medo, desespero, desperdício, desnorte governamental, à autocracia, violência, criminalidade e debandada coletiva da força produtora juvenil para bem longe das ilhas.
Na reação privada com alguns quadros nacionais, predispus-me na defesa do meu “afilhado”, o Wando Castro, mas no virar do banho para refrescar a cabeça, logo na esquina da Praia Perigosa, fui categórico, aquando de confronto com a explicação do inexplicável. Li muita desonestidade política nos três deputados eleitos pelo povo para a defesa, linha número 1, da Constituição da República.
Prestando um frete barato ao atual poder através da cegueira jurídica – o ministro Jorge Amado, o embaixador Aurélio Martins (antigos presidentes do MLSTP) e a atual conselheira jurídica do 1º ministro, Célia Pósser, a antiga governante do partido, exemplos pagos politicamente pela ADI – saíram pessimamente na fotografia com a ameaça de levarem o jornal às barras do tribunal.
Complicaram muito mais o vexame político, depositando e sem perca de horas, a queixa-crime no Ministério Público e, pior, suportados pelo advogado Wilfred Moniz, exigindo ao equivalente 40.000€00 (quarenta mil euros) pelos estragos à “ficha limpa” dos seus clientes. Ao fundo do panorama, o edifício do descarrilado Ministério Público, serviu para batismo do apetite escandaloso, em que as figuras postaram para que no uso das novas tecnologias, o telemóvel – só pode ser – nem precisaram de um fotógrafo, à altura, que recusasse o mau préstimo à democracia.
Para que a alma descanse em Paz Eterna, à família e aos familiares do antigo constitucionalista, Pascoal Daio, falecido recentemente em Portugal, apresento as mais sentidas condolências.
Os interesses pessoais ou de grupos, não permitem os “camaradas” com os bolsos, de sombra coincidente e recheados de 1200€00 (mil e duzentos euros), usarem o mínimo de bom senso, contextualizando as estratégias necessárias que ainda possam servir de fortificação para salvar o partido do eixo governativo, quando tudo ficou claro. O partido está na disputa eleitoral, daí pode ter sido jogo sujo do interior para a venda de “falsa notícia” à imprensa na “carona” das normas que promovem e automatizam a figura e o mandato do atual procurador-geral da República, Kelve Nobre Carvalho, mudo e cego pela tontura jurídica, que termina em agosto próximo.
As normas, brilhantes, de favor político ao promotor da legalidade, só mereciam ser contestadas por vozes autorizadas na exigência ao presidente da República, o juridicamente e correto envio ao caixote da fiscalização preventiva e legalidade constitucional. Dos duzentos e tal artigos, vistos e revistos, por não juristas e sobre a pressão do tempo, não haverá mais nebulosidade na escuridão que no futuro breve, acabará para a satisfação autocrata do primeiro-ministro, abater as vozes incómodas, o contraditório e o partido MLSTP, através de expedientes “legais”, ora aprovados?
Com tanto lixo a desaguar na baía de Ana Chaves, o refúgio silencioso dos cinco deputados de ADI e um do PUN, na partilha do lucro de negócio da podridão da Praia Perigosa, com os cadáveres humanos derivados da ausência de saúde no hospital Ayres de Menezes, nos centros distritais e no hospital regional, mas já saudada pelo venerando conselho de ministros, como lei de ouro, ninguém tem dúvidas de que Carlos Vila Nova, mesmo dando ouvidos à representação dos magistrados do Ministério Público, liderada por Redigil Tavares, secretário do sindicato judicial, que lhe ofereceu o entendimento técnico da inconstitucionalidade das várias normas aprovadas pela casa legislativa, tem as ordens superiores para cumprir e sem pestanejar seus olhos de traição às promessas de um presidente escolhido para a harmonia dos são-tomenses, independentemente de pensamento ideológico e religioso e jamais, a desonesta cumplicidade no amordaçar da liberdade.
Num ato inédito, ao contrário da Lei Interpretativa da Rosema, inconstitucional e promulgada, em relâmpago – Vila Nova com o nó de vingança na garganta e mais tarde, crucificado com o aval oficial à corrupta concessão do porto de Ana Chaves, ao empresariado estrangeiro – e que se tornou a cervejeira na fonte da embriaguez do poder, futebol e da Câmara de Cauê, o mais alto magistrado da nação, pareceu mais lúcido e após a tentativa de deixar que as poeiras baixassem dos holofotes da sociedade civil, enviou a inconstitucionalidade aos (in)constitucionalistas do XVIII Governo.
Mais uma “cabeça-fundo” na nojenta baía de Ana Chaves com a podridão governativa na Praia Perigosa, em que nenhum observador, espera outra decisão dos conselheiros, senão banho fresco, farsa e cumprimento da aprovação da sujeira, já coroada pelo chefe, o 1º ministro, em passeio constante e a custa do erário público, agora representando o país nos JÔ – Jogos Olímpicos de Paris.
Com a ameaça de afastamento dos três “merendistas” da 1ª Comissão Especializada Permanente da Assembleia Nacional e de liderança da bancada – reconhecimento do erro cometido ou, pelo menos, as costas expostas à chibatada do partido ou ainda, a auto certidão de incompetência – o presidente Jorge Bom Jesus, a Comissão Política ou um grupo de militantes, partidário, não deveria, na similar fotografia egocentrista, avançar com uma queixa-crime contra o trio que deu nó na corda?
Observando de fora, os partidos são o sustentáculo da política e o país, está a pouco mais de dois anos das próximas legislativas. Os militantes devem ser submetidos ao esclarecimento de que estão prestes a escolher o candidato a primeiro-ministro, mas basta dar revista nos pré-candidatos que se desfilam à rendição do líder, Agostinho Rita; António Quintas; Américo Barros e Gabdulo Quaresma, num exercício de livre pensamento, contraditório e escrutínio democrático, para lá do esbanjo financeiro que fazem da escravatura mental da militância, nenhum só, reparem, por mais maturidade política, nenhum só dos quatro voluntários, goza de honestidade, seriedade e responsabilidade com que possa dar o novo fôlego, tão necessário a alternância do poder governativo, em 2026, senão “camaradas” com máscaras para o auto suicídio do MLSTP.
Com todos os ingredientes na sujeira política, apesar do excessivo calor na gravana, boa gente estará em linha de pensamento de que tendo o jornalista Abel Veiga, não confrontando atempadamente, os três pecadores, fica a questão. Qual ganância financeira impediu os santos de solicitarem ao jornal Téla Nón, sem recurso à justiça, a retratação e o direito de resposta para a preservação do “bom nome”, através do mesmo servidor público de acesso dos milhares e milhares de leitores à São Tomé e Príncipe?
Feliz 12 de Julho!
José Maria Cardoso
31.07.2024

Líbia
4 de Agosto de 2024 at 22:52
Gabdulo Quaresma desgraçou a carreira política dele em São Tomé e Príncipe: corrupção.
Cleopter dos Santos
6 de Agosto de 2024 at 9:15
Esqueceram-se que o dito cujo é um bom Corruptor