Opinião

Patrice Trovoada: um governo fracassado – país vai perder mais 4 anos

Essa é a quarta vez que Patrice Trovoada exerce a função de primeiro-ministro, e se conseguir completar o mandato serão um total de 10 anos e 4 meses a ocupar o cargo de chefe de governo, nunca em democracia alguém ficou tanto tempo a conduzir os destinos do país. A atual governação caminha para completar dois anos, mas infelizmente nada de extraordinário acontece no país, os santomenses apenas têm visto um país a desmoronar em todos os indicadores, só se vê mentiras.

Não há nada de bom ou de positivo a acontecer no país, acordos de concessão de infraestruturas e empresas estratégicas sem concurso público, contração de empréstimos e consequente endividamento do país sem cumprir os procedimentos legais, usurpação de funções e competências de outros órgãos de soberania, aprovação de diplomas e nomeação de titulares de cargos públicos em clara violação da constituição.

Quando Patrice Trovoada tomou posse havia várias previsões positivas em relação a economia, em 2023 o país iria crescer 3.2% apoiada na procura mundial de mercadorias, melhoria no comércio e turismo que seriam impulsionados pelo abrandamento das restrições da pandemia.

Previa-se também que o saldo da balança comercial iria continuar positivo e que as receitas das exportações e turismo iriam ajudar a diminuir o déficit da balança corrente. Também se previa um aumento das reservas internacionais em resultado dos fluxos de capital privado e de investimento direto estrangeiro, o que iria contribuir para diminuir o rácio da dívida pública em relação ao PIB.

Mas, infelizmente, a incompetência do Patrice Trovoada não permitiu que se cumprisse as boas expectativas que principais instituições financeiras internacionais tinham perspetivado para São
Tomé e Príncipe no ano de 2023. O problema começa com a falsa tentativa de golpe de estado
de 25 de Novembro de 2022 e depois agudiza-se com a crise de combustíveis nunca antes vista
de 2023. Os dois eventos acabaram por expor a farsa, o cinismo, a hipocrisia e a incompetência
do Patrice Trovoada e ao mesmo tempo desacreditá-lo aos olhos dos santomenses e da comunidade internacional.

Não existem grandes obras públicas a decorrer e nem grande investimento direto estrangeiro para resolver a questão do desemprego, sobretudo desemprego jovem. Não se vê políticas públicas sérias e investimentos para alavancar o setor da agricultura e das pescas, dois setores que na minha perspetivam seriam os motores do crescimento económico do país e serviriam ao mesmo tempo para reduzir substancialmente o desemprego.

Não existe uma política séria para produção e distribuição de eletricidade e água em todo o território nacional, não existe um plano estratégico sério sobre o desporto nacional e não existe uma política séria para educação e juventude. O setor da saúde é uma tragédia nacional e sem perspetivas de melhorias e onde os pacientes morrem por falta de cuidados e medicamentos básicos e sem que ninguém é responsabilizado.

A população santomense continua cada vez mais pobre e deprimida, sem perspetivas de um futuro melhor. No entanto, o Patrice Trovoada vai viajando, passeando de avião, gastando dinheiro que o país
não tem e que poderia ser canalisado para resolver situações dramáticas como o caso da mãe de quatro filhos, doente que faleceu no hospital. Vai fingindo que trabalha e, no entanto, não se vê literalmente nada a acontecer no país.

Por: Nelson Ponte

3 Comments

3 Comments

  1. santomé cu plinxipe

    22 de Agosto de 2024 at 7:08

    Maluco…vem para são tomé dar contribuição e deixa de latir no cu estrangeiro…

    • Nelson Pontes

      23 de Agosto de 2024 at 10:35

      Comentário patético, típico de gente fraca e ridícula que em nada contribui para dignificar o país. Da próxima vez que comentar, escreva alguma coisa que faça sentido e talvez eu te leve a sério.

  2. Jose Pires

    22 de Agosto de 2024 at 16:24

    Muito boa observação….só faltava acrescentar;
    1. O controlo dos tribunais pelo atual poder;
    2. O massacre orquestrado no quartel,;
    3. A sensura na comunicação social;
    4. O prenúncio de uma ditadura.

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