Opinião

Discurso da Reconciliação

O discurso costuma ser, grosso modo, a forma que um individuo utiliza para exprimir uma ideia, um pensamento ou tudo o que lhe vai na alma.

Reconciliação é, regra geral, um mecanismo que serve para a reaproximação de dois irmãos desavindos.

O DISCURSO DE RECONCILIAÇÃO foi a forma com que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República nos brindou no último dia do ano 2024.

O discurso do cidadão Presidente da República pode ser classificado como sendo um pacote de dois em um”.

Esta expressão dois em um, que advém da gíria popular, assenta bem na sua forma e no seu conteúdo como nos foi transmitido.

O discurso do cidadão Presidente da República é dois em um porque o primeiro é feito para a Nação e o segundo é na qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas.

Discurso para a Nação

Sua Excelência o Presidente da República foi incisivo, firme e determinado a enumerar os problemas de que enferma a nossa sociedade de um tempo a esta parte.

Abordou a questão da emigração desenfreada dos Santomenses à procura de uma vida melhor e o drama de abandono dos seus filhos, entregues à sua sorte.

Falou da violação sexual de menores, do problema da saúde e da escola, da governação à distância que preocupa a todos os eleitores e a diáspora. Enalteceu o papel fulcral dessa diáspora ignorada pelos sucessivos governos.

Discurso de Comandante Supremo

O cidadão Presidente e Comandante Supremo deu um sinal forte à sociedade, pretendendo expurgar das Forças Armadas os elementos que assassinaram, com requinte de malvadez, 4 jovens no quartel, procedimento só visto na IDADE MÉDIA e durante a INQUISIÇÃO, querendo com isso reconciliar a população com as Forças Armadas que gozavam de prestígio e respeito da sociedade em geral, granjeados ao longo de décadas.

No fundo, o cidadão Presidente e Comandante Supremo quis mostrar à Sociedade Santomense que as Forças Armadas não se reveem nestes elementos nocivos em qualquer instituição, pois ela é grandiloquente e de prestígio Nacional.

Em termos de conclusão, o DISCURSO DE RECONCILIAÇÃO foi uma forma de se tentar trazer ao de cima a nossa São-tomensidade.

Esperemos que o ano 2025, comemorativo dos 50 anos da nossa independência, nos traga – considere a evolução da actual situação – mais resiliência e mais capacidade de resolvermos nós próprios os nossos problemas.

Lúcio Amado 04 de Janeiro

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