Opinião

50 anos de independência. E ainda a correr atrás da tinta

(imagens captadas a 11 de Julho nas imediações da Praça da Independência, São Tomé)

📸 As imagens não mentem.

O FVV estava “dele” calado. Respeitando a concentração necessária daqueles que preparam as festividades. Mas quando batiam as 17h, este era o cenário que os meus olhos viam.

Depois de 50 anos a preparar a festa, eis que a menos de 2 dias do acto central, a desorganização que já se adivinhava há 7 meses assume-se — deslumbrante e determinada.

O improviso e a desorganização estrutural passeiam-se a dengué pela cidade… depois juntam-se ao caos do trânsito, que escusa de ser reportado!

Trabalhadores e equipamentos públicos mobilizados à pressa para pintar prédios, remendar ruas, montar tendas e esconder o abandono com maquilhagem.

Tudo num esforço atabalhoado e de última hora para dar ao mundo uma imagem que não condiz com a realidade vivida.

Gente rogou-nos praga. Só pode.

Ainda não se conhece o programa oficial das comemorações. Nada!

🔴 A marginal de betão armado continua vedada — e ninguém se digna a prestar contas.

🔴 O que é feito à pressa, será pago à pressa, com os dinheiros públicos de todos nós. Sem transparência nem eficiência.

O FVV não está contra a festa. Está contra a encenação— e, sobretudo, a desorganização de mau gosto.

Peçam as cassetes da Cimeira dos Cinco, em 1985, e vejam o show que o país deu!

Estamos a ver tudo. E a registar. Para que o país volte a ter memória

1 Comment

1 Comment

  1. Pema Sun Sa-Glange.

    20 de Julho de 2025 at 1:25

    Os santomenses festejam a independências todos os dias como boa “Africa negra”. O verde-amarelo transparece no dia-a-dia dos habitantes da ilha não obstante qualquer representação nas celebrações/comemorações do nascimento do nosso pais. O meu povo enche o peito para por a bandeira mais alta que a liberdade em qualquer dia, em qualquer lugar e foi isso que fez em Camarate com a alegria da nossa musica (de dois acordes, típica de ilhéus), nos tons e nos ritmos nostálgicos do nosso “bulawee” ” socope” e “puita”. Quem ficou remou o suficiente para dar caminho a quem saiu! A nossa canoa que o vento faz bailar nesse oceano pede tempo e reflexão mais que festejar. Agora temos de colocar vela e dar rumo e direcção a este projecto que os nossos bravos, sem vacilar, confiaram o nosso destino e puseram a na nossa esperança um futuro melhor. A nossa independência.

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