Se tínhamos geradores avariados que necessitavam apenas de serem reparados como está a acontecer agora, por que razão fazer um contrato tão ruinoso com uma empresa chamada Tesla, criada a toque de caixa, deixando os geradores que já possuíamos a apodrecer, sobretudo quando se sabe que São Tomé e Príncipe é um Pais desprovido de recursos financeiros neste momento?
Esse contrato altamente lesivo aos interesses do Pais, baseou-se essencialmente no fornecimento de grupos geradores, quando ao meu ver, devia-se priorizar em primeiro lugar, a instalação de painéis solares, mini barragens hidráulicas ou outras formas de produção de energia para que, a curto prazo, se pudesse substituir a energia produzida por grupos geradores e garantir uma energia limpa, mais económica e sustentável para o País. Os geradores funcionariam apenas como alternativa numa situação de emergência. Para isso, esses grupos que estão a ser reparados agora, podiam desempenhar esse papel de plano B.
Lembro-me que no fim do mandato do ex-Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, havia alguns projetos de instalação de painéis solares prestes a serem concretizados, pois, um deles já tinha terreno preparado para entrar na fase de montagem dos painéis, nas imediações do aeroporto.
Sem qualquer explicação, o então governo de Patrice Trovoada suspendeu pura e simplesmente o referido projeto e outros desta natureza, sem, contudo, apresentar outros como melhor alternativa.
Mais uma vez a continuidade do Estado foi posta em causa, não só em relação a esse projeto de fornecimento de energia elétrica, mas também, em relação a outros em curso naquela altura. Por isso é que acho que é uma questão séria que deve ser tratada com urgência pelos legisladores aqui em São Tomé e Príncipe. Em vez disso, os políticos passam a vida a lamentar e a fazer acusações mútuas, quando o Parlamento assim como as outras autoridades do Pais devia tomar medidas legislativas para corrigir esse mal crónico. Resultado, os problemas se repetem e vão se agravando sem se vislumbrar uma solução plausível.
Tendo em conta a fragilidade das nossas instituições de controlo, sou da opinião também que todos os projetos cuja execução e conclusão ultrapassassem uma ou mais legislaturas deviam obrigatoriamente ser decididas com a participação decisiva dos partidos da Oposição Parlamentar.
Esse imbróglio que se vive atualmente entre o Estado e a empresa Tesla, da falta de definição entre o valor contratualizado e o valor real consumido é um autêntico escândalo. Das duas uma, ou não se fez um estudo técnico e de viabilidade económica sobre o nosso real consumo de energia e as capacidades financeiras da EMAE, o que é muito grave, ou se existe o estudo, mas foi intencionalmente ignorado para satisfazer interesses obscuros que não tem nada a ver com o Pais.
Por isso é que sempre disse que São Tomé e Príncipe está vulnerável e entregue aos apetites dos corruptos, porque é normal aqui no Pais não se cumprir as normas e as leis sem consequências para os incumpridores. Neste sentido, é necessário que o Estado reforce mecanismos existentes de controlo ou crie outros para defender a nossa democracia, as nossas instituições e a nossa economia, porque ninguém está acima da lei. Isto é urgentíssimo!
O facto de esse projeto com a Tesla não ter cumprido os procedimentos previstos na lei para a licitações e contratos dessa natureza e, também porque o contrato foi mantido em segredo por muito tempo, só por si, é o indício de uma situação anormal que devia ser investigada pela justiça para se identificar e punir os prevaricadores. Como tudo que é feito de forma fraudulenta dá maus resultados, estamos perante uma situação complicada neste momento, já que o Tesla deixou de fornecer a eletricidade a EMAE alegando a falta de pagamento dos montantes previstos neste contrato ruinoso para o País.
O Pais não pode estar numa situação tão vulnerável como se encontra neste momento, num sector nevrálgico para economia e a vida das pessoas, só porque há gente que pensa que está acima da lei, porque teve uma maioria absoluta nas eleições.
O estranho é que alguns defensores do mandante do referido contrato, regozijaram-se quando souberam do abandono da Tesla, deixando o Pais as escuras. Segundo eles é preferível ter energia permanente, apesar de um contrato prejudicial ao Pais. Mas o que não lhes disseram é que era possível melhor solução para essa questão energética do que esse péssimo contrato com Tesla.
O senhor Ministro de Estado da Economia e Finanças, Gareth Guadalupe teria levantado um detalhe que me deixou um pouco confuso: é verdade que aqui em São Tomé e Príncipe faz-se confusão, por vezes, entre uma empresa publica e um departamento governamental. A EMAE é uma empresa publica e não uma direção dum ministério. Portanto, toda a empresa pública tem a sua autonomia financeira e outras e faz engajamentos de acordo com a sua disponibilidade orçamental e financeira. Será que os atores nacionais desse contrato tiveram em conta esse pressuposto básico?
Esta Empresa Publica tem vindo a queixar-se que recebe apenas 3 megas de energia, mas a empresa turca fatura 10, segundo o contrato. Sendo assim, é compreensível que a EMAE não possa honrar o pagamento.
Entretanto, o senhor Ministro Gareth já veio ao publico dizer que o seu Ministério não se responsabiliza pelo pagamento de 5 milhões e quinhentos mil euros faturados pela Tesla e em dívida. Sabe-se que a Tesla deixou de fornecer a energia porque não concorda com a alteração do contrato proposta pelo Governo.
A questão que se coloca agora é a seguinte: quem vai pagar esse valor em dívida? Será que o Governo já decidiu não pagar essa dívida a Tesla? Pelos vistos, temos mais um contencioso à caminho.
São Tomé, 30 de agosto de 2025
Fernando Simão

Miques
31 de Agosto de 2025 at 7:36
É preciso uma mudança duradoura no poder político e na organização estrutural da sociedade santomense, normalmente devido à percepção de incompetência política do grupo dominante, ineficiência da burocracia estatal vigente e corrupção sem fim a vista.
J Fernandes
31 de Agosto de 2025 at 7:37
Ja la vao 50 anos meio seculo que a EMAE anda ruinar a vida dos Santomense
Todo povo santomense deveria fazer uma revolta contra a escravatura em voces condicionaram a vida do povo
Nao temos energia
nao temos agua
A onde paraos contadores pre pagos ?
porque que sumiram com os contadores pre pagos que PT encomendou ?…
Mais todos fins de mes as facturas sao cobradas
os senhores donos da EMAE tenhem todo tipo de regalias
salarios shurudos
roubam gasaolio e desconta nas facturas do clientes
Isto uma aberacao
com essa vergonha de miseria de racionalizacao temo muitos electrodumesticos etragados
alimentos estragados , todas pequenas e media empresa estao estaguinadas voces tenhem
vossa energia de borla grandes regalias e o povo aque na merda
O povo de Sao Tome deveria deve fazer uma revolta e exeger uma indeminizacao a empresa EMAE .
iIsto representa um abuso
Se isso acontece , de sertza que o valor a pagar aos utentes sera muito maior que o valor
que voes deverao pagar a estesla tenho a certeza
asaltaram o poder para massacrar o povo , tratar as pessoas debaixo de caes
essa ceita , essa quadrelha sao uns monstros
O rosto da vergonha de STP
Célio Afonso
31 de Agosto de 2025 at 8:09
Em STP o negócio mais rentável e seguro é feito entre os particulares e o estado.
Daí a razão o apetite desmedido pela carreira política.
O exemplo claro foi a reacção do Patrice Trovoada quando o DG da EMAE disse que o contrato tem clausulas altamente lesivas para o estado São-tomense e que a empresa não deve todo esse dinheiro a TESLA.
O indivíduo quase que ia tendo um infarte!
Jfernandes
31 de Agosto de 2025 at 8:32
Santomenses exaltam a sua voz !
Exegesis indemnização da danos causadores pela EMAE empresa de Água e electricidades
Por má jerencia
Danos de electrodomésticos
Provocado por má prestaçao
de serviço
Não aplicaçao de contadores
Pré pagos
Falta de energia regular no pais
Burlão que usam a empresa em seu beneficio
Será esses monstro nao veem que estao a destruir esse pais
O Santome ses ja a 50 anos nesta merd@
Nos merecemos outro tipo de gente a governa e nao esses lacaios
Santomeses,Acordem desse sono !
Façam a vossa voz sentir !
Aos pequenas e medias empresa
Antonio Fernandes
1 de Setembro de 2025 at 7:29
Realmente é incrível a incapacidade de gerir o bem público que existe em Stp. E o mais incrível é que dura há 50 anos!!! Só existe nos países comunistas, tipo Cuba etc mas Stp diz que é uma democracia!!!!!!!
Estas empresas do estado só servem para fazer alguns escroques ricos! Não servem o povo assim não são públicas.
A única forma de tornar estas empresas capazes de realizar os seus objetivos, Emae servir energia e água ás populações, é conceder a sua gestão a grupos especializados privados.
Com os privados a gerir, acaba se os taxos e o serviço estabiliza porque vivem de resultados financeiros.
Enfim, Stp com 200 mil habitantes vai continuar a não conseguir ter energia, ter um aeroporto decadente e um porto mar inoperante!! Mas assim é que estão bem!!
antonio Ferreira
1 de Setembro de 2025 at 7:29
A Tesla é uma empresa reputada e seus sistemas funcionam bem !
O governo Australiano vai contratar mais! O problema é que os governadores talvez não foram sérios e esconderam valores ou até mesmo aproveitaram para desviar erário publico. A Tesla é conhecida por não alinhar em esquemas corruptos ou ser incorrecta nos negócios!
Empreender em Portugal
1 de Setembro de 2025 at 13:11
Quem escreveu este artigo está alheado da realidade e quer levar o país para a idade da pedra. Tesla é progresso. Basta ir a Portugal, Espanha , Estados Unidos e ver os resultados. Se os políticos não roubarem o povo pode ser feita imensa coisa.