É um passo gigante para a cooperação sino-africana, anunciado na 39ª cimeira da União Africana, em Addis Abeba, este Sábado (14.02) pelo Presidente chinês, Xi Jinping, arquitecto da iniciativa, “zero tarifa aduaneira” para 53 países que exportam para a China.
A decisão da China de abolir os direitos aduaneiros para 53 países africanos, excepto Eswatini, a partir de 1º de Maio de 2026, é um marco histórico nas relações entre a China e a África.
Essa medida chinesa testemunha o seu compromisso em fortalecer a cooperação econômica e promover o desenvolvimento mútuo, em benefício dos dois povos.
A África, que há muito tempo é afetada pelas políticas protecionistas de alguns países ocidentais, encontra agora na China um parceiro confiável e solidário.Aliás, a imposição de direitos aduaneiros globais pelo presidente dos EUA, Donald Trump, havia sufocado muitos países africanos, mas a China surge como uma alternativa segura e ideal.
Agora, sem dúvida, a China é o primeiro parceiro comercial da África e um dos principais protagonistas no financiamento de grandes projetos de infra-estruturas e desenvolvimento no continente africano.
Assim, com essa nova medida anunciada pelo Presidente Xi, a China reforça seu papel de líder no sul-global e demonstra seu compromisso com a cooperação sul-sul.
É que, na mensagem dirigida à África, no âmbito da trigésima nona cimeira da União Africana, o Presidente Xi Jinping destacou que a “China e a África têm uma amizade histórica e que estão prontas para trabalhar juntas para promover a modernização e o desenvolvimento comum”.
Ora, do meu ponto de vista, este compromisso do chefe de estado chinês só veio provar aquilo que, na prática, é visível. No caso da Guiné-Bissau, também é indiscutível a solidariedade chinesa, é inquestionável a intervenção chinesa para o desenvolvimento das infraestruturas do país.
Além disso, a China se comprometeu a promover a negociação e a assinatura de acordos de parceria económica para o desenvolvimento compartilhado e a expandir o acesso das exportações africanas à China. Isto é algo extraordinário, pois, visto que, África dispõe de potencialidades enormes no sector primário.
Daí que, esta decisão da China é um passo importante para a construção de uma comunidade com um “Futuro Compartilhado para a Humanidade”. Toda esta iniciativa, veio consubstanciar-se o firme compromisso da China e do seu Presidente Xi Jinping em manter a paz global e promover o desenvolvimento comum, assim como, promover o multilateralismo que respeita o Direito Incondicional, que fundamenta na Carta das Nações Unidas.
A meu ver, esta posição da China veio contradizer as incertezas que se vive num mundo repleto de incertezas e turbulências. A África, por sua vez, em particular a Guiné-Bissau, deve aproveitar essa oportunidade concedida pela China para diversificar suas exportações e fortalecer a sua economia.
Pois, a eliminação dos direitos aduaneiros chineses é um incentivo para que os países africanos aumentem sua produção e competitividade, contribuindo para o crescimento econômico do continente.
Por fim, a dimensão humanitária e económica desta abertura da China é genuína!
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Por: Bacar CAMARÁ
Jornalista & Docente
Boinal
19 de Fevereiro de 2026 at 6:35
Bastante confiável kkk