O nosso primeiro gesto é endereçar os parabéns a todos os são-tomenses em geral e, particularmente, aos eleitores votantes que, com civismo e dedicação à pátria, contribuíram para criar um clima de pacificação no território nas eleições presidenciais do passado dia 19 de julho.
Estava em jogo a “luta” entre o candidato considerado pela maioria da opinião pública como o mais democrático, independente e autónomo (o Presidente da República em funções) e outro candidato indigitado pelo ex-líder da ADI que já ocupou o cargo de Primeiro-Ministro por quatro vezes num período de oito anos e dez meses, visto pela maioria são-tomense como autocrático e alvo de comportamentos muito suspeitos por parte de alguns cidadãos.
A ADI, neste momento, é o maior partido são-tomense em exercício. A situação não é nova. Iniciou-se cerca de quatro anos após a independência, em abril de 1979, quando dois dos elementos mais emblemáticos no seio do MLSTP, que ocupavam cargos relevantes, se desentenderam. Transformaram-se em “gladiadores políticos”, criando divisão, ódio e rancor no seio da população, situação que, anos mais tarde, se foi repetindo de eleições em eleições até à presente data.
As guerrilhas entre candidatos e políticos serviram para criar condições em benefício próprio, com o propósito de manter as suas instituições extrativas, em vez de se focarem no bem-estar económico e social do território, que vai de mal a pior em todos os sentidos, resultando na pobreza extrema da população mais desfavorecida ao longo dos 51 anos de independência.
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