Primeiro leilão de petróleo da ZEE continua no segredo dos deuses

Em Dezembro do ano passado, o governo prometeu para Fevereiro de 2011 o anúncio do valor do Bónus de Assinatura do primeiro leilão de petróleo da Zona Económica Exclusiva. Abril já vai quase ao meio e os são-tomenses ainda não sabem nada sobre os 7 blocos de petróleo leiloados.

A legislação petrolífera são-tomense, obriga as autoridades nacionais a informar o público sobre todos os aspectos relacionados com o dossier petróleo. A mesma legislação defende a transparência em todo o processo.

Mas na prática, as autoridades do arquipélago que desde 15 de Novembro do ano passado, anunciaram o fecho do primeiro leilão de 7 blocos de petróleo da sua zona económica exclusiva, ainda não conseguiram dizer ao país qual é o valor do bónus de assinatura apresentado pelas 4 companhias que manifestaram interesse nos blocos leiloados.

Em Dezembro passado, a quando da abertura das propostas, o Ministro dos Recursos Naturais, Carlos Vila Nova, prometeu 60 dias para anunciar o valor do bónus de assinatura. «Tudo faremos para que não exceda um período superior a 60 dias, a partir do qual anunciaremos quais são as companhias que connosco irão seguir em frente neste primeiro leilão dos blocos da zona económica exclusiva», declarou o ministro em Dezembro de 2010.

Já passaram mais de 90 dias e o Governo ainda não anunciou o valor do bónus de assinatura do primeiro leilão de petróleo. 4 Empresas desconhecidas no mercado petrolífero, foram seleccionadas para explorar os blocos da zona económica exclusiva.

A empresa são-tomense OG Engineeriung, pretende explorar os blocos 1,2 e 3, a Oranto Petroleum de capital nigeriano apresentou propostas para os blocos 3 e 6, a Afex Global de capital inglês quer ficar com o bloco 2, e a nigeriana Ouvert Energy manifestou interesse pelos blocos 3, 6 e 8.

Tudo está no segredo dos deuses. Mas, a Associação dos Economistas, não pára de questionar sobre o destino do primeiro leilão de petróleo da zona económica exclusiva são-tomense. A organização da sociedade civil, tem exigido a nulidade do processo, uma vez que o governo não criou a comissão de fiscalização de petróleo.

Um órgão do Estado fundamental para fiscalização de todo o processo petrolífero, e que a própria lei exige que esteja em funções para garantir a transparência do negócio. «Para mim uma coisa é certa. O leilão deve ser anulado. Porque enquanto a Comissão Nacional de Fiscalização do Petróleo não entrar em funções nenhum governo pode fazer qualquer contrato. A Associação dos Economistas processará todos os primeiros-ministros e ministros do petróleo que tiveram o atrevimento de passar sobre as leis existentes», declarou o economista Teotónio Torres, Presidente da Assembleia da Associação dos Economistas.

A Associação dos Economistas reforça a sua convicção de que o primeiro leilão de petróleo deve ser anulado, pelo facto de apenas 4 empresas desconhecidas no sector serem as únicas concorrentes aos 7 blocos. « A Associação dos Economistas já disse que
muitas dessas empresas, não têm condições nem financeiras nem técnicas para levar em diante o negócio de petróleo. Pelo menos há duas que pelas informações que temos são empresas, piratas. São empresas com muita má reputação a nível internacional
», afirmou Agostinho Rita, da Associação dos Economistas.

No entanto contactado pelo Téla Nón, uma fonte da Agência Nacional de Petróleo, garantiu que já terminou o trabalho técnico de avaliação das propostas das 4 companhias. A Agência Nacional de Petróleo, garante que todo dossier foi entregue ao governo, e acredita que a decisão final será conhecida nos próximos tempos.

Junto ao Governo, mais concretamente no Ministério dos Recursos Naturais, o Téla Nón foi informado que falta ultimar alguns aspectos para depois ser anunciado o destino dos 7 blocos de petróleo da zona económica exclusiva.

A Associação dos Economistas, considera que o processo está atrasado porque o executivo terá dado conta que estava a negociar com empresas efectivamente desconhecidas. «Sabemos que depois da declaração da Associação dos Economistas, o Governo mandou fazer uma investigação mais profunda sobre tais empresas. Creio que estão a recolher os dados de forma a poder tomar uma decisão com mais conhecimento de causa», referiu Agostinho Rita.

Nuvens de incerteza tiram transparência ao primeiro leilão de petróleo da Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga

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    Celsio Junqueira Responder

    Meus Caros,

    A credibilidade de um Governo faz-se cumprindo principalmente aquilo que promete e também num dialogo franco e aberto com a Sociedade Civil.

    Sendo assim, ninguém entende o silêncio e muito menos nenhuma satisfação pública sobre o desenrolar do processo.

    Não se quer e penso até ser entendivel que os meandros/pormenores do processo serem “segredo”. Mas convenhamos alguma coisa pode ser dita e não está a ser.

    Pelos vistos a “Mudança” é só mesmo o “slogan” e a realidade continua “nua e crua” igual ao de sempre.

    Bem Haja,

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    Olhos de Tartaruga Tartaruga Responder

    “A empresa são-tomense OG Engineeriung, pretende explorar os blocos 1,2 e 3″. O país é pequeno, pobre, mas com gente de coração grande, a coisa é mesmo assim o homem deve ser ambicioso acreditando em si que vai longe.
    Muito sinceramente gostaria de conhecer as pessoas que tiveram a nobre intenção.

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      Politico da Elite Corrupta de STP Responder

      A empresa OG Engineeriung, é uma empresa do cidadão Bano.
      Bano é cidadão nacional será que ele não tem direito de explorar petróleo do seu próprio país? Ou vocês queriam que seria tudo entregue aos estrangeiros, São-tomense é muito invejoso, deixa o homem explorar nosso petróleo, ele é filho da terra.
      Porquê que vocês não concorreram também? O concurso estava aberto a todos…

      Viva empresários nacionais………

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        Buter teatro esquecido Responder

        Caro politico de Elite Corrupta de STP;
        Empresa de Petróleo não como tomar lote de terra e derrubar arvores, não é roubar dinheiro do Estado. Sector petrolifero exige muita tecnológia, tem muita concorrência, exige muita organização e saber fazer.

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        Olhos de Tartaruga Tartaruga Responder

        Politico da Elite Corrupta de STP
        Parece que V.Excia. já vinha muito irritado, porque não vejo motivo para tanto blasfemar (Ou vocês queriam que seria tudo entregue aos estrangeiros, São-tomense é muito invejoso, deixa o homem explorar nosso petróleo, ele é filho da terra). Humildemente peço desculpas, não era a minha intenção que as coisas chegassem ao ponto tal.

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          António Veiga Costa Responder

          De duas uma: ou você é muito ingênuo ou muito tolo.
          Bano representa interesse de empresas estrangeiras. Tem conluios com grupo brasileiro.

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        Valdemas Responder

        Mas será que você sabe do que é necessário para explorar petróleo? Acha que é uma brincadeira? sabe quantos biliões de euros são necessários? Acha que existe massa crítica científica em São Tomé para fazer tal exploração no mar? sabe dos perigos ambientais que decorrem se algo correr mal? sabe alguma coisa? Não venham para aqui brincar com isto por favor.

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          António Veiga Costa Responder

          Valdemas, ratifico o que você disse.
          Santomense tem-se se mostrado muito tolo, muito fácil de enganar.
          Bano tem empresa de petróleo, em sociedade com outros santomenses e brasileiros.

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        Pumbu Responder

        O senhor queria dizer que esta empresa de sao-tomense vai mandar mergulhadores da praia das conchas meter tubinhos no mar para extrair petroleo?

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        Mário Jósé da Silva Responder

        Eu sou Santomensse resedente em Angola a 27 anos, gostei muito do teu dizer.
        Realmete eu a acrescentar na tua critica.
        Porquê que esta verba esta depositado na conta pessoal de São Tomé, e que não ser uma conta conjunta com Banco Mundial

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    Buter teatro esquecido Responder

    De conformidade a está situação, aproveito para dizer que o Governo cessante é o maior culpado dos prejuízos causados aos Estado. Devido interesse individual e do Grupo, o senhor Rafael Branco foi a televisão santomense dar entrevista que o País não tem petróleo, tempos depois, como o chefe do Governo, dá entrevista que pretenderia priorizar empresas da CPLP a ganhar leilão dos blocos, logo os investidores sentiram-se mal. Lamentável é, que o senhor Patrice Trovoada tem aludido o povo com a tomada de muitas medidas menos importantes, enquanto o dossier de petróleo que o seu pai está envolvido e que trás milhões ao cofre do Estado ele tem tratado as escondidas. Meu povo abre olho com o Patrice Trovoada.
    A lei das receitas petroliferas de STP diz que os directores devem ficar nas suas funções três anos, mais alguns senhores lideram a mais tempo. Não se vê trocas de pessoal na liderança dos processos de Petróleo. STP não tem colocado 40% de pessoal na autoridade conjunta com a Nigeria.

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    Dos santos Responder

    A pressa ou pressao nem sempre e amiga da perfeicao. E preciso calma e muita ponderacao na tomada de decisao num assunto tao importante como e este do petroleo.

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    NANDO VAZ (ROÇA AGOSTINHO NETO) Responder

    FALTA DE ÉTICA DE RESPONSABILIDADE NA GESTÃO DE COISA PÚBLICA. AINDA BEM QUE A NOSSA DEMOCRACIA TEM IMPACTO NAS URNAS!..

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      Téla Nón Responder

      Se continuar a escrever em letras maísculas os próximos comentários serão simplesmente excluídos. Veja as regras na página ACERCA.

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      António Veiga Costa Responder

      Sr. Nando Vaz, me licença de intrometer. Mas, peça a algum amigo para ensinar-lhe como faz para digitar acessando as teclas em letras minúsculas.
      Faça-me o favor.

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    lino Responder

    Bano é de facto filho da terra.
    Mas é malandro.
    O nosso amigo não se lembra das falcatruas dele?!!
    Deves ser algum familiar dele. Só pode ser.
    Bano é homem de esquemas pá!.
    Deixa-te de fantasias e patriotismo sem nexo.
    Anulem o contrato.
    Anulem tudo.
    Quem pode fazer isso …que faça já.
    Nada que tem a ver com o petróleo devia ser tratado sem uma comissão fiscalizadora isenta e instituida.
    obrigado.

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    Obama Responder

    Caros leitores,

    Em relação ao processo do leilão, deixo um aviso bastante sério ao povo Santomense: não devemos permanecer no silêncio, na dúvida e na expectativa mas sim começarmos a agir. É tempo de pôr um basta à estes homens que só se preocupam com os interesses pessoais em primeiro lugar e quanto aos interesses do Povo, já sabemos…
    Não vejo qualquer problema em haver empresa(s) nacional(ais) no leilão, desde que ela(s) seja(m) empresa(s) com capacidade técnica e financeira para executar o projecto de exploração de petróleo. No entanto, não vejo essa condição reunida por nenhuma dela(s) e lamentavelmente vejo comentários sem nexo, feitos na base do populismo e sem analisar profundamente nas consequências a longo prazo para o nosso País.
    É disto que se trata amigos, é o nosso futuro que está em causa e não o futuro de meia dúzia de homens gananciosos, corruptos, sem escrúpulos que só pensam neles.
    Até onde iremos nós com isto?!!
    Queria também chamar a atenção aos membros do Governo, especialmente ao Ministro dos Recursos Naturais que não tome qualquer decisão a pensar unicamente nos benefícios da minoria mas sim do Povo.
    Este recurso que temos, tem de ser gerido de forma responsável, sustentável e deve ser para o benefício de todo o Povo de STP.
    Um bem haja ao honesto e humilde Povo STP!!

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    VIOGO! Responder

    A opacidade de tudo sobre petroleo tem a ver com a engenharia que o poder (Patrice) tem que fazer para ludibriar as pessoas. Como somos pouco interessadas em coisas públicas, salvas algumas exceções, tais como tela non e Associação de Economistas, eles vão tratando da sua via, manipulando as coisas, distribuindo as benesses num circulo fechado. Mesmo os partidos de oposição só tomam posição se os barões estiverem a ser prejudicados; não o Povo. Estamos lixados santomenses só que um poco para safar. Nãoi se preocupam com o mais importante para a vida em socidade. E assim, os “politicos” vão se cuidando.
    No fundo é o +rpblema de falta de transparência que parece ser o lema do Governo de Patrice. É grave, gravissimo fazer-se coisas sobre petróleo sem que esteja criado e em funções doi Conselho de Fiscalização. Quem pensar assim não é sério e quer enganar o povo.

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    Sherif Responder

    O leilão é o ponto em que a oferta/ procura se encontra de forma a maximizar os interesses de quem faz a aferta. Para obter-mos o maxímo de proveito é preciso que o produto leiloado esteje divulgado em mercados, onde os possiveis interessados possam obter informações e apresentar as suas proposta junto da entidade promotora.
    No caso especifico do leilão do petróleo da ZEE de S.Tomé, não houve a divulgação o produto em mercados de negociação como deveria e por essa razão fomos mais uma vez prejudicado. As empresas que adquiram os blocos do petróleo são empresas muito pequenas em dimensão e valores, e com muita pouca/ nenhuma experiência na area.
    Não quero afirmar mas tudo indica que houve vendas fantasmas, isto é, sem a realização do capital para o nosso pais.
    Meus parabens aos altos representantes do pais pela fantastica negociação mais uma vez realizada.
    Obrigado e bem haja aos santomenses.

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      Celsio Junqueira Responder

      Meu Caro,

      A pergunta que se impõe é a seguinte:

      Porque é que o dossier “Petroleo” está sempre envolto de “opacidade” e de secretismo a todos os niveis?

      Será que o leilão foi realizado com o objectivo de atrair as grandes empresas do Sector?

      Não tendo experiência, o melhor seria subcontratar um escritório experiente e reputado para o fazer?

      Não sabemos o resultado do leilão, estamos todos a espera para saber!

      Numa democracia o normal é que as Instituições sejam transparentes nos actos e procedimentos.

      Vamos a ver como termina esse processo, para podermos exigir/verificar o que se passou de facto.

      Abraço,

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    Concidadão Responder

    Meus compatriotas!!
    Embora cada um tenha a sua opinião pessoal ninguém está certo e ninguém está errado! Concordo de uma forma geral com tudo o que foi dito, mas temos que de facto abrir os olhos. Todos temos direitos e já que não podemos usufruir dos “lucros” de exploração do petróleo no país, ao menos podemos usufruir dos direitos de opinar e quem sabe através das nossas opiniões e entre-ajuda conseguimos chegar a algum lado! Não podemos apenas criticar e reclamar do país e das pessoas que fazem o que fazem com os bens públicos e ficarmos de braços cruzados a ver e a basearmo-nos smp pq o povo é isso e aquilo, pq o povo não faz isso e aquilo, pq o povo é ignorante, etc enquanto os outros vão vivendo da sua ganância sem serem punidos! Porque não colaborarmos tb? Costuma-se dizer que alguém é inocente até que se prove o contrário, certo? Porque é que aqueles que não se enquadra dentro dessas características (diga-se negativas) que se diz por aí que o povo santomense é e não procurem formas de alterar essa situação!? Existem tribunais e instituições que cuidam de assuntos internacionais. Quem sabe se conseguirmos reunir provas de que esta ou aquela empresa não é merecedora de ficar com este ou aquele bloco para explorar podemos impugnar tais decisões?!Todo o anúncio do Bem/Serviço Público deve ser público. Portanto temos direito a todas as informações envolvidas. Somos o Povo e o Povo tem força. Só é preciso demonstrar essa força. Vamos procurar, buscar, ajudar o nosso país a melhorar tb. A ajuda é sempre bemvinda seja em qualquer circunstância! Não nos deixemos enganar desta vez, não deixemos que os outros (e poucos) fiquem sempre com a nossa “comida” e façam de nós o que quiserem pq já estão habituados a essa indifernça do povo!! STP já tem hoje mtos formados, pessoas com conhecimentos e capacidades, pessoas com experiências, pq deixarmos que o país continue a ser o que tem vindo a ser? Porque não começarmos a ser mais pró-ativos, mais solidários e mais unidos uns com os outros?

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    Dique Responder

    Djabo pô leba nancê ba nféno modu cu nancê donocha téla

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    BARÃO DE AGUA IZÉ Responder

    Já desde o inicio, com Miguel Trovoada, o dossier petroleo tem sido tratado sempre de forma sigilosa e envolto de escuridão, como se fosse algo privado de alguns politicos. Numa Sociedade Democrática não se deve aceitar que esta opaciadae continue, como se alguns politicos estivessem a preparar a divisão do “bolo” com prejuizo para a esmagadora maioria da população para a qual se fez a Independência de STP.
    O DOSSIER PETROLEO DEVE SER PÚBLICO E DE ACESSO LIVRE, assim será uma forma de ajudar a evitar que STP se transforme numa Nigéria.

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    Manuel M.Silva Responder

    Todos sabemos q a exploraçao do OURO NEGRO nao corespondera’uma realidade no futuro proximo neste Pobre e Nobre Pais.Os pequenos e duvidosos processos atuais relacionados com este,apenas servem certos “SENHORES”e nao ao Pais.Nao sera’ melhor retomar a exploraçao agricula q sempre constituiu fonte de riqueza durante mais de cinco seculos?Baniu-se a cultura de Cacau e Copra q ainda hoje consistem fontes de riqueza de muitos Paises.Compatriotas,nesta altura e’ preciso evitar q este belo Pais venha se transformar num “DESERTO”no meio do mar.Com tudo q se passou e q se viveu e’ altura de se dizer basta,pois, o sofrimento e a pobresa q se relata deste povo acolhedor e’assustador(saude,saneamento do meio,educaçao,proteçao ambiemtal”especies florestais e animal”,entre muitos outros).
    Nao e’ ignorar o valor do OURO NEGRO,o Pais nao tem de condiçoes financeiras e e’ devedor.So’ mesmo com interferencia estrangeira(sem futuro avista).
    Que o sonho se torne realidade paara os nossos tetranetos…isto e’?!!!

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