Política

Patrice Trovoada põe fim a política de parceria estratégica com apenas dois alvos

O anterior governo de Rafael Branco, tinha definido dois alvos estratégicos na política externa de São Tomé e Príncipe, nomeadamente Portugal e Angola. O novo Primeiro-ministro discorda e avisa que não se pode colocar uns países em cima de outros. Todos são parceiros estratégicos e consequentemente iguais, defendeu Patrice Trovoada.

Foi numa entrevista dada a TVS, que o Primeiro Ministro deixou claro que chegou ao fim a política externa assente em apenas dois parceiros estratégicos. «Se todos são parceiros estratégicos, todos são iguais. Quando se vê o estado dos documentos de implementação dos acordos de cooperação, verifica-se que muitos itens não foram realizados. Isto quer dizer que pedimos muita coisa a um só parceiro, sem realmente termos o conhecimento daquilo que ele poderá nos oferecer e muitas vezes pedimos e não oferecemos nada em retorno», declarou o Chefe do Governo.

Patrice Trovoada explicou que a cooperação tem que ser dos dois lados. «Quando dizemos que todos são estratégicos, estamos convencidos que todos têm alguma coisa a oferecer, mas não podem oferecer tudo. E a todos devemos ter algo a oferecer e não podemos oferecer tudo», frisou.

A nova visão estratégica do décimo quarto governo constitucional, caracteriza-se por negociações directas com cada um dos países, e a definição clara das áreas ou sectores em que poderão efectivamente ser úteis a São Tomé e Príncipe. «O que é preciso do nosso lado é olhar para Portugal e dizer o que é que Portugal sabe fazer melhor no nosso entender. E o que é que podemos oferecer de melhor a Portugal, o mesmo em relação a Angola e assim sucessivamente. Não é colocar um acima do outro. E isso tem sido uma crítica feita as autoridades são-tomenses. Temos que saber o que queremos e com quem queremos», concluiu.

Abel Veiga

    25 comentários

25 comentários

  1. sydnei

    24 de Agosto de 2010 as 9:11

    o primeiro Ministro tem razão n pode dizer que um é melhor que outro …porque nos precisamos de todos …assim da mal na vista outros parceiro que não foram pronuciado…e taiwham n é parceiro nosso?
    todos os anos que taiwham deixa no chofe de estado milhoes de euros e dolares …n serve …senhor Rafael BRANCO so pode esta mal de cabeça …dizer isso

  2. Mé-Zochi

    24 de Agosto de 2010 as 9:20

    Até que enfim alguém com algum sentido de responsabilidade.
    Todos os santomenses sabem que um dos seus parceiros estratégicos que é portugal é uma farsa, até agora não podemos dizer que Portugal nos ajudou.
    Quanto não morreram por falta de visto de entrada em Portugal.
    Estrat´+egico só se for na desgraça.
    Viva STP, somos muito mais e merecemos mais respeitos de todos.

    • hugo lima

      25 de Agosto de 2010 as 8:19

      Só para reforçar a sua opinião queria salientar que tanto a embaixada portuguesa em STP como a de STP em Portugal goza e abusa dos doentes que precisam dos seus serviços.
      Caro Mé-zochi imaginas que tu depois de apanhar visto para portugal (doente) embaixada de STP mesmo sabendo nemhum membro aparece no aeroporto para te orientar ´parece mentira mas é verdade.
      E quando vais pedir algum apoio embaixada nunca tem nada, se quiseres tratar de um documento ainda tens que pagar.
      A muito que fazer nesse meu, nosso, vosso. STP.
      Muita tristeza, se mesmo os de saúde reclamam o balanço da vida em Portugal imagina uma pessoa doente sem apoio do estado. Sei que em STP ja aconteceu muitas vezes depois de doente morrer é que sai o o visto, nada é feito para mudar essa situação tudo fica por isso mesmo são vários casos, jovens, crianças e idosos. muita das vezes familiares dispostos a pagarem viagens mas por falta de visto e tratamento precários nossos irmãos perdem a vida. Tens razão estratégico nas desgraças desse nosso povo que o nossos antigos governo contribui para outros nos desrespeitar.

      • continuidade

        25 de Agosto de 2010 as 14:37

        os políticos da continuidade, que perderam as eleições, acham estratégico e perioritário porque eles e as suas familias viajam com passaporte deplomático e de serviço.
        Estejam de alerta senhores deputados da mudança, se são 55 deputados só deverão emitir 55 passaporte deplomatico para esses deputados e as respectivas familias. Por outro deve haver controle na emissão de visto de serviço. Assim os politicos de continuidade irão esperar pela visto na emb. de pt em stp. Desta forma eles irão sentir como portugal tem sido parceiro estrategico.
        haver vamos

  3. Pleto

    24 de Agosto de 2010 as 10:17

    Assim tudo bem,os governantes sejam eles qual for tem que falar claro,coisa com coisa. Explicar as coisas de forma simples para as pessoas perceberem.

    Nao misturar as coisas e causar confusao, agora é hora de jogar a bola para frente com responsabilidade e sentido de estado.

    Arrumar a casa, por as coisas em sentido e seguir o rumo certo que todos sonhamos para o nosso País. Nao sou partidario de nenhum partido em particular, o meu único desejo é STP forte e para frentex.

  4. kimposso

    24 de Agosto de 2010 as 10:37

    moralizando a cooperacao, sim senhor, mas nao esquecamos que todo e qualquer pais tem parceiros estrategico.

  5. Daniel

    24 de Agosto de 2010 as 10:38

    ACHO CORRECTO A DECISÃO DO 1º MSTR, TODOS OS PAÍSES QUE TÊM A INTENÇÃO DE ALAGAR A SUA ÁREA PROTOCALAR COM S.T.P QUE SEJEM BEM-VINDOS …..TODOS OS PAÍSES SÃO ÚTEIS PARA DESENVOLVIMENTOS DO NOSSO PAÍS ….. NÃO HÁ AQUI MAIS E NEM MENOS IMPORTANTE…..

  6. rc

    24 de Agosto de 2010 as 12:03

    GRADE POLITICA DE COOPERACAO INTERNACIONAL, ASSIM PODEMOS SER MAIS VISIVEL NO MUNDO FORA E BEM CONHECIDO NAO SOMENTE EM ANGOLA E PORTUGAL.
    PORQUE QUANDO DIZES QUE E DE STP MUITOS NEM SI QUER SABEM ONDE FICA A NAO SER EM PORTUGAL E ANGOLA

  7. Zé_Quim

    24 de Agosto de 2010 as 12:21

    Excelente.

    Sr. PM, felizmente ainda vamos a tempo de mudar algumas coisas pois, não é normal dizer-se que um parceiro é melhor que o outro quando estamos de forma permanente a fazer solicitações a todos.

    Espero que de facto o deixem mostrar como se trabalha.

    É enorme a expectativa que o povo tem em torno do seu governo, sei que nisso tudo é preciso ter-se os pés na terra mas, dê o seu melhor, o povo saberá reconhecer.

    Acredito também que muita gente que em tempos andava cansada com os moldes de gestão da coisa pública estará atenta para em tempo oportuno dar a sua humilde opinião.
    Força Dr. Patrice.
    Viva STP.

  8. moreno

    24 de Agosto de 2010 as 12:41

    o ideal seria nao dependermos quase na totalidade de parcerias.temos que aceitar que nao temos condicoes e as coisas infelizmente nao vao bem para o mundo agora com a crise generalizada que existe.creio que o primeiro ministro tem razao no tocante a nao pormos como preferentes parceiros – portugal y angola.como na politica e como na vida em geral ate em relacoes familiares as pessoas se cansam.se ha hipoteses de parceria com mais paises uma vez obedecendo as normas de soberanas de cada pais e de se louvar.

  9. Democratico 1

    24 de Agosto de 2010 as 12:57

    O senhor andou a ler meu pensamento…bunito!!!! Tu és o cara…Viva STP, é isso aí, coragem e determinação e ponto final….continui sempre assim que vais longe Sr. Primeiro Ministro.
    Fui

  10. Digno de Respeito

    24 de Agosto de 2010 as 13:53

    Há um especto que enfatisa essa notícia:

    «Quando dizemos que todos são estratégicos, estamos convencidos que todos têm alguma coisa a oferecer, mas não podem oferecer tudo. E a todos devemos ter algo a oferecer e não podemos oferecer tudo»

    É importante que se reflita os modos de cooperação. Pois tal como a cooperação, a parceria é dar e receber. É a reprocidade relacional e o seu impacto pode ser maior quando as partes se correspondem (tendo em atenção a dimensão de cada um) com os respectivos interesses para o bem comum.

    Dese-lhe muita força e determinação. Sê acertivo na sua caminhada.

  11. Digno de Respeito

    24 de Agosto de 2010 as 13:54

    Digo: “Desejo-lhe” (…)…

  12. hugo lima

    24 de Agosto de 2010 as 13:56

    Congratulo com as suas ideias, faça me o favor de os por em pratica para certificamos de que o seu elenco está mesmo a trabalhar fazendo a diferença.

    Todos os santomenses precisa voltar a acreditar nos políticos do país.

  13. falaverdade

    24 de Agosto de 2010 as 15:55

    Faziam isso devido gorjetas que recebiam

  14. Golias

    24 de Agosto de 2010 as 16:03

    Para algum dia STP ser um pais auto-suficiente teriam que mudar estas velhas mentalidades que acham que tudo cai do céu. Há que trabalhar e não pedir, há que investir e não roubar, e há que respeitar os impostos e descontar tanto para segurança social, como para o IRS! Depois é o governo fazer a parte deles, e ter politicas de investimento, rentáveis a longo prazo. Invistam na agricultura, que é o principio da auto-suficiência e serve para baixar os custos dos bens de primeira necessidade/aumentar o nível básico de vida, invistam no saneamento público, invistam em energias renováveis e diminuam os custos energéticos,invistam numa força de segurança competente e não corrupta, há tanta coisa de tão baixo nível necessária neste país..assim fica mesmo difícil. Ensinem o povo a ser civilizado, há tantos actos pré-históricos presentes nesta gente…diria mesmo que este pais não sai da pré-história em menos de 30 anos..é triste..

  15. Madalena

    24 de Agosto de 2010 as 16:26

    Se todos todos os paises são considerados estratégicos para o Dr Patrice, então era excusado a utilização deste termo. É melhor não tentar desfazer o que o outro fez, sob pena de perder o norte.
    Há paises que são e merecem ser chamados parceiros estratégicos, quais? Não sei. Mas deve haver distinção.
    Quer ser governo ou presidente, ou pensa deixar o Fradique com a governação do país. Atention

  16. Kekwa

    24 de Agosto de 2010 as 21:30

    Ele se calhar tem razão,nasceu em Libreville…

  17. Filipe Samba

    25 de Agosto de 2010 as 6:18

    Eu não concordo com Exmo.Sr. Primeiro Ministro.
    Ex: EUA no Medio Oriente, o seu parceiro principal Israel, Egipto.

  18. J&B

    25 de Agosto de 2010 as 8:17

    No artigo “Tomé Vera Cruz abandona MDFM-PL” de 27/05/2010, na CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DO MDFM-PL, SENHOR FRADIQUE BANDEIRA MELO DE MENEZES encontramos:“…Logo após as eleições de 26 de Março de 2006 e numa das reuniões da Direcção da Coligação, presidida por si, para análise dos resultados, o Senhor, de forma infeliz, lançou a hipótese da Coligação convidar o Dr. Patrice Trovoada a chefiar o Governo. Como era lógico, a reacção não se fez esperar, pois a sua proposta caiu como um balde de água fria sobre os presentes. Estupefactos com a proposta, interpretada como de todo humilhante e despropositada, o Senhor justificou-se dizendo que se tratava de um pedido do Presidente Bongo, que era muito amigo dos Trovoadas. Claro que a sua justificação complicou muito mais a situação e aumentou a tensão na sala, pois ela foi interpretada como uma clara ingerência de um país amigo nas questões internas de outro Estado, pedido que o Senhor, enquanto Presidente da República, não deveria sequer se prestar a ser portador. … Face à posição intransigente dos presentes, o Senhor viu-se obrigado a retirar a proposta, mas não a abandonou. O corolário disto é o seu papel e as acções que levou a cabo para que Patrice Trovoada viesse a ser Primeiro-Ministro e a mágoa que sente e manifesta pelo facto de o Governo do mesmo ter caído em pouco tempo através duma Moção de Censura. O “Fradique lôçôô, lôçôô” fez parte da sua estratégia.” Concretizou!!!! Neste caso, o fracasso do MDFM-PL não foi propositado, para concretizar o supracitado objectivo?
    Mas, o amigo António Amado Vaz, no seu comentário de 17/08/2010 ao artigo “Acabei de submeter ao Presidente a Estrutura e a Lista dos nomes que poderão vir a compor o próximo governo”de 13 Agosto 2010, dizia: “Modelos de alguns países Africanos Francófonos simbolizam mediocridade. Não precisamos desses modelos de Estado de pobreza mas com muita riqueza proveniente de recursos naturais. Temos exemplos palpáveis de alguns países vizinhos com Petróleo (Crude Oil) mas em completa pobreza e atraso…. Seguir o MESTRE já não serve São Tome e Príncipe! Já somos adultos (35-anos de idade!). Devemos começar a caminhar…. Temos que seguir outro rumo!…Temos que ser auto-suficientes e independentes… Devemos aprender com Cabo Verde, Botswana, Singapura, Brasil, Índia, Japão, China, Estados Unidos… países onde o desenvolvimento económico sustentado tem dado resultados positivos, seja o sucesso no passado ou no presente”. Este compatriota estaria todo no erro ao afirmar isto?!
    No artigo “Sub-região da África Central é o principal alvo da política externa do novo governo do 24 Agosto 2010 “…O Presidente da República Fradique de Menezes que recentemente tomou parte nas festividades do 50º aniversário da independência do Gabão, manifestou-se confiante de que o novo Primeiro-ministro Patrice Trovoada conhecedor da sub-região onde cultivou boas relações, iria jogar papel determinante para uma maior cooperação entre São Tomé e Príncipe e a sua região natural”. Não seria novidade, a sub-região da África Central tornar o principal alvo da política externa do novo governo.
    Falando da transparência, não sei se o Primeiro Ministro já depositou no Tribunal Constitucional a lista dos seus bens actuais.
    Vamos reflectir! J&B

  19. Leopoldo Francisco Mariano (Pompilio)

    25 de Agosto de 2010 as 11:11

    Bem dito Sr. Premier, SABER O QUE QUEREMOS E COM QUEM QUEREMOS. Acho que todos são parceiros a altura por isso nada de Estatuto Especial para esses surrupiadores, tubarões que nos querem sufucar a qualquer custa. Parceria sim, imposição nunca. Rei para um rei para todos

  20. Madalena

    25 de Agosto de 2010 as 16:53

    ENTÃO!
    Para o 1º Ministro as coisas devem ser feitas antes o TPC. Mas os Parceiros estratégicos existem. Olha só um exemplo. Até lhe serve bem. O filho do Bongo de Gabão é seu colega e amigo , certo!
    As suas relações enquanto chefe de estado, são iguais a dos paises que temos mera cooperação? Convenhamos!!
    Nós em relação Angola,Cabo verde, portugal e frança? Há ou não há diferença? ce la meme?
    lembras dos apoios que a França deu ao papa, quando teve maka com Pinto dacosta e o falso golpe, sei lá?
    Para a França não diferença para si???
    Bom
    Bom
    Trabalha, governa,

  21. Ntengo wa Mbhalane

    26 de Agosto de 2010 as 15:53

    Nao quero de forma alguma imiscuir me nos assuntos internos do povo irmao de STP mas se bem conheço os santomenses nao creio que ate ao afinal de 2011 o governo deste jovem nao esteja a um fiozinho. A ver vamos.

  22. moreno

    27 de Agosto de 2010 as 8:47

    sou de s.tome , gosto e adoro o meu pais.o jmeu desejo e que haja progressos, no pais que haja justica que o povo tenha uma vida digna.quando foi eleito este primeiro ministro talvez por nao pertencer ao partido MLSTP que durante anos andou enganando o pòvo fazendo politica sim mas virada para beneficios particulares dos seus membros fiquei muito contente e nao vou dizer ao contrario que comecei a criar muitas expectativas neste jovem primeiro ministro.passado um par de dias ja penso de uma outra forma depois de ler noticias depois de ver a constituicao do governo,depois de ver a entrevista do Patrice Trovoada , sinceramente tenho as minhas duvidas se realmente e desta vez que alcancaremos a dita mudanca que esperamos que aconteca.a ver vamos … um bem haja

  23. Dgno de Respeito

    28 de Agosto de 2010 as 11:46

    Caro Moreno, realmente a entrevista consedida a TVS e á RDP/Afr, revelou alguma clareza. As palavras são objectivas e consisas. Ao longo da entrevista, o PM não vacilou nas suas respostas. Tudo leva crer que é determinante e como disse o nosso entrevistado: “não haverá caça ás bruxas” mas sim um olhar pela “copetência” das pessoas e quadros nacionais. E todos quanto actuam mal quer seja da sua côr partidária ou não, está longe de protecçionismo. E entendo que o grande mal do País, foi a vivência constante em proteccionismo, hoportunismo, jogos de interesses, e acima de tudo interesse meramente pessoal. O “deixar andar” também fez parte da casa. Agora, sim talvez se consiga trabalhar com honestidade, transparência, atitude e determinação.

    Contudo, aconselho apenas para que haja sempre diálogo e saber o porquê das coisas acontecerem. É muito importante ouvir-se e fazer-se ouvir.

    Bom fim de semana…..

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